Características

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Moluscos

Os membros do filo Moluscos estão entre os animais invertebrados mais evidentes e familiares e incluem formas tais como os mariscos, as ostras, as lulas, os polvos e os caramujos. Em abundância de espécies, os moluscos constituem o segundo maior filo só atrás dos artrópodes. Descreveram-se mais de 50.000 espécies vivas. São encontrados no mar, na água doce e na terra. São distinguidas por um pé muscular, uma concha calcária e uma rádula que nada mais é do que um órgão de alimentação.

Classe Gastrópode

É a maior classe de moluscos, descreveram-se cerca de 30.000 espécies existentes. A evolução da classe gastrópode envolveu quatro alterações importantes: maior cefalização, alongamento corporal dorsoventral, desenvolvimento de uma concha espiral assimétrica e torção. Todas as evidências indicam que a espiralização da concha precedeu a torção e relacionou-se provavelmente à conversão da concha de um escudo para um abrigo no qual o animal poderia recolher-se. Os gastrópodes vivos possuem conchas espirais assimétricas, que tem a vantagem da compactação sobre as conchas planoespirais e a maior resistência ao esmagamento.

A maioria dos gastrópodes move-se por meio de ondas de contração muscular que correm ao longo da extensão da larga superfície ventral do pé. Uma concha pode ser espiralada no sentido horário e anti-horário. Uma concha de gastrópode consiste tipicamente de quatro camadas. As camadas mais internas da concha consistem de carbonato de cálcio e a mais externa é geralmente prismática, ou seja, o mineral deposita-se como cristais verticais, circundado por uma matriz protéica fina. As camadas calcárias internas, geralmente duas e algumas vezes mais, depositam-se como lâminas (lamelas) em cima de uma matriz orgânica fina.

A cor da concha resulta dos pigmentos no perióstraco ou nas camadas calcárias. A concha fica aumentada pela adição de minerais provenientes da borda externa do manto nos lábios da abertura. Uma diferença constante na velocidade de deposição mineral ao longo dos lábios internos e externos resulta na espiral característica da concha. O crescimento geralmente não é contínuo e os intervalos podem ser frequentemente determinados pelas linhas de crescimento intervalar, como no bivalve, e pela escultura da superfície da concha. Na maioria dos gastrópodes, o crescimento da concha declina com a idade.

Classe Bivalvia

Abrangem animais como mariscos, as ostras e os mexilhões. São comprimidos nas laterais e possuem uma concha composta de duas valvas, encaixadas em dobradiça dorsalmente, que envolvem todo o corpo. O pé como o restante do corpo, é lateralmente comprimido. A cabeça é mal - desenvolvida. A cavidade do manto é a mais espaçosa do que qualquer classe de moluscos, e as brânquias são geralmente muito grandes, tendo assumido na maioria das espécies uma função de coleta de alimento além da realização de troca gasosa. A maioria dessas características representa modificações que permitiram aos bivalves tornaram-se escavadores de fundos macios, embora tenham invadidos outros habitat, as adaptações levaram os bivalves tão longe na rota da especialização que eles se tornaram predominantemente presos a uma existência sedentária.

Concha

Uma concha típica de bivalves consiste de duas valvas semelhantes, mais ou menos ovais e geralmente convexas, que se prendem e se articulam dorsalmente. As duas valvas prendem-se por meio de uma faixa protéica elástica e não calcificada, chamada de ligamento da dobradiça, que recoberta na parte de cima pelo perióstraco, podendo ser muito espesso ou muito fino, tem função importante na secreção da concha, protege da dissolução o carbonato de cálcio subjacente e pode contribuir para o selamento firme quando as bordas das valvas são trazidas juntas no fechamento As valvas da concha são puxadas juntas por meio de dois grandes músculos dorsais chamados de adutores, as cicatrizes nas superfícies internas das valvas indicam onde esses músculos se prendem.

As camadas calcárias podem ser formadas por aragonita (mais primitivas) ou uma mistura de aragonita com calcita. É o nácar que concede a superfície interna lustrosa a muitas conchas. As conchas dos bivalves exibem uma grande variedade de tamanhos, formas, esculturas de superfície e cores. Apesar da ligação do manto, ocasionalmente algum objeto estranho tal como um grão de areia ou um parasita aloja-se entre o manto e a concha, assim torna-se um núcleo que ao redor do qual se depositam camadas concêntricas de concha nacarada, assim formando-se uma pérola. As pérolas podem ser produzidas pela maioria dos moluscos com concha, mas somente os que possuem conchas com uma camada de nacarada interna produzem pérolas de valor comercial, as pérolas mais valiosas são produzidas pelas ostras-perlíferas que habitam a maior parte das áreas do pacífico.

Pena ou gládio

É uma concha encontrada nas lulas, que se reduziu a uma longa placa quitinosa achatada, sendo encontrada internamente, debaixo do manto. As lulas são moluscos pelágicos predadores com o pé dividido em braços musculares localizados ao redor da área bucal. A água bombeada através da cavidade do manto e retirada pôr um funil ventral fornece a força para a natação.

Lista de espécies de Reptéis

Ordem: Chelonia

Estão inclusos nessa ordem tartarugas, cágados e jabutis, são Répteis terrestres, marinhos e de água doce, cujos corpos são envolvidos pôr duas conchas ósseas uma carapaça dorsal e um plastrão ventral, que estão ligados lateralmente, os dentes são ausentes, as mandíbulas desenvolvidas, assumindo a forma de um bico córneo, língua não extensível, pálpebras presente, pescoço geralmente retrátil e com oito vértebras cervicais, membros basicamente pentacáctilos, Permiano a Recente, regiões tropicais e temperadas, 12 famílias viventes e cerca de 240 espécies.

Nome Popular: Tartaruga Verde ou Aruanã
Nome Cientifíco: Chelonia mydas
Família: Chelonidae
Ordem: Chelonia

Ocorre em água Tropicais e Subtropicais dos oceanos, com tendência a se circuntropical, no atlântico ocidental é encontrada desde a Carolina do Norte até o Sul do Brasil, inclusive no Atol das Rocas, Arquipélago de Fernando de Noronha e Arquipélago da Tríndade. É a única tartaruga marinha com dieta predominantemente herbívoro

Nome popular: Tartaruga de couro
Nome Científico: Dermochelys coriacae
Família: Dermochelidae
Ordem: Chelonia

Tartaruga marinha muito grande até 2,5 metros, sem casco externo, superfície dorsal marcada pôr sete cristas longitudinais sobre a pele coriácea, que reveste as placas ósseas que representam a carapaça, membros anteriores e posteriores modificados com nadadeiras, vive nos mares tropicais e subtropicais.
Ampla distribuição em todos os oceanos, é encontrada ao longo de todo o litoral do Brasil

Nome Popular: Cágado
Família: Chelidae
Ordem: Pleurodira

Possuem escudos vertebrais, pescoço comprido, bastante característicos e que pode até mesmo exceder o comprimento do corpo. Em repouso, o pescoço é dobrado para um dos lados, as maiorias das espécies possuem uma escama nucal de dois barbilhões na garganta, freqüentam habitat bastante variados. É quase sua totalidade carnívora e estritamente aquática. A cauda dos machos é nitidamente maior que a das fêmeas têm disposição semelhantes à das fêmeas dos jabutis, para facilitar a postura.

