SABESP

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Tratamento de Esgoto

Coleta de Esgotos

Após a universalização do abastecimento de água potável em toda a região que atende a Sabesp está investindo na ampliação dos sistemas de coleta e tratamento de esgotos.

Os tipos de esgotos mais comuns produzidos nas cidades são o doméstico, o pluvial e o industrial. A água potável utilizada por uma pessoa, seja tomando banho, lavando louça ou apertando a descarga do vaso sanitário, produz esgoto doméstico. As águas das chuvas, após passarem pelos telhados, ruas e jardins são consideradas esgoto pluvial. E a água utilizada nos processos de produção industrial forma o chamado esgoto industrial.

Cada tipo de esgoto é constituído de diferentes substâncias, materiais e organismos. Todos esses agentes podem causar danos como proliferação de doenças, contaminação do solo e dos mananciais. Para evitar todos esses problemas são construídos sistemas de coleta de esgoto que promovem o afastamento da sujeira (boca-de-lobo, galerias, etc).

Através de diversas ações da Sabesp e da atuação da empresa no Projeto Tietê, no Litoral e Interior houve, nos últimos anos, um aumento considerável no serviço de coleta e tratamento de esgotos. Foram feitos investimentos pesados na ampliação das redes de coleta residencial e industrial e na construção de Estações de Tratamento de Esgotos (ETE´s), para onde é encaminhada a sujeira produzida pelas cidades. A Sabesp atua com responsabilidade na devolução da água ao meio ambiente, contribuindo para melhorar a qualidade de vida da população.

Tratamento de esgoto

Nas Estações de Tratamento de Esgotos (ETE´s), todos os componentes poluidores são separados da água antes de retornarem ao meio ambiente.

O Esgoto Bruto que chega às Estações passa por diversas etapas de tratamento, que acontece em duas fases, a sólida e a líquida.
A Sabesp procura cada vez mais soluções inovadoras para utilizar da melhor maneira possível os materiais resultantes do tratamento do esgoto, transformando-os em produtos.

PREND - Programa de Recebimento de Efluentes Não Domésticos
Um grave problema ambiental enfrentado pelas grandes cidades é ocasionado pela irresponsabilidade de algumas empresas que, clandestinamente, retiram seus esgotos com caminhões e os despejam em rios e represas. Pensando em reverter esse quadro e apresentar as melhores soluções ambientais aos empresários, a Sabesp criou o PREND - Programa de Recebimento de Efluentes Não Domésticos.

A Sabesp, considerada a melhor empresa das Américas em engenharia sanitária e ambiental, está estruturada para receber os efluentes não domésticos no sistema público de esgotos e encaminhá-los, conjuntamente aos efluentes domésticos, para as estações de tratamento. A indústria pode repassar para a Sabesp a responsabilidade pelo tratamento de seus efluentes, reduzindo o seu custo operacional e atendendo às exigências legais para o controle da poluição ambiental.

Se a região onde está localizada a indústria for provida de sistema público de esgotos e houver possibilidade técnica de ligação, a indústria deverá lançar seus efluentes no sistema. Caso contrário, a indústria poderá armazená-los em suas dependências e enviá-los a um Posto de Recebimento de Resíduos Líquidos da Sabesp, através de caminhões transportadores. Deve-se ressaltar que a Sabesp criou uma metodologia de trabalho a ser seguida pelas empresas e recebe apenas efluentes que não venha causar danos ao sistema coletor de esgotos, ao processo biológico do tratamento e à saúde dos operadores.

Flotação

Processo de flotação aplicado em cursos d´água
A técnica de flotação é utilizada em projetos de despoluição, como nos Lagos do Ibirapuera e da Aclimação, em São Paulo, e nos córregos que abastecem esses lagos. As Estações de Flotação instaladas nesses locais utilizam tecnologia 100% nacional para a limpeza das águas.

O primeiro passo é feito através de uma grade para retirar o lixo trazido pelas chuvas. A partir daí, são misturados à água diversos produtos químicos que reduzem a acidez e iniciam o processo de coagulação dos poluentes. As partículas poluidoras presentes na água se agrupam formando grandes flocos - aglutinação. Para que essa água não afunde, é injetado oxigênio por baixo do tanque - aeração. O ar gruda nas partículas sólidas, fazendo-as flutuar. Uma draga coleta todo esse lodo, que é encaminhado para as Estações de Tratamento de Esgoto, onde recebem o tratamento adequado antes de retornarem ao meio ambiente.

