Água, elemento vital à vida!

A água (em termos químicos também designada por: hidróxido de hidrogênio, monóxido de di-hidrogênio ou ainda protóxido de hidrogênio) é uma substância que, nas Condições Normais de Temperatura e Pressão (0 °C; 1 atm), encontra-se em seu ponto de fusão. Em condições ambientes (25 °C; 1 atm) encontra-se no estado líquido, visualmente incolor (em pequenas quantidades), inodora e insípida, essencial a todas as formas de vida conhecidas.

A água possui fórmula química H2O, ou seja, a menor parte da substância que ainda é considerada aquela substância (uma molécula de água) possui em sua composição dois átomos de hidrogênio e um de oxigênio ligados por meio de ligações químicas. É uma substância abundante na Terra, cobrindo cerca de três quartos da superfície do planeta, sendo encontrada principalmente nos oceanos e calotas polares, e também na atmosfera sob a forma de nuvens, nos continentes em rios, lagos, glaciares e aquíferos, para além da que está contida em todos os organismos vivos.[1]

Origem das águas

O meio ambiente terreno, exposto ao calor dos raios solares e os ventos, promove a evaporação e precipitação dos líquidos sobre os continentes dando inicio ao ciclo das águas, responsável pela sedimentação do fundo do mar e a salinização dos oceanos. Nesse sentido, tem-se que na fachada ocidental, grandes bacias hidrográficas despejam considerável quantidade de sedimentos sobre a plataforma continental, definindo cones alunionais, como os dos rios São Lourenço e Mississippi, no Atlântico Norte, e o do Amazonas, na faixa equatorial.
Chuvas torrenciais, ventos fortes e toda a sorte de intempéries, passaram a desgastar a rocha basáltica que se formou em decorrência dos derrames. Nessa época não havia litoral, mas apenas rios que vinham de cima carreando sedimentos e com uma violência sem nada igual atualmente, revelam pesquisadores desses fenômenos.

Com a erosão, os mares primitivos foram sendo assoreados e a pressão da água consolidou a plataforma continental. Por seu lado, os mares também passaram a lançar areias sobre os sedimentos basálticos que continuaram descendo a serra. Isto acontecia nas chamadas transgressões (avanços), durante as quais o mar invadia o continente - por milhões de anos avançou e recuou e as areias que depositava associadas aos sedimentos que escorriam do planalto basáltico, é que formaram o solo de nossa costa.

Tudo isso foi construído pela natureza ao longo de mais de 200 mil anos, por força do movimento de avanço e regressão do mar sobre a superfície da costa

Quando houve o primeiro avanço do mar sobre o continente - na fase em que começou o delineamento propriamente dito do atual litoral - há 230 mil anos, formou-se uma barreira de sedimentos na cota de 20 metros acima do nível atual. No final desse período, há 180 mil anos, houve um novo avanço do mar, só que até a cota de 16 metros, criando uma nova barreira para aprisionar a água que estava acumulada. Nas dezenas de milhares de anos seguintes, com nova regressão do mar, a erosão e sedimentação das enormes massas de água que se formaram foram constituindo outras barreiras que isolaram inúmeras lagoas