Ordem: Crocodilia

Possuem cinco espécies de Jacaré no Brasil

• Jacaré Açu amazônico
• Jacaré Coroa
• Jacaré Tinga
• Jacaré Pantanal
• Jacaré Papo Amarelo

Ocorre do Rio Grande do Norte ao Rio Grande do Sul.

Ameaçado de extinção por causa da destruição do habitat e caça aproveitamento econômico, coletas de ovos na natureza e criação de cativeiro (reprodução) objetivo couro segundo mais valorizado, além da carne.

Nome Popular: Jacaré do papo – amarelo
Nome Cientifico: Caiman latirostris
Família: Alligatoridae
Ordem: Crocodilia

Atinge até 3 metros de comprimento, possui focinho notadamente curto e largo e de 24 a 28 filas de escamas abdominais. As fêmeas utilizam de material orgânico para construírem seus ninhos, com a boca fechada, apenas os dentes do maxilar superior são claramente visíveis. Possuem ornamentos cônicos nucais normalmente separados dos escudos dorsais.
Ocorre na bacia dos rios São Francisco, doce, Paraíba do Sul, Paraná e Paraguai ao longo do litoral, desde o Rio Grande do Norte até o Rio Grande do Sul.

Nome Popular: Camaleão
Ordem: Squamata
Família: Chameleonidae

Dentes presentes, corpo recoberto pôr escamas epidérmicas, que às vezes, revestem os osteodermos, órgãos copulatórios pares, possui corpos alongados, membros pares, geralmente presentes, ramos da mandíbula, geralmente unidos pôr uma sutura, pálpebras e meato auditivo externo geralmente presentes, são adaptados à vida arborícolas, olhos grandes e salientes e na maioria das vezes cobertos pôr grossas pálpebras, cada olho é capaz de movimentos independentes, língua muito extensível, cauda preênsil e pele capaz de rápidas mudanças de cor.

Nome Popular: Caninana
Nome Cientifico: Spilotes pullatus (Linnaeus,1758)
Família: Colubridae

É uma serpente muito bonita, atinge até 3 metros de comprimento, caracteriza-se pela coloração preta com desenhos amarelados no dorso e pelo corpo comprimido lateralmente. É espécie arborícola e na natureza é comumente encontrável próxima dos cursos d’água, alimentam-se de roedores e aves, é espécie ovípara, com posturas que contém entre 6 e 20 ovos, o período de incubação é de aproximadamente 85 dias.

Nome Popular: Jararaca
Família: Viveridae

Aparelho inoculador de veneno é extremamente eficiente, dotado de presas móveis e canaliculadas, entre a narina e o olho, em cada lado da cabeça, apresentam fosseta loreal, que tem função de detectar calor. Por meio da fosseta loreal, podem ser percebidas variações de temperatura tão baixas quanto 0.003oC, importante instrumento na localização das presas e orientação no escuro. De hábitos crepusculares e noturnos, alimentam-se principalmente de pequenos mamíferos.

Nome Popular: Cobra de Vidro
Nome Cientifíco: Ophiodes striatus (Spix, 1824)
Família: Anguidae
Ordem: Squamata

Ocorre do Brasil até, o norte da Argentina, trata-se na verdade de uma espécie de lagarto ápodo. Possui tom geral dourado com faixas laterais escuras, sistemática incerta, apresenta patas posteriores vestigiais e desprovido de patas anteriores. Move-se agilmente sobre o solo, tem o hábito de viver sob as folhas, troncos e galhos de arvores, pode realizar autotomia pôr isso a cauda é considerada quebradiça, coloração escura com linhas longitudinais mais escuras no dorso e a parte inferior é azulada, vive em lugares secos e alimentam-se de pequenos invertebrados, são ovíparos, cabeça com grandes e regulares escudos, ossos da maxila inferior solidamente ligados, língua fracamente bilobada com uma estreita porção anterior que pode ser recolhida dentro de um porção posterior mais larga.

Lista de espécies de Mamíferos

Nome Popular: Mão pelada
Nome Cientifíco: Procyon cancrivorus
Família: Procyonidae
Ordem: Carnívora

Pode ser facilmente identificado pela máscara preta que desce dos olhos á base da mandíbula, pelos vários anéis escuros na cauda e a maior altura dos membros posteriores, as mãos são desprovidas de pêlos, o que originou o seu nome popular. Habita locais com vegetação cerrada e altas, nas proximidades, de rios, riachos, banhados, e lagos. Durante o dia fica em ocos de árvores, sob grandes raízes ou em tocas, a noite anda em lugares pantanosos na procura de alimento, o regime alimentar bem variado se constitui de substâncias de origem vegetal e animal, dando preferência a organismos aquáticos, que procura e segura com as mãos, apoiando-se nos membros posteriores, costuma lavar o alimento antes de come, a fêmea pode dar à luz de dois a quatro filhotes pôr cria.

Nome Popular: Lontra
Nome Cientifíco: Lontra longicaudis
Família: Mustelidae
Ordem: Carnivora

Todo o corpo é marrom pardacento, na garganta tem uma mancha mais clara, o pêlo é denso, os pés com membrana interdigital e a cauda um tanto achatada na extremidade, são utilizados na locomoção dentro da água. Rios e lagos são os lugares onde vive esta espécie, de hábitos noturnos, escava tocas nas barrancas para reproduzir-se e esconder-se durante o dia. Alimenta-se de Peixes, Moluscos, Crustáceos e Aves, a ninhada, em cada parição é de 2 a 4 filhotes. O comércio clandestino da pele de lontra é o fator que mais contribui para a extinção dos últimos exemplares de algumas populações remanescentes, existentes em lugares isolados do estado

Nome Popular: Suçuarana
Nome Cientifíco: Felis concolor
Família: Felidae
Ordem: Carnivora

Ocorre na maior parte do continente americano, caça desde pequenos roedores até mamíferos de grande porte, como capivaras e veados. Quando caça uma presa grande que não pode devorar totalmente no mesmo dia, procurar tapar o que restou com palhas e ramos do lugar onde está alimentando-se. A fêmea pode dar á luz de dois a quatro filhotes, que nascem em local bem escondido e são protegidos pela mãe, hoje está em processo de declínio de suas populações devido a caça para obtenção de pele, e por causa da provável morte de animais domésticos atacados pela suçuarana.