Tratamento de Esgotos por Lodos Ativados

O tratamento de esgotos é fundamental para proteger o meio ambiente. Através dele, toda a água retirada da natureza, após ser utilizada, retorna com uma carga mínima de poluição. O tratamento biológico de esgotos por lodos ativados, utilizado pela Sabesp, consiste em submeter a matéria orgânica presente nos esgotos A uma comunidade de microorganismos que são "cultivados" nas Estações de Tratamento de Esgotos (ETEs), para que promovam sua depuração (limpeza). O líquido devolvido ao rio tem cerca de 95% de remoção de sua carga poluidora.

Esses microorganismos utilizados no tratamento são conhecidos como decompositores. São os mesmos encontrados na natureza, só que nas estações de esgotos a quantidade é muito maior, devido às condições favoráveis para seu desenvolvimento, pois o alimento (matéria orgânica) é abundante. Esta comunidade de microorganismos é composta basicamente por bactérias, protozoários e micrometazoários.

Tecnologia de tratamento de esgoto

Sabesfértil

Essa tecnologia permite a transformação de grande parte do esgoto tratado nas cidades em Biossólido, um rico adubo para plantações agrícolas.

O biossólido é produzido a partir do lodo - a parte sólida resultante do processo de tratamento de esgotos. Esse material, rico em microorganismos, passa por diversos tratamentos e controles de qualidade, que garantem a sua higienização e eficácia para ser utilizado como fertilizante. Tal adubo é rico em matéria orgânica e nutriente, como nitrogênio e fósforo, essenciais para o desenvolvimento das plantas e para obtenção de boa produtividade.

O Sabesfértil foi desenvolvido na Estação de Tratamento de Franca e teve o reconhecimento oficial, pela primeira vez no Brasil. A partir desta aprovação, entende-se que o tratamento adequado de esgotos sanitários não gera somente resíduo, mas produtos aproveitados em diversas atividades.

O Sabesfértil tem sido utilizado para diversos fins, como, por exemplo, nos plantios de café e banana e por fábricas de papel, fazendo com que as árvores utilizadas como matérias-primas na produção cresçam mais rápido. Com isso, a área utilizada para o plantio pode ser reduzida, obtendo-se a mesma quantidade do produto final. O uso do biossólido não é recomendado em produtos que sejam consumidos crus ou em contato direto com o solo, como batata, cenoura e hortaliças.

O condicionador de solo Sabesfértil pode substituir a adubação mineral e não polui o ambiente, repondo ininterruptamente a matéria orgânica da terra e mantendo-a sempre em equilíbrio. Os resultados obtidos em áreas adubadas com o biossólido são notáveis e facilmente verificados na boa qualidade do solo, que permanece sempre fértil e na excelente qualidade dos produtos do plantio.

Tratamento de água

Conhecida como solvente universal, a água sempre retém algum resíduo dos materiais com os quais entra em contato. Mesmo a água doce da natureza, presente nos rios, lagos e lençóis subterrâneos, contém resíduos das substâncias presentes no meio ambiente, como sais dissolvidos, partículas em suspensão e microorganismos.

Para garantir que a água fornecida à população seja potável, a Sabesp busca fontes de água de boa qualidade e utiliza alta tecnologia de tratamento para eliminar todos os poluentes e agentes ameaçadores à saúde.

Nas Estações de Tratamento de água (ETA´s) operadas pela Sabesp, a água bruta passa por diversos processos. Os principais são Desinfecção, Coagulação, Floculação, Decantação, Filtração, Correção do pH e Fluoretação.

Todas essas etapas de tratamento e o uso de produtos químicos auxiliares servem para destruir microorganismos que podem causar doenças, retirar impurezas, controlar o aspecto e gosto, garantindo a qualidade da água fornecida pela empresa. O processo de Fluoretação tem relação direta com a saúde bucal da população, reduzindo em mais de metade os casos de cárie.

Após esse tratamento, a água é armazenada para ser distribuída à população.

A preocupação com a qualidade em todas as etapas do processo é fundamental. A Sabesp atende e supera os padrões de potabilidade exigidos pelo Ministério da Saúde, baseados na Organização Mundial da Saúde e portaria MS nº 1469, de 29 de dezembro de 2000. O controle de qualidade é rígido e rigoroso, e a conquista do ISO 9002 é prova da excelência dos serviços prestados.

Reservação e Distribuição

Após o tratamento, a água bruta recolhida nos mananciais é armazenada, primeiro em reservatórios de distribuição e depois em reservatórios de bairros, espalhados em regiões estratégicas das cidades. Desses reservatórios a água vai para as tubulações, que formam redes de distribuição, com construção e manutenção feitas pela Sabesp.

Todas as ações da empresa são planejadas e controladas de maneira que, em caso de reparos ou trocas na tubulação, o sistema permite que as redes interligadas garantam o abastecimento ininterrupto aos consumidores. Visando diminuir o índice de perdas de água no sistema - perdas comuns em todas as empresas de saneamento -, a Sabesp criou o Programa de Controle e Redução de Perdas, com diversas ações que estão diminuindo o desperdício.