Nome Popular: Onça pintada
Nome Cientifíco: Panthera onca
Família: Felidae
Ordem: Carnivora

É o maior felino americano, a onça preta também recebe o nome popular de pantera, mas trata-se apenas de uma variação cromática de pelagem, vive em florestas úmidas, normalmente nas proximidades da água, alimenta-se de várias espécies animais, inclusive de capivaras e jacarés. Para caçar a presa, geralmente ataca por trás procurando atingir o pescoço e a cabeça no 1o golpe. Apesar de ser um felino muito temido pelo homem, não é perigoso, na aproximidade da presença humana, procura fugir, é atualmente uma espécie em extinção, hoje vivendo principalmente dentro de parques, como é um animal que necessita de uma grande área para poder sobreviver já houve casos de indivíduos saírem fora da área dos parques e então serem abatidos.

Nome Popular: Veado mateiro
Nome Cientifíco: Mazama americana
Família: Cervidae
Ordem: Artiodactyla

A cor geral é marrom avermelhada, podendo variar em tonalidades, os chifres são rugosos e possuem cerca de 12 cm de altura. A fêmea dá á luz um filhote pro cria. As atividades de alimentação são noturnas e crepusculares quando então pode sair para áreas abertas, já que prefere matas altas.

Nome Popular: Jaguatirica
Nome Cientifíco: Felis pardalis
Família: Felidae
Ordem: Carnívora

Dos felinos manchados que ocorrem no Brasil só perde, em tamanho, para a onça, vive em florestas densas, trepa com facilidade em grandes árvores para caçar ou esconde-se, refugia-se em ocos ou covas do pé de grandes troncos e em grutas, alimenta-se de aves e mamíferos de porte pequeno a médio inclusive de ouriço-cacheiro, está ameaçado de extinção devido principalmente pela caça por causa da pele e do medo da população que mora perto das áreas de ocorrência dessa espécie. É encontrada em todo o Brasil. A cauda pode atingir até trinta por cento do comprimento total, o pêlo é curto e abundante.
O corpo tem formas esbeltas, apesar da musculatura bem desenvolvida. A coloração geral de fundo, nas partes superiores do corpo, é amareladas. As manchas pretas são grandes e de formas variadas, ás vezes reunidas chegando a formar listras compridas, principalmente nas partes superiores, nas partes laterais tende a formar uma cadeia de manchas alongadas, no peito e na barriga a cor é esbranquiçada, as pernas são grossas com patas grandes. Nos lados do pescoço e porção anterior do corpo, existe uma tendência para a formação de listras, que em alguns exemplares, é bem distinta, cabeça grande e arredondado, focinho curto, olhos bem na frente da cabeça.
Na concepção humana, são perigosos, traiçoeiros e noviços sendo por isto caçados e abatidos como terríveis inimigos da humanidade, mas não apresentam no entanto, a nocividade que lhes é atribuída, os felideos é que deveriam considerar o homem a grande fera, por que este, já destruiu praticamente mais de dois terços das populações que existiam há 50 anos passados. São predadores terrestres especializados, possuem modificações especiais, o que lhes permite saltar com facilidade podem ser citados os membros anteriores curtos e posteriores mais longos, unhas retráteis e sola do pé adaptada para amortecer o choque contra o solo

Nome Popular: Bugio
Nome Cientifíco: Aloutta fusca
Família: Cebidae
Ordem: Primates

O pelame é longo com muita variação de coloração devido a diferenças individuais e de idade, os machos adultos apresentam a cor geral do marrom forte ao vermelho e as fêmeas variam do preto ao marrom avermelhados. Os membros locomotores são fortes e pouco compridos, possuem cauda prêensil, longa e peluda. São de hábitos sociais, vivendo geralmente em pequenos grupos, de ambos os sexos, várias idades e sempre são chefiados por um macho adulto. São de hábitos diurnos e crepusculares, alimentam-se de folhas, frutos, sementes e pequenos animais que conseguem capturar, os filhotes enquanto pequenos, andam agarrados nas costas da fêmea.

Nome Popular: Cateto
Nome Cientifíco: Tayassu tajacu
Família: Tayassuidae
Ordem: Artiodactyla

O corpo é marrom escuro, salpicado de branco, possui um tipo de colar branco amarelado, em frente às patas anteriores que possuem quatro dedos e três nas posteriores, na parte dorsal da cauda, possui uma glândula de cheiro que utiliza quando está irritado, a ninhada é geralmente de dois filhotes, preferem o crepúsculos para se alimentar e o seu território é de 5 km andam em pequenos grupos constituídos de adultos e jovens de ambos os sexos e o líder da vara é um macho velho, alimentam-se de vegetais principalmente frutos, mas comem também folhas, talos e raízes e ocasionalmente animais.

Nome Popular: Pontoporia
Nome Cientifíco: Pontoporia blainvillei
Família: Pontoporidae
Ordem: Cetacea

Ocorre em águas temperadas do litoral Sul Americano, na costa do Brasil chega até o Espirito Santo, aquática com dieta variada, Crustáceo, Cefalópodes e pequenos Peixes.

Nome Popular: Tucuxi ou Boto cinza
Nome Cientifico: Sotalia fluviatilis
Ordem: Cetacea

Nome Popular: Ouriço – cacheiro
Nome Cientifíco: Coendou villosus
Família: Erethizontidae
Ordem: Rodentia

O corpo é recoberto por espinhos e pêlos longos na região superior, os quais lhe dão uma coloração cinza amarelada. A cauda é recoberta com espinhos, com exceção da porção terminal que é nua e prêensil, na base desta, os espinhos são compridos e vão ficando mais curtos no sentido basal de modo que próximo à ponta, são bem pequenos. Neste roedor, os espinhos são um eficiente meio de defesa, quando é atacado procura encolhe-se, baixando o focinho, enroscando a ponta da cauda e eriçando os espinhos das costas e da cauda, à aproximação do inimigo, ele investe de costas, dando rabanadas laterais com a cauda, para acertar o adversário, porém sem lançar os espinhos como é crença popular. Os espinhos são córneos, a ponta é formada por pequenas escamas, justapostas, de modo que as extremidades ficam voltadas para a base do espinho. Quando este penetra na pele do inimigo, as escamas o prendem e os movimentos musculares puxam-no para o interior, se estes não forem arrancados logo penetram cada vez mais, São arborícolas, de matas e utilizam a cauda para lhe dar sustentação.

Nome Popular: Cutia
Nome Cientifico: Dasyprocta sp.
Família: Dasyproctidae
Ordem: Rodentia

São roedores de porte médio, podem ser encontradas em matos ou em capoeiras. Alimentam-se de frutos, sementes e vegetais suculentos encontrados no chão, escondem-se em tocas, principalmente em barrancos, sob raízes ou troncos ocos, deitados no solo. A ninhada é de dois a três filhotes que nascem em esconderijos escuros e bem protegidos, o modo como seguram o alimento, com os membros anteriores, sentados sobre as pernas posteriores, é muito gracioso. As cutias são muito caçadas pelo povo sendo atualmente raras e em vias de desaparecimento. Possui cabeça alongada, com orelhas pequenas, extremidades posteriores bem mais longas que as anteriores, pés anteriores com 5 dedos e os posteriores com 3 dedos.

Nome Popular: Morcego
Ordem: Chiroptera

Os morcegos são mamíferos que adquiriram a capacidade de voar, através de várias modificações estruturais do organismo, possuem cinco dedos nas extremidades locomotoras, os pés são muitos pequenos, com falanges curtas e unhas recurvadas próprias para enganchar. O sentido mais desenvolvido é a audição, responsável pela orientação no deslocamento. Emite ultrasons, que chocam-se contra obstáculos e voltam ao seu ouvido, dando a percepção da distância e da forma das coisas. As espécies que capturam insetos, emitem sons de muito maior energia e têm a capacidade auditiva superior aos demais. Dormem em pequenos ou grandes grupos, as fêmeas criam, em regra geral, um filhote por ano. Os filhotes, enquanto pequenos viajam agarrados à parte ventral das mães, podem ser classificados em frugívoros, nectívoros, piscívoros, onívoros, insetívoros e hematófogos.

Nome Popular: Tatu
Ordem: Edentata
Família: Dasypodidae

São mamíferos que existem somente no continente americano, apesar da ausência de dentes ser uma característica dos membros desta ordem, os tatus são portadores de dentes da série molar, porém sem a camada protetora externa de esmalte. Os tatus, com cerca de 20 espécies são animais adaptados para a vida no solo, como característica principal possuem a proteção de uma forte carapaça, formada por cintas e placas conectadas por uma pele grossa e córnea. Hábitos terrestres, procuram alimentos escavando o solo, utilizando as poderosas unhas dos dedos médios anteriores e refugiam-se em tocas.

Nome Popular: Porco do mato
Nome Cientifíco: Tayassu pecari
Familía: Tayassuidae
Ordem: Artiodactyla

Coberto de pêlos grossos e longos de cor preta, possui uma faixa de pêlos compridos que se eriçam quando está irritado, vive em matas densas e úmidas, alimenta-se de vegetais e animais, na busca dos alimentos fuça como os porcos domésticos, revirando a terra, troncos caídos, é de hábitos sociais, normalmente vivendo em grupos constituídos por machos e fêmeas, os machos velhos, normalmente ponteiam as varas. Possui na base da cauda, uma glândula que produz cheiro forte, quando está alarmado. São animais que não atacam o homem, quando assustados correm em grande velocidade em fila indiana e abrem caminho com a força do corpo ou a dentadas, este comportamento originou a crença de que são ferozes, pois podem causar acidentes a pessoas, durante sua fuga, enxergam pouco e ouvem bem, quando estão irritados, batem os dentes sendo essa uma batida seca dos dentes mandibulares contra os maxilares e pode ser escutada à distância e serve, geralmente para intimidar seus predadores.

Nome Popular: Capivara
Nome Cientifíco: Hydrochaeris hydrochaeris
Família: Hydrochaeridae
Ordem: Rodentia

Este é o maior roedor do mundo, corpo compacto, pernas curtas, sem cauda, a cabeça é grande com orelhas e olhos localizados bem no alto, o que facilita ao animal a permanência dentro da água. As ninhadas são de 4 a 6 filhotes, podendo chegar a oito. São roedores semi-áquatico de hábitos gregários que vivem em grupos pequenos, de ambos os sexos e diferentes idades. São de hábitos diurnos e noturnos, sendo as primeiras horas da manhã e últimas da tarde, as que ficam em maiores atividades. Quando assustadas mergulham, deixando apenas os olhos e as narinas foram da água, seus principais predadores são as onças e outros carnívoros. É facil de constatar a sua presença pelos montículos de fezes que depositam, possuem o hábito de roer ou se esfregar nos troncos das árvores. Vivem sempre á beira da água onde alimentam-se de vegetais, ou plantas aquáticas.

Nome Popular: Lobo Marinho
Nome Cientifíco: Arctocephalus tropicalis
Familía: Otariidae
Ordem: Carnivora

A cor geral é parda por cima do corpo e cinza amarelada nas partes de baixo, pés transformados em nadadeiras, focinho afilado e orelhas salientes, carnívoros, passam a maior parte do tempo dentro da água saindo para a terra durante o cio e o parto, alimentam-se de Peixes, Crustáceos e Moluscos do grupo dos Polvos e Lulas (Cephalópodas), no período de reprodução, os machos formam um harém em costas rochosas, após a cópula, voltam à água e cerca de um ano mais tarde, novamente nos mesmos locais, as fêmeas parem os filhotes. Durante o dia, machos e fêmeas vão para a água, ficando só os filhotes na terra, a noite as mães reúnem-se a seus filhos.
O centro de dispersão situa-se nas regiões frias do sul da América do Sul, são especializados para a vida marinha, extremidades transformadas em nadadeiras, possuem corpo forte e alongado, orelhas muito pequenas. São de hábitos gregários e vivem em água e terra. A pele é muito procurada pelo homem, devido á boa qualidade, no Uruguai e Argentina são abatidos milhares para fins de extração de pele, óleo, causando uma grande matança de indivíduos dessa espécies comprometendo a sobrevivência da espécie.

Nome Popular: Gambá de orelha preta
Nome Cientifico: Didelphis marsupialis
Família: Didelphidae
Ordem: Marsupialia

Vive em ambientes com matas altas e úmidas, possui o pavilhão auditivo totalmente preto, pelagem constituída de pêlos claros na base com pontas pretas é muito densa. Mamíferos considerado primitivo, cuja fêmeas, são possuidoras de uma dobra de pele abdominal, formando uma bolsa denominada Marsúpio, são providos de unhas nas quatro extremidades locomotoras e a maioria tem cauda preensil. Ocorre o nascimento prematuro dos filhotes, sendo que os fetos são parídos antes de suficientemente crescidos para enfrentar o mundo extra – uterino, não têm movimentos voluntários, assim são auxiliados pela mãe, encontram as tetas que estão dentro do marsúpio e aí permanecem presos, graças á músculos especiais existentes nos lábios, sendo o leite injetado na faringe por mecanismos especializados das glândulas mamarias.

Nome Popular: Coati ou quati
Nome Cientifíco: Nasua nasua
Família: Procyonidae
Ordem: Carnívora

São de hábitos sociais, vivendo em grupos de vários indivíduos, os machos velhos podem ser observados solitários, andam no chão e sobre as árvores, as principais atividades ocorrem durante o dia, mas á noite também se movimentam, comem vegetais e animais variados, utilizando o comprido focinho e o nariz que sendo muito flexível, é introduzido em buracos, sob cascas de árvores, no chão, ninhos etc. Para capturar e segurar o alimento utilizam as mãos. Os pêlos são abundantes e compridos, os membros anteriores são mais curtos e escuros que os posteriores.