Para garantir a qualidade do seu produto e a saúde da população que atende, a Sabesp faz um monitoramento diário em pontos representativos do Sistema de Distribuição de água. São coletadas cerca de 12.000 amostras e realizadas mais de 20.000 análises mensais, somente na região metropolitana de São Paulo. Os parâmetros observados são: coliformes, bactérias heterotróficas, cloro, cor, turbidez, pH, ferro total, alumínio, flúor, cromo total, cádmio, chumbo e trihalometanos (THM). Todo esse cuidado faz com que a água fornecida pela Sabesp esteja dentro dos padrões mundiais estabelecidos pela OMS - Organização Mundial de Saúde.

Um cuidado especial que a Sabesp tem, preocupada em oferecer conforto ao consumidor, é com relação ao gosto da água. Dependendo das características naturais e do tratamento utilizado para garantir a potabilidade, a água pode apresentar variações em seu sabor. Uma equipe de degustadores prova a água, retirada de diversos pontos da rede de distribuição na Grande São Paulo.

Treinados para identificar mínimas alterações, os degustadores permitem aos técnicos fazerem as correções necessárias.

Com a constante preocupação em melhorar ainda mais o seu serviço, a Sabesp vem implantando sistemas de qualidade no monitoramento. Os laboratórios foram automatizados, o que gerou mais agilidade e eficiência nos resultados e, em 1998, os localizados na Região Metropolitana de São Paulo receberam o certificado ISO 9002. Um destaque é o Laboratório de Controle Sanitário de Franca, o primeiro do país a obter o credenciamento no Instituto Nacional de Metrologia, Normatização e Qualidade Industrial (INMETRO), recebendo o ISO Guide, pela excelência no resultado das suas análises. Com esse credenciamento, a Sabesp passou a integrar o grupo de empresas que apresentam 100% de qualidade nos processos de análise sanitária, nos resultados e no compromisso com a população que atende, equiparando-se aos parâmetros de empresas canadenses e européias.

Tecnologia de tratamento de água

Bóias de Monitoramento

A ocupação desordenada e o uso inadequado do solo vêm comprometendo seriamente a qualidade de água dos mananciais que a Sabesp utiliza para fornecimento público. Desde meados da década de 70, a empresa vem fazendo um controle das densidades de algas nos reservatórios. A partir de 1987, o monitoramento passou a incluir pontos de amostragem nos rios contribuintes, com coletas em intervalos que variam de quinzenais a trimestrais. Todo esse cuidado é fundamental para que a Sabesp possa se antecipar aos possíveis problemas que possam alterar a composição da água, exigindo assim um tratamento diferenciado.

Para aumentar a eficiência desse sistema de vigilância e, conseqüentemente, reduzir os riscos sanitários e ambientais, a Sabesp investe pesado em tecnologia, como é o caso das Bóias de Monitoramento em Tempo Real, que hoje realizam o monitoramento contínuo da qualidade de água dos mananciais.

O sistema de monitoramento em tempo real tem como objetivo medir desde parâmetros de qualidade de água (cor, turbidez, pH, oxigênio, entre outros), até temperatura da coluna de água, penetração de luz e a velocidade e direção da corrente, fornecendo informações precisas dos mananciais em diferentes situações climáticas. Esses dados são obtidos através dos sensores instalados nas bóias, que ficam em pontos pré-determinados dos reservatórios. As bóias fazem a leitura, armazenagem e transmissão via rádio dos dados gerados.

As unidades de recepção transferem automaticamente os dados, via linha telefônica, para a unidade central e ainda colocam à disposição as informações geradas nas últimas 24 horas, em forma de gráficos. É na unidade central de recepção que a consistência desses dados é analisada e, em situações de alarme, o programa gerenciador estabelece automaticamente comunicação com as unidades de recepção para obtenção de dados.

Um dos benefícios desse monitoramento é a melhoria no processo de detecção de fenômenos que provocam alterações bruscas na qualidade da água bruta, assegurando a potabilidade do produto tratado para distribuição.

As bóias fornecem 24h por dia, dados como penetração da luz, velocidade da corrente, temperatura e outros parâmetros de qualidade da água. As informações transmitidas na hora ajudam a empresa a conhecer melhor os mananciais e a detectar as causas de irregularidades.

Por exemplo, as bóias servem para notificar a Sabesp quando dejetos são jogados numa represa durante a noite. Desta forma, é possível definir com agilidade o tratamento mais adequado à água captada, garantindo a qualidade do produto distribuído à população.

CAL
Normalmente a aplicação ocorre na água bruta recolhida no início do tratamento, a fim de corrigir o pH (índice de acidez) da água.

CLORO
A adição de cloro é importante para a desinfecção da água, mantendo-a saudável durante todo o percurso, até chegar às torneiras. A cloração elimina microorganismos nocivos, evitando doenças.

FLÚOR
A Fluoretação é a aplicação de dosagens de composto de flúor na água tratada, sendo uma ação importante para a saúde pública. Essa prática previne e reduz drasticamente a incidência da cárie dentária na população, principalmente durante a idade da formação dos dentes (até aproximadamente 14 anos).

Aqualog
automação para Sistemas de Produção de Água e de Tratamento de Efluentes
O Aqualog acionam, monitoram e controlam, automaticamente, válvulas, dosadoras de produtos químicos, níveis de reservatórios e outros equipamentos, além de disponibilizar tabelas e gráficos como ferramentas essenciais de gerenciamento. É uma tecnologia desenvolvida pela Sabesp para automação na área de saneamento ambiental, que possibilita a operação com máxima eficiência dos sistemas de produção de água e de tratamento de efluentes, proporcionando menores custos operacionais, maior confiabilidade e segurança.

VRP
Válvulas Redutoras de Pressão A VRP - Válvula Redutora de Pressão - permite o controle do consumo e a redução de pressão dos encanamentos, diminuindo o número de vazamentos e aumentando a vida útil das tubulações. Com a diminuição das perdas de água, a Sabesp e a população economizam, além de se diminuir a quantidade de água retirada dos mananciais, contribuindo para a preservação do meio ambiente.

Medidas de diminuição de desperdícios de água

       Aqui, o uso da água segue em direção oposta a dos países desenvolvidos que, desde a década de 70, vêm adotando programas de conservação. Um deles é o desenvolvimento de tecnologias mais eficientes. Inúmeros países tornaram obrigatória a adoção de equipamentos sanitários mais econômicos no consumo de água.

        Na cidade do México, o governo substituiu três milhões e meio de válvulas por vasos sanitários com caixa acoplada, de 6 litros por descarga, resultando numa redução de consumo de 5 mil litros de água por segundo. Nos Estados Unidos, além de ser obrigatório o limite de 6 litros para a descarga, a legislação também limitou a vazão de chuveiros e torneiras em 9 litros de água por minuto, o que resultou numa redução de 30 por cento no consumo de água. Aqui no Brasil existem algumas experiências que estão sendo feitas pela SABESP em conjunto com o IPT e com a Escola Politécnica da USP. Uma delas foi realizada no Colégio Vera Cruz e vem dando bons resultados.

 

         A falta de planejamento em relação aos recursos hídricos precisa acabar. É necessário que haja administração racional, que não vise apenas aumentar a oferta de água com grandes investimentos em obras, mas se preocupe, principalmente, em conservar, preservar e reaproveitar a água que temos. A sua conservação exige, entre outras coisas, a coleta e o tratamento de esgotos, que atendem aos aspectos sanitários e legais. O controle da ocupação urbana e o tratamento dos esgotos são primordiais na proteção dos mananciais.

 

        Gastar mais de 150 litros de água por dia é jogar dinheiro fora e desperdiçar nossos recursos naturais.

 

         Você sabe quanto custa à água que consumimos? Um real cada mil litros. Parece pouco, mas esse custo poderá ser bem mais alto se a água não for utilizada de forma adequada, sem desperdícios. O cálculo da tarifa é progressivo: quanto maior o consumo, maior é o preço. A faixa de consumo de água por pessoa varia de 150 a 400 litros por dia.

         Se a água for usada com economia, de maneira racional, o consumo será menor. E a conta também. Vamos mostrar, na prática, como podemos economizar. Vamos começar verificando os vazamentos.

Para isso, você pode fazer alguns testes.

 

         Feche o registro do cavalete de entrada da água em sua casa. Abra uma torneira alimentada diretamente pela rede de água - por exemplo, a do jardim ou a do tanque - e espere até escoar. Pegue um copo cheio d'água e coloque-o na boca da torneira. Se houver sucção da água do copo pela torneira, é sinal que existe vazamento no cano.

         Outra maneira de detectar vazamento é fechar todas as torneiras e registros da casa e verificar se no hidrômetro, aparelho que mede o consumo de água, ocorre movimento dos números ou do ponteiro do relógio. Caso isso aconteça, certamente existe vazamento. Por exemplo, um pequeno buraco de dois milímetros, do tamanho da cabeça de um prego, vai desperdiçar em torno de 3.200 litros de água por dia. Esse volume é suficiente para o consumo de uma família de 4 pessoas, durante 5 dias, incluindo limpeza da casa, higiene pessoal, preparação de alimentos e água para beber.