Lista das espécies de Aves

Nome Popular: Gaivota
Nome cientifico: Larus dominicanus Lichtenstein, 1823
Família: Laridae
Ordem: Charadriiformes

58 cm. Bico amarelo com mancha vermelha, marca branca na ponta da asa, não no imaturo, que tem dorso rajado e preto na ponta da cauda, pardo, muda aos poucos para as cores do adulto. Cabeça, pescoço, baixo dorso, cauda e todas as partes inferiores branco – imaculadas, fazendo contraste com o alto dorso e o lado superior das asas, que são pretos. Vive em bandos, às vezes de mais de 500 indivíduos, é onívoro, mas alimenta-se principalmente de peixes e moluscos, também come cadáveres de animais marinhos jogados na praia. Hábita as costas do mar onde é mais abundante, mas pode ser encontrado em rios e lagoas, nidifica em Ilhas rochosas ou nas proximidades de desembocaduras de rios e lagoas salobras em locais arenosos ou lodosos, procria em quase toda a sua área de distribuição põe de 3 a 4 ovos. a distribuição no Brasil vai do Espírito Santo ao Rio Grande do Sul.

Nome Popular: Albatroz de nariz amarelo
Nome cientifico: Diomedea chlororhynchos
Ordem: Procellariiformes
Família: Diomedeidae
Esse indivíduo é um juvenil, distinguindo-se do adulto pela cabeça, pescoço e gargantas brancos e pela ausência de sobrancelha, Íris marrom e bico totalmente preto. Nidifica nas Ilhas de Tristão da Cunha e na Ilha Gough no sul do oceano atlântico, e em ilhas subantárticas do oceano Índico, reproduzindo-se de setembro a março, aves grandes cujo peso elevado proporciona estabilidade no vôo de planar, alimenta-se de lulas e peixes. Essas espécie como as restantes dessa Ordem são caracterizadas por apresentar as ranfotecas da maxila e da mandíbula compostas por várias placas distintas, a ponta da maxila tem forma de gancho, isto é uma adaptação para a captura de presas lisas e rápidas na água. As narinas tem forma de tubo e são dispostas separadamente um, em cada lado do cúlmen.

Nome Popular: Gavião carijó
Nome Científico: Buteo magnirostris
Família: Accipitridae
Ordem: Falconiformes

Nome Popular: Sábia laranjeira
Nome Científico: Turdus rufiventris
Família: Muscicapidae
Ordem: Passeriformes

Nome Popular: Martim pescador peq.
Nome Científico: Chloroceryle americana
Família: Alcedinidae
Ordem: Coraciiformes

Nome Popular: Beija flor rajado
Nome Científico: Ramphodon naevius
Família: Trochilidae
Ordem: Trochiliformes

Nome Popular: Socozinho
Nome Cientifíco: Butorides striatus
Família: Ardeidae
Ordem: Ciconiiformes

Nome Popular: Tucano de bico preto
Nome Cientifíco: Ramphastos vitellinus
Família: Ramphastidae
Ordem: Piciformes

Nome Popular: Guaxe
Nome Cientifíco: Cacicus haemorrhous
Família: Icteridae
Ordem: Passeriformes
Possui o bico cônico e liso, possui um vermelho na base da cauda, alimentam-se de frutos, sementes, insetos, brotos de plantas herbáceas, seiva de certas flores, apenas a fêmea é responsável pela incubação dos ovos, 2 ou 3 durante 11 a 14 dias, são predados principalmente por tucanos que possuem um bico grande suficientemente para pegar os ovos ou os filhotes no fundo do ninho.

Nome Popular: Cambacica
Nome Cientifíco: Coereba flaveola
Família: Parulidae
Ordem: Passeriformes
Constroe dois tipos de ninho, um para criar a prole e outro para descanso e pernoite, o 1o é esférico de parede grossa e compacta, feito com palhas, folhas e capins e teias de aranhas a câmara incubatória localiza-se no centro, o 2o tipo é menor, mais achatado e de parede frouxa, são colocados 3 ovos.

Nome Popular: Juruviara
Nome Cientifíco: Vireo olivaceus
Familía: Vireonidae
Ordem: Passeriformes
O ninho, apoiado na forquilha de um ramo de árvore, é uma tigelinha de parede delgada e funda, feito com capins e folhas secas por fora e capins finos no interior, externamente é revestido por musgos verdes podendo ser presos por fios de teias de aranha e de casulos de larvas de borboletas, 3 ovos brancos salpicados de pretos, período de incubação é de 13 dias, geralmente realizado pela Fêmea.

Nome Popular: Andorinha
Nome Cientifíco: Progne chalybea
Família: Hirundinidae
Ordem: Passeriformes
Constróem o ninho, em forma de tigela, com palha e fezes secas, solidamente presas, forrado com penas internamente, são colocados em cavidades de pedras, são postos 2 a 5 ovos brancos, sendo que a fêmea incuba na maior parte do tempo.

Nome Popular: Canário
Nome Cientifíco: Sicalis flaveola
Família: Emberizidae
Ordem: Passeriformes
O casal constrói o ninho em cavidades como bambus perfurados, ninhos abandonados do João de barro forram a cavidade escolhida com palha, os ovos geralmente quatro, pode ocorrer de duas fêmeas mantém seus ninhos próximos que é defendido pelo macho.

Nome Popular: Bem te vi
Nome Cientifíco: Pintagus sulphuratus
Família: Tyrannidae
Ordem: Passeriformes
Constróem o ninho esférico de gravetos, palhas, e outros materiais, com cerca de 25 cm de diâmetro e a câmara incubatória no centro entre 3 a 12 m do solo, normalmente põem quatro ovos, incubados pelo casal.

Nome Popular: Beija Flor
Familía: Trochilidae
Ordem: Trochiliformes
O ninho costuma ser em forma de tigela, podendo ser confeccionado com fibras vegetais, utilizando liquens, painas, musgos, teia de aranha, sendo que os tipos básicos dos ninhos ajudam a determinar a que grupo pertence uma espécie.

Nome Popular: Curió
Nome Cientifíco: Oryzoborus angolensis
Familía: Emberizidae
Ordem: Passeriformes

Nome Popular: Macuco
Nome Cientifíco: Tinamus solitarius
Familía: Tinamidae
Ordem: Tinamiformes
Os machos incuba e cria os filhotes, as fêmeas só tem a responsabilidade de fazer a postura, às vezes fazem mais de ma postura pôr temporada.

Nome Popular: Pingüim de Magalhães
Nome Cientifíco: Spheniscus magellanicus
Familía: Sphenicidae
Ordem: Spheniciformes
Chegam ao litoral sul, em sua totalidade imaturos, é caracterizado por um marca branca de olho a olho passando pela garganta, faixa preta pôr baixo, indistinta no imaturo. O esterno é muito achatado e largo de maneira que seja obtida uma superfície suficiente para a fixação dos músculos usados para no caso dos Pingüim a natação e no caso das outras aves para voar. Em todas as aves com exceção das que não voam, o esterno tem uma quilha, sendo esta longa e achatada, que se estende para baixo, a partir da linha mediana ventral do esterno, é um meio adicional de se aumentar a superfície para a fixação dos músculos. No caso do Pingüim tem a presença da quilha para ajudar na natação.