 

          Os países desenvolvidos proíbem o despejo de esgoto industrial e doméstico sem tratamento nos rios e represas para garantir a reutilização segura dessas águas. A água de esgoto tratado não é potável, mas serve para usos menos nobres.

 

Veja algumas dicas de como economizar água - e dinheiro - sem prejudicar a saúde e a limpeza da casa e das pessoas.

 

           Não tomar banhos demorados. Cinco minutos no chuveiro são suficientes para um bom banho.


           Um dos recordistas do consumo de água no Brasil é o chuveiro. O banho de 15 minutos com ducha consome 135 litros de água por banho, com meia volta de água de abertura. Com o chuveiro elétrico comum, o mesmo banho vai consumir 45 litros. Uma grande economia pode ser conseguida se o tempo de banho for reduzido para 5 minutos e se o chuveiro ficar fechado enquanto a pessoa se ensaboa.

Outro detalhe: a ducha gasta 3 vezes mais do que o chuveiro comum.

           Existem modos econômicos também para lavar a louça, ensaboando com a torneira fechada e usando água só para enxaguar.

           Coloque o balde embaixo do chuveiro para armazenar a água enquanto não esquenta.
Essa água pode ser utilizada para outras atividades da casa, como colocar a roupa de molho ou lavar a roupa.

           Escove os dentes com capricho – e com a torneira fechada. Abra-a apenas para enxaguar. O mesmo vale para o momento de fazer a barba.

           Se a pessoa escovar os dentes em 5 minutos e fizer a barba em mais 5 minutos, deixando a torneira aberta, estará gastando 24 litros de água por dia, só com essas duas atividades, quantidade de água que uma pessoa poderia beber durante 12 dias.

          Se a pessoa fizer essas mesmas atividades de maneira mais econômica, ou seja, mantendo a torneira fechada e só usando água quando for necessário, gastará, em média, dois litros. A economia será de aproximadamente 22 litros por dia.

          Não use a privada como lixeira ou cinzeiro e nunca acione a descarga à toa, pois ela gasta muita água.

         Mantenha a válvula da descarga sempre regulada e conserte os vazamentos assim que eles forem notados

          Por exemplo, a válvula de descarga, que ao ser acionada gasta de 10 a 30 litros de água, foi substituída pela caixa acoplada ao vaso, que descarrega apenas 6 litros por vez.

        Evite usar o vaso sanitário como cesto de lixo. Papel, cotonete, algodão, pontas de cigarro não devem ser jogados no vaso. Se os 16 milhões de habitantes da Região Metropolitana de São Paulo deixar de usar uma descarga por dia por causa desse lixo jogado em lugar indevido, serão economizados cerca de 160 milhões de litros d'água diariamente, o que equivale ao abastecimento de uma cidade do porte de Santo André, na Grande São Paulo.

         Ao lavar a louça, primeiro limpe os restos de comida dos pratos e panelas com esponja e sabão e só aí abra a torneira para molhá-los. Ensaboe tudo que tem que ser lavado e então abra a torneira novamente para novo enxágüe.

         Só ligue a máquina de lavar louça quando ela estiver cheia.

         Na higienização de frutas e verduras utilize cloro ou água sanitária de uso geral (uma colher de sopa para um litro de água, por 15 minutos). Depois, coloque duas colheres de sopa de vinagre em um litro de água e deixe por mais 10 minutos, economizando o máximo de água possível.

         A cada copo de água que você toma, são necessários pelo menos outros dois copos de água para lavá-lo. Por isso, combata o desperdício em qualquer circunstância.

 

         Junte bastante roupa suja antes de ligar a máquina ou usar o tanque. Não lave uma peça por vez.

        Caso use lavadora de roupa, procure utilizá-la cheia e ligá-la no máximo três vezes por semana.

          Se na sua casa as roupas são lavadas no tanque, deixe as roupas de molho e use a mesma água para esfregar e ensaboar. Use água nova apenas no enxágüe. E aproveite esta última água para lavar o quintal ou a área de serviço.

          Use um regador para molhar as plantas ao invés de utilizar a mangueira.

 

           Se você tem uma piscina de tamanho médio exposto ao sol e à ação do vento, você perde aproximadamente 3.785 litros de água por mês por evaporação, o suficiente para suprir as necessidades de água potável (para beber) de uma família de 4 pessoas por cerca de um ano e meio aproximadamente, considerando o consumo médio de 2 litros / habitante / dia. Com uma cobertura (encerado, material plástico), a perda é reduzida em 90%.

         Adote o hábito de usar a vassoura, e não a mangueira, para limpar a calçada e o pátio da sua casa.

         Se houver uma sujeira localizada, use a técnica do pano umedecido com água de enxágue da roupa ou da louça.

         Use um balde e um pano para lavar o carro em vez de uma mangueira. Se possível, não o lave durante a estiagem (época do ano em que chove menos).

         Consertos de vazamentos na rua é responsabilidade da Sabesp. Se você vir um, ligue imediatamente para o 195 e nós vamos consertar.

         Já os consertos de vazamento dentro de casa são de sua própria responsabilidade. Quanto mais rápido você fizer isso, menor será seu prejuízo. Você sabia que um pequeno buraco de 2 milímetros num encanamento desperdiça até 3200 litros de água em um dia?

Depois de todo o tratamento da Sabesp, a qualidade da água que chega a sua casa é garantida. Mas, para que ela continue ideal, você também tem que fazer sua parte e manter sua caixa d’água limpa – ela deve ser lavada pelo menos a cada seis meses. Assim, a saúde de sua família estará sempre garantida.

 

           E a caixa d'água? Ela precisa ser limpa e desinfetada com cloro a cada seis meses, usando escova de fibra vegetal ou plástico macio.

           Nunca use sabão, detergente ou outro produto químico.

          A água clorada que foi usada na desinfecção da caixa pode ser utilizada para lavar quintal e banheiros, por exemplo. Não se esqueça de verificar a bóia. Quando desregulada, pode provocar elevadas perdas de água pelo ladrão. E o que é fundamental: mantenha a caixa sempre muito bem tampada, para evitar a entrada de insetos e pequenos animais, que podem contaminar a água e provocar graves doenças.

 

          Lavar o carro durante 30 minutos com abertura de meia volta na torneira consome de 216 a 560 litros de água por lavagem. Se você usar um balde de 10 litros para molhar o carro e mais 3 baldes para enxaguar, você estará consumindo 40 litros por lavagem. É uma economia significativa.

           É preciso evitar desperdícios. Uma torneira mal fechada, pingando, gasta 46 litros por dia, quantidade suficiente para matar a sede de uma pessoa por 20 dias. Se por descaso do usuário a torneira ficar aberta por 15 minutos com um quarto de volta, enquanto atende ao telefone, por exemplo, o gasto será de 108 litros. Com meia volta, 280 litros. Com uma volta completa, 380 litros de água serão gastos.

 

Doenças Hidrícas

Um dos principais desafios das administrações das grandes cidades é encontrar mecanismos de controle no processo de urbanização desenfreada. Com o adensamento populacional, o poder público precisa oferecer infra-estrutura e serviços que garantam a funcionalidade do sistema urbano com qualidade de vida para a população.

O serviço de distribuição de água potável é imprescindível para a garantia da salubridade e qualidade de vida dos habitantes das cidades. No caso da Região Metropolitana de São Paulo, a Sabesp, empresa responsável pelo fornecimento público, se utiliza de águas superficiais, em mananciais localizados principalmente na Bacia do Alto Tietê, operando de água potável: Baixo Cotia, Alto Cotia, Guarapiranga, Cantareira, Alto Tietê, Rio Claro, Rio Grande e Ribeirão da Estiva. A qualidade das águas dos mananciais e a preservação ambiental são fatores primordiais para garantir o abastecimento público.

Doenças de Veiculação Hídrica são aquelas transmitidas pela água. Muitas das doenças que afetam o homem podem ser transmitidas pelos microorganismos presentes no meio ambiente, e cerca de 80% das doenças dos países em desenvolvimento (como o Brasil) são provenientes da água de qualidade ruim. As enfermidades mais comuns que podem ser transmitidas pela água são: Febre Tifóide, Disenteria, Cólera, Diarréia, Hepatite, Leptospirose e Giardíase.
Existem também as doenças causadas pela presença de grandes quantidades de substâncias tóxicas ou nocivas na água. Muitas vezes elas não são percebidas pelo gosto, pela aparência ou pelo cheiro, mas podem provocar doenças e até mesmo epidemias. Para que isso não aconteça, é preciso estar sempre atento à qualidade da água, que deve ser potável.

Água Potável é aquela que é limpa e transparente, não contém microorganismos nem substâncias que possam transmitir doenças ao ser humano. Para que a água distribuída na casa das pessoas seja potável, as empresas de saneamento, como a Sabesp, procuram retirar a água de lugares limpos e utilizam diversos produtos e tecnologias que controlam a quantidade de substâncias da água, garantindo a saúde da população.

Além disso, é preciso tomar alguns cuidados a mais para se proteger, lavar a caixa d´água a cada seis meses, não deixar acumular água em latas, vidros e pneus e não usar água de córregos e de enxurradas. Os cuidados com a higiene pessoal e com a limpeza da casa também são fundamentais para ficar livre das doenças.