Nome Popular: Quero quero
Nome Cientifíco: Vanellus chilensis
Familía: Charadriidae
Ordem: Charadriiformes
O nome popular desta espécie é de origem onomatopéica, possui em cada asa um esporão vermelho, recoberto pela plumagem, quando em atitude de defesa ou ataque os esporões tornam-se bem evidentes, esse esporão é pontudo e ósseo recoberto com queratina com 1 cm de comprimento.

Nome Popular: Frango d` água azul
Nome Cientifico: Porphyrula martinica
Familía: Rallidae
Ordem: Gruiformes
27 cm de comprimento, escudo frontal azul claro, imaturo pardo, vive em água doce parada com vegetação, em todo o Brasil, é migratório de longa distâncias, a alimentação consta de capim, brotos, pequenas cobras – d'água, insetos e larvas, demonstram seu nervosismo pela agitação quase constante da cauda curta, que é levantada verticalmente.

Nome Popular: Tangará dançarino
Nome Cientifico: Chiroxiphia caudata
Família: Pipridae
Ordem: Passeriformes
15 cm. Esse exemplar é uma fêmea, sendo caracterizada pelo verde escuro e ligeiro prolongamento da cauda, enquanto isso o macho possui uma coroa vermelha, cabeça preta, corpo azul claro, asas e lados da cauda pretos. Executam um ritual intrincado diante das Fêmeas na época de reprodução, enfileirando-se, vários, num galho e exibindo-se, cada um a sua vez diante da Fêmea, completada por uma série de sons vocais e ruídos feitos com suas asas.

Nome Popular: Tuim
Nome Cientifico: Forpus crassirostris (Taczanowski,1883)
Família: Psittacidae
Ordem: Psittaciformes
Este é um dos menores representantes da Família Psittacidae forma bandos de 5 a 20 às vezes 50 indivíduos, concentrando-se em torno de alimento abundante. A fêmea é toda verde, com o ventre verde – amarelado, sem o azul da região uropigiana e das coberteiras das asas, visíveis no macho. Alimenta-se de Sementes, frutos, inflorescências, entre os frutos mais apreciados estão os de Palmeiras, Embaúbas, além de Sementes e Brotos de Paineiras, vivem em bordas de matas, clareiras, matas ciliares, parque e jardins.

Nome Popular: Sanhaço cinza
Nome Cientifico: Thraupis sayaca (Linnaeus, 1766)
Família: Emberizidae
Ordem: Passeriformes
Alimentam-se de frutos, folhas, brotos, flores de eucaliptos e insetos, entre estes os alados cupins capturados e vôo. O ninho construído pelo casal é escondido na vegetação densa, repousado numa forquilha de árvore, entre 1,5 e 9 metros de altura. Ele é compacto, feito de pequenas raízes, musgos e pecíolos foliares, com um diâmetro externo de cerca de 11 cm. Os ovos, três ou raramente dois, apresentam coloridos variados, branco – amarelado, cinza, esverdeado, com manchas pardas pronunciadas ou não. A incubação é tarefa da fêmea e provavelmente do macho, durando de doze à quatorze dias. O casal alimenta os filhotes, que deixam o ninho após 20 dias de idade. Habita paisagens abertas com arvores e arbustos, plantações e áreas urbanas.

Nome Popular: Fragata
Nome Cientifíco: Fregata magnificens
Família: Fregatidae
Ordem: Pelecaniformes
Voa alto planando, raramente bate as asas, usa a cauda como leme em suas manobras aéreas, rouba peixes de outras aves atacando-as no ar, agrupa-se em grandes bandos, nunca mergulha, apanhando suas presas rente á superfície do mar, é diurna dorme em árvores, alimenta-se de peixes – voadores que apanha em vôo rasante, tartarugas recém – nascidas e rouba ovos e filhotes nas colônias de aves marinhas para comer, habita a costa de mar, baías e ilhas marítimas. Procria em colônia em ilhas marítimas durante todo o ano aninha em árvores, reproduz na ilha oceânica de Fernando de Noronha, no Estado do RJ e em várias ilhas costeiras até o Estado de São Paulo.

Classe Aves

CLASSE AVES

As aves são os mais bem conhecidos e os mais facilmente reconhecidos por que são comuns, ativas durante o dia e facilmente vista. São singulares na posse de penas que revestem e isolam o corpo tornando possível a regulação da temperatura, ajudam no vôo, a capacidade de voarem possibilita às aves ocuparem alguns habitats negados a outros animais, a coloração distintiva e as vozes das aves chamam a atenção dos olhos e ouvido humanos e muitas espécies de aves são de importância econômica por causa de seus hábitos alimentares.

Caracteres gerais

Corpo coberto com penas.
Dois pares de extremidades, o anterior transformado em asas para voar, posterior adaptado para empoleira-se, andar ou nadar (com palmouras), cada pé geralmente com 4 dedos, canela e dedos envolvidos por pele cornificada.
Esqueleto delicado, forte, totalmente ossificado, muitos ossos fundidos dando rigidez, a boca é um bico que se projeta com bainhas córneas sem dentes nas aves viventes, crânio com um côndilo occipital, pescoço geralmente longo e flexível, pelve fundida a numerosas vértebras, mas aberta ventralmente, esterno grandes geralmente com quilha mediana, poucas vértebras caudais comprimidas na parte posterior.
Coração com 4 câmaras: 2 aurículas e 2 ventrículos separados, persiste apenas o arco aórtico ou sistêmico direito, glóbulos vermelhos nucleares, ovais e biconvexos.
Respiração por pulmões compactos, muito eficientes, presos às costelas e ligados a sacos aéreos de paredes finas que se estendem entre os órgãos internos, caixa vocal ( siringe ) na base da traquéia.
Doze pares de nervos cranianos.
Excreção por meio de rins metanéfrico, o ácido úrico é o principal produto de excreção nitrogenadas, urina semi – sólida, sem bexiga urinária exceto nas emas e avestruzes, um sistema porta renal.
Temperatura do corpo essencialmente constante, endotérmico.
Fecundação interna, ovos com muito vitelo envolvidos por uma casca calcaria dura e depositados externamente para a incubação, segmentação meroblástica, membranas embrionárias âmnio, cório, saco vitelino e alantóide presentes durante o desenvolvimento dentro do ovo ao eclodir os filhotes são alimentados e vigiados pelo pais.

Evolução

As aves parecem ter se originado de répteis um tanto delgados, de cauda longa e andar bípede. Estes animais provavelmente corriam rapidamente com suas posteriores, tendo os membros anteriores levantado e livres para darem origem ás asas. Lagartos bípedes atuais usam a cauda como contra peso para equilíbrio e quando mudam de direção, assim a cauda pré – ave pode Ter sido pré adaptada para direção e vôo.
Os fatores seletivos na evolução das penas não são bem esclarecidos, uma teoria afirma que apareceram escamas móveis, semelhantes a penas antes do surgimento da endotermia e, no inicio não tinham relação com o vôo, elas formavam um revestimento isolante que prolongava a atividade endotermica no sol quente diminuindo as taxas de aquecimento e resfriamento. Seu uso em retardar a perda de calor gerado internamente no corpo apareceu mais tarde.
Em um ambiente mais frio elas podem ter evoluído junto com endotermia como um mecanismo para conservar o calor do corpo, de acordo com uma teoria alternativa.
Planar deve ter precedido o vôo e as pré – aves podem ter primeiro planado a partir de lugares altos ou quando corriam em grande velocidade .
As vantagens seletivas de uma alta velocidade e da penetração seletivas de uma alta velocidade e da penetração em um nicho aéreo pouco ocupado, parecem ter iniciado o curso da evolução das aves. A grande atividade e a demanda de energia do vôo requererão a endotermia que evoluiu independentemente da dos mamíferos e adquiriu o maior nível entre os vertebrados. Isto permitiu a expansão das aves para áreas de extremos térmicos e o seu poder de voar tornou possível o uso temporário de tais áreas, quando as condições eram as mais favoráveis. Muitas espécies são capazes de ocupar áreas polares e de altas montanhas e desertos quentes.

As aves herdaram diversos aspectos dos répteis e que contribuíram para seu sucesso como voadoras pela redução de peso. Os ovos desenvolveram-se totalmente fora do corpo materno e os produtos de excreção nitrogenadas são excretados sem o peso de uma abundante urina aquosa. Outras reduções de peso foram conseguidas pela perda da bexiga e tornando o seu esqueleto mais leve.
As modificações viscerais relacionadas com a endotermia incluem um coração com quatro câmaras separação completa das circulações venosa e arterial e aperfeiçoamento da respiração. Os sacos aéreos internos, que se abrem para o exterior através do trato respiratório, auxiliam a respiração e a dissipar o calor gerado pelo elevado metabolismo.
O vôo requer um corpo compacto, aerodinâmico e rígido, adquirido nas aves pela fusão, perda e reforço de ossos. Muitas modificações ocorreram no esqueleto para diminuir a massa total do corpo.
As pernas localizam-se abaixo do corpo e podem ser retraída entre as penas do ventre. Uma grande acuidade visual e uma rápida acomodação são necessárias para um animal voador, sendo a visão um sentido primário nas aves. A grande mobilidade e a necessidade de comunicação a grandes distâncias promoveram a elaboração da voz e da audição. A quimiorrecepção importante nos vertebrados inferiores, diminuiu inclusive o sentido do órgão de jacobson.
O cuidado que os pais têm pelo ovos e pelo filhotes é muito mais avançado que nos ectotérmicos, mas nenhuma ave é vivípara.

Tamanho

As maiores aves viventes incluem o avestruz da África, que tem 2 metros de altura e pesa até 136 kg e os grandes condores das América com envergadura de até 3 metros, a menor é o beija flor de helena, de cuba, com 5,7 cm de comprimento e com cerca de 3g de peso, nenhuma ave viva ou fóssil, aproxima-se em tamanho aos maiores peixes ou mamíferos.

Caracteres adaptativos

A forma externa é geralmente fusiformes, oferecendo uma resistência mínima ao ar durante o vôo ou á água durante o mergulho.
A coloração é variada e impressionante. Algumas aves apresentam cor uniformes, o padrão freqüentemente se mistura ao do ambiente e tal coloração protetora torna a ave menos visível, isto é auxiliado por contra – sombreamento, as partes dorsais que recebem iluminação mais forte são mais escuras. que a superfície ventral. As aves de regiões áridas tendem a ter um colorido pálido e as de lugares úmidas são mais escuras, machos são freqüentemente de colorido mais vivo e diferente que o das fêmeas. A plumagem colorida do macho funciona na identificação e no comportamento ameaçador, na defesa do território, estimula o comportamento sexual na fêmea e pode afastar o ataque ao ninho e aos filhotes. Em algumas espécies ambos os sexos adquirem uma plumagem nupcial na primavera ou muda pré – nupcial, retornando a cores mais apagadas para o inverno por uma muda pós – nupcial no fim do verão.
O bico funciona, ao mesmo tempo, como boca e mãos, servindo para obter e manusear alimento, para alisar as penas, para apanhar e arranjar materiais do ninho e para outros propósitos, inclusive defesa. O envoltório cornificado cresce continuamente para substituir as perdas pelo uso, a forma de bico geralmente indica os hábitos alimentares de uma ave, sendo delgado em espécies que sondam em fendas ou capturam insetos, mais robusto, mais ainda alongado em pica – paus que cavam na madeira, largo, mas delicado em andorinhas e tiranídeos que capturam insetos vivos durante o vôo forte e cônico em tentilhões e pardais granívoros, afiado em gaviões, corujas e laniídeos carnívoros, e com margens serrilhadas em patos que coam pequenas partículas da água.

A língua na maioria das aves não pode ser estendida, mas nos pica paus pode ser protraída, além do bico para capturar insetos na madeira e no beija flor é um sifão extensível para obter néctar das flores. Os dois longos ossos hióides que sustentam a língua nestas aves estendem –se no interior de bainhas musculares sobre a parte posterior e o topo da cabeça e em alguns pica pau, terminam na cavidade nasal.
As asas tem a forma de aerofólio que fornecem sustentação durante o vôo e vários movimentos basculantes e de inclinação lateral ajudam a alterar o modo do vôo. A cauda serve como leme e freio durante o vôo, como contrapeso ao empoleirar-se e para exibição durante a corte nos machos de muitas espécies. Aves trepadoras, pica paus e algumas outras que se alimentam em superfícies verticais apresentam penas caudais com ráquis não flexíveis que ajudam a sustentar o corpo quando estas aves estão em atividade. Os pés servem variavelmente para correr ou trepar para sustentar o corpo durante o descanso, para arrumar o material do ninho e, em algumas espécies para manusear alimento e para atacar e se defender.
Em algumas aves o papo serve para carregar alimento para os filhotes que são alimentados por regurgitação ou por introdução da cabeça do filhote na garganta dos pais. Em pombos adultos, durante a criação dos filhotes o epitélio do papo desprende-se como leite de pombo e é usado para alimentar os filhotes no ninho. Em algumas aves carnívoras como no Martim pescador não há um papo distinto e o estômago é um saco de paredes finas e elásticas. Os machos de alguns pássaros, durante a época da reprodução apresentam a porção inferior do ducto deferente inchada, o que provoca a protrusão da cloaca, invadindo o sexo da ave.

História natural

Distribuição

As aves ocupam todos os continentes, os mares e a maioria da ilhas, penetrando no ártico até além de 80o N e na antártica e vivem desde o nível do mar até acima da linha das florestas nas montanhas, mesmo acima de 6000 metros no monte Evereste. Apesar da capacidade do vôo elas se enquadram nas leis de distribuição animal, cada espécie ocupando uma área geográfica definida e um tipo particular de habitat. Nas regiões polares as espécies são poucas, mas numerosas quanto ao número de indivíduos. Nos países temperados, de 150 a 200 espécies podem ocorrer numa localidade em várias estações do ano, as regiões tropicais tendem a apresentar muitas espécies. As aves ás vezes ocorrem em enormes grupos.

Vôo

O corpo fusiforme aerodinâmico oferece um mínimo de resistência ao ar no movimento para a frente e a forma das asas e a maneira de movimento-las resulta em propulsão com gasto limitado de energia. A asa é um aerofólio, com o bordo de ataque mais espesso, bordo de fuga fino, superfície superior ligeiramente convexa e inferior côncava. Esta forma parte eficientemente o ar na frente e deixa um mínimo de ar turbulento para trás. A álula dirige um fluxo de ar de movimento rápido perto da superfície superior da asa, auxiliando a evitar a turbulência. A forma da asa é relacionada com o tipo de vôo, curto, mas larga, em aves que habitam capoeiras, mas longa e freqüentemente estreita naquelas que voam ou planam no ar aberto.

Planar é o tipo mais simples de vôo, com asas abertas, mas imóveis como nos patos descendo para a água e nas codornizes e outras aves pousando na terra. As aves mantém ou aumentam sua altitude sem bater as asas. O ar quente que se eleva do solo aquecido pelo sol ou das rochas provoca térmica ascendentes nas quais as aves freqüentemente circulam para manter sua posição.
Há uma grande variedade no vôo das diferentes espécies, desde o falcão que mergulha com asas parcialmente dobradas para pegar sua presa, até o beija – flor que pode voar para frente e para trás e pairar, com 30 a 50 batimentos das asas por segundo.

Atividade

As aves são ativas em todas estações do ano, por serem endotérmico, mas há espécie que fica em torpor durante o inverno, espécies diurnas são ativas do amanhecer até o anoitecer e corujas e curiangos alimentam-se durante a noite. Aves diurnas freqüentemente dormem de noite, com a cabeça voltada para trás, por baixo das penas de uma asa. Isto mantém o bico quente e a ave respira ar aquecido, algumas aves aquáticas podem dormir de dia, flutuando com uma perna estendida para evitar serem levadas pela correnteza , corujas tem penas aveludadas e são capazes de atacar sua presa em silêncio, sua visão noturna e a audição são acuradas. Suindara são capazes de atacar em escuridão total, mas tem dificuldades se o disco facial cordiforme for removido, aparentemente o disco focaliza ondas sonoras. A localização pelo som, mas corujas também parece ser auxiliada pela assimetria no tamanho e na localização das aberturas auditivas em muitas espécies.

A temperatura do corpo de uma ave é regulada e geralmente mais alta que a do ambiente. A temperatura diurna da maioria dos adultos é cerca de 40 a 42% C, variando de acordo com as espécies. A temperatura é mais elevada do que a encontrada em outros grupos de vertebrados com exceção de alguns lagartos, e está relacionada com a alta taxa metabólica e vida ativa das aves, ditadas pelas necessárias de vôo. A capacidade de voar fornece maior oportunidade de procurar de alimento e fuga dos inimigos e torna possível longas migrações, a velocidade de vôo varia de 30 a 80 ou mais km por hora, durante o mergulho no ar os falcões podem atingir uma velocidade superior a 200 km por hora.

Voz

A maioria das aves pode emitir gritos e cantos. Os gritos geralmente são sons breves, relativamente simples, esteoripados que influenciam o comportamento diário de manutenção, alimentação interação entre pais e filhotes, movimentos ( migração ), evitando o perigo e reunindo aves. Os cantos tendem a ser mais complexos do que os gritos fortemente influenciados pelas modificações endócrinas do ciclo reprodutivos e são relacionados com a reprodução, inclusive o estabelecimento e a defesa de um território, atraem uma parceira mantém a união de um casal e sincronizam os ciclos reprodutivos de machos e fêmeas.
A altura e o volume freqüentemente estão relacionados com a distância de comunicações e o tipo de habitat. A vegetação densa impede grandemente a transmissão de sons muito altos.
Os padrões do canto de uma espécie podem variar geograficamente e podem existir dialetos em diferentes partes da área de sua distribuição apenas aves e o homem transmitem dialetos.

A caixa vocal das aves é a siringe, ela varia em complexidade, em forma simples pode ser um câmara de ressonância sem músculos ou membranas especiais na base da traquéia ou pode conter um fina membrana estendida através das extremidades abertas dos anéis traquéias, que vibra no fluxo de ar expelido, em forma mais complexa uma fina e clara membrana timpânica interna estende-se através das extremidades abertas dos anéis bronquiais superiores na siringe, formando uma janela na parede na base de cada brônquio. A pressão é aumentada no saco aéreo interclavicular que circunda a siringe e o saco pressiona contra as janelas forçando –as a se arquearem para o interior da siringe. O ar dos pulmões faz com que as membranas timpânicas vibrem quando ele passa através das contrições assim produzidas músculos das paredes externa da siringe modificam a tensão sobre as membranas. O notável poder de sustentação do canto de algumas aves resulta da ressonância nos sacos aéreos. O canto é o meio pelo qual as aves se reconhecem entre si tanto como espécie quanto como indivíduo.

Migração

Muitas espécies migram ou deslocam-se regularmente de uma região para outra com a mudança das estações. Tanto as rotas de verão como as de inverno das espécies são bem definidas. Os resultados de marcação de aves individuais com faixas numeradas nas pernas mostram que muitas voltam a lugares previamente ocupados a maior parte da migração é para o norte e para o sul ou latitudinal, aves movem-se dentro de grandes massas de terra das regiões setentrionais temperadas e subárticas onde há facilidades de alimentação e nidificação durante os meses quentes e depois retiram-se para o sul, onde passam o inverno.

Algumas outras aves fazem migrações altitudinais para regiões montanhosas para passarem o verão e voltam para as terras baixas para o inverno, isto ocorre nas montanhas rochosas e no sistema cascade – sierra nevada do oeste da América do norte.
A maioria das espécies usa rotas estabelecidas para a migração e viaja mais ou menos dentro de um horário, chegando e desaparecendo regularmente, de acordo com o calendário.
Migração, reprodução e muda são fases do ciclo anual das aves, todas reguladas pelo sistema neuroendócrino. Antes da migração, acumulam rapidamente reservas de gorduras não presentes em outras épocas para combustível extra durante os longos vôo. Muitas aves estritamente diurnas também tornam-se noturnas durante a migração. Antes da migração aparece uma inquietação e as aves começam a mover-se em direção de seu alvo migratório, o seu desencadeamento é influenciado por estímulos ambientais que atuam através do sistema neuroendócrino das aves, em espécies de zonas temperadas, o estímulo mais importantes é