SABESP

O que é a Sabesp?
Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo. Falar a respeito da empresa e os locais onde atua localizar o Estado de São Paulo no mapa do Brasil, a cidade de São Paulo no mapa do Estado.

O que a Sabesp faz?
A Sabesp trata a água que vem dos rios para chegar a nossa casa, para beber, tomar banho, cozinhar, lavar, etc

O objetivo da SABESP é atender às necessidades de saneamento ambiental: planejar, executar e operar sistemas de água potável, esgotos e efluentes industriais, melhorando a qualidade de vida da população e preservando o meio ambiente.

O serviço que a Sabesp presta é cuidar da saúde da população, levando a água tratada e coletando o esgoto, evitando a contaminação dos mananciais e a proliferação de doenças.
A Sabesp tem consciência de que a água, cada vez mais, é um bem raro e finito. Por isso, contribui para proteger e reabilitar os mananciais.

Mesmo sem responsabilidade direta sobre os mecanismos que regem a qualidade das águas brutas utilizadas para o abastecimento, a empresa tem uma postura ativa para induzir e dinamizar o setor no sentido de seus interesses. São desenvolvidos diversos projetos de conscientização, com elaboração de cartilhas e ações em escolas e junto à população.

A Sabesp também investe na Capacitação em Planejamento, Gestão e Operação de Mananciais, além de inovação tecnológica para emprego nas ações. O objetivo é criar condições de sustentabilidade econômica e ecológica nos seus projetos, atuando com responsabilidade na coleta e na devolução da água ao meio ambiente.

Sistemas de Captação e Tratamento

Região Metropolitana de São Paulo

A Sabesp produz cerca de 63 mil litros de água por segundo para atender os habitantes da região metropolitana de São Paulo. São 30 cidades operadas, além de 7 municípios (Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, Guarulhos, Mogi das Cruzes, Diadema e Mauá), que compram água da empresa por atacado.

Com área conturbada, onde há alta densidade populacional, a região metropolitana de São Paulo é circundada por um cinturão verde de onde é retirada a água, para diversos usos: abastecimento público, indústrias, agricultura, geração de energia, lazer, transporte, diluição de poluentes etc.

A Sabesp opera, na Região Metropolitana de São Paulo, oito sistemas produtores de água:

Reuso de água

Uma das saídas encontradas para minimizar os danos ambientais é a reutilização da água

Os objetivos são as proteções da saúde pública, manutenção dos ecossistemas e uso sustentado da água.

Reuso é a utilização da água por mais de uma vez, depois de um tratamento adequado. Isto ocorre espontaneamente na própria natureza, no ciclo hidrológico, ou através da ação humana, de forma planejada ou sem controle. O Reuso Planejado da água pode ser feito para fins potáveis ou não potáveis, tais como recreacional, recarga de lençol freático, geração de energia, irrigação, reabilitação de corpos d' água e industrial.

Alguns exemplos:

 Na Índia, alguns prédios utilizam água de reuso (obviamente, tratada e sem cheiro) em seus sistemas de ar condicionado.

 Na Califórnia (Estados Unidos), a agricultura estava diminuindo drasticamente o volume de água nos lençóis subterrâneos. Foi desenvolvido um processo de tratamento do esgoto para o reuso. Dessa forma, a água foi utilizada para reabastecer os lençóis freáticos (mananciais cuja água é retirada também para fins potáveis).

 No Brasil, o assunto começa a ser discutido de forma séria. A Sabesp já fornece água de reuso para utilização em processos industriais, lavagem de calçadas, entre outros. Para saber mais, acesse o conteúdo "Reuso das Águas".

Esse programa pretende alcançar três importantes elementos que coincidem com os objetivos da Sabesp: proteção da saúde pública, manutenção da integridade dos ecossistemas e uso sustentado da água.

A água de reuso é produzida dentro das Estações de Tratamento de Esgoto e pode ser utilizada para inúmeros fins, como geração de energia, refrigeração de equipamentos, em diversos processos industriais, em prefeituras e entidades que usam a água para lavagem de ruas e pátios, irrigação e rega de áreas verdes, desobstrução de rede de esgotos e águas pluviais e lavagem de veículos.

Dentre as inúmeras vantagens da utilização da Água de Reuso, destaca-se a economia no valor do custo da água utilizada e a diminuição do volume de água bruta retirada dos mananciais. Cada litro de água de reuso aproveitado representa um litro de água potável destinada para uso mais nobre: o consumo humano.

O Reuso Planejado de água faz parte da Estratégia Global para a Administração da Qualidade da água proposta pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente e pela Organização Mundial da Saúde. Nela se prevê o alcance simultâneo de três importantes elementos coincidentes com objetivos estratégicos da Sabesp:

1. Proteção da Saúde Pública
2. Manutenção da Integridade dos Ecossistemas
3. Uso Sustentado da água

Isto quer dizer que, para a Sabesp, a reutilização da água vai além do atendimento de demandas circunstanciais.

A Sabesp já realiza - e vai ampliar ainda mais - o reuso planejado de água em suas instalações de tratamento de água (recirculação de água de lavagem de filtros, por exemplo) e de esgotos. Para o setor industrial, a empresa está aberta a negócios em torno do reuso da água com sistemas apropriados de distribuição. A reutilização da água apresenta atrativos como menor custo, confiabilidade tecnológica e suprimento garantido. No aspecto qualidade, os riscos inerentes são gerenciados com adoção de medidas de planejamento, monitoramento, controle e sinalização adequados.

Os principais processos industriais que permitem o uso de água reciclada são os de produtos de carvão, petróleo, produção primária de metal, curtumes, indústrias têxteis, químicas e de papel e celulose. Exemplo disso é o acordo feito entre a Sabesp e a Coats, empresa fabricante das Linhas Corrente, que utiliza a água de reuso nos processos de lavagem e tingimento dos produtos.

Há também a possibilidade de fornecimento da água reciclada para outros segmentos. A prefeitura de São Caetano do Sul utiliza a água produzida na Estação de Tratamento de Esgotos do ABC para lavagem de ruas e pátios, irrigação e rega de áreas verdes, desobstrução de rede de esgotos e águas pluviais e lavagem de veículos.

O reuso planejado de água é um bom negócio. A Estação de Tratamento de Esgotos de Barueri, por exemplo, com capacidade atual de 9,5 mil litros de esgotos por segundo, com remoção de 95% da carga poluidora - lança a maior parte do esgoto tratado no rio Tietê. Todavia, representa um recurso de grande valor: a partir de soluções tecnológicas apropriadas, toda essa água deve ser fornecida para usos específicos, poupando-se grandes volumes de água potável. Uma parte da Água de Reuso é utilizada no processo de refrigeração de equipamentos da estação.

Um acordo feito com a Prefeitura do Município de Barueri, em junho de 2002, autoriza a criação de um pólo industrial, onde a água de reuso será destinada às indústrias do núcleo industrial a ser instalado próximo à Estação de Tratamento de Esgotos de Barueri, podendo ser utilizada para limpeza de pátios, veículos, e resfriamento de caldeiras e no próprio processo industrial.

Estudos preliminares indicam que o efluente tratado na estação Barueri para reuso planejado industrial tem um custo significativamente menor que a média tarifária industrial praticada atualmente na Região Metropolitana de São Paulo. O reuso planejado da água representa, ainda, a possibilidade de ganhos pela economia de investimentos e pela comercialização de efluentes hoje descartados. A Sabesp tem consciência de que suas atividades, no contexto de sua visão sócio- ambiental, fortalecem-na para atender clientes e acionistas e competir num mercado cada vez mais exigente.

Hidrômetros Individuais em Prédios

Muitas pessoas acham que a Sabesp é contra o hidrômetro individual em prédios, mas se trata de um engano. Para a empresa, é excelente que os responsáveis pela construção de novos edifícios ou os administradores de condomínios adotem esse tipo de solução, que vão ao encontro dos objetivos da empresa.

A individualização dos hidrômetros por apartamento não interfere nas atividades da Sabesp, pois a leitura continua sendo feita em um único hidrômetro: o da entrada do prédio. Cabe à administração do condomínio a apuração dos consumos de cada unidade e a divisão do consumo de água de uso comum.

O ponto central dessa questão é a economia de água. Desde 1995, a Sabesp desenvolve campanhas de educação para o Uso Racional da Água, promovendo a conscientização e a mudança de comportamento da população em relação à utilização da água, o que gera economia e contribui com a preservação dos recursos hídricos, um bem cada vez mais escasso no planeta.

A instalação dos hidrômetros individuais não resolve o problema de desperdício, mas é uma forma mais justa de utilização da água, na medida em que cada cliente paga somente pelo que consumiu, mais a parte que lhe cabe pelo uso comum.

A maior dificuldade encontrada para a medição individual é que, em prédios já construídos, a obra de instalação dos hidrômetros mostra-se inviável devido aos custos elevados, pois é necessária a troca quase total das instalações hidráulicas internas, além de um sistema de medição que exige um remodelamento técnico e administrativo do imóvel. Em empreendimentos novos, a solução é mais fácil, pois os hidrômetros individuais podem ser previstos na concepção do imóvel.

Visita à Estação de Tratamento de Água da SABESP

  • Estudo do meio na Estação de Tratamento de Água da SABESP.

  • Os alunos do 6° ao 9°, conheceram o sistema de coleta de água no rio Cubatão, as fases e procedimentos para o tratamento da água.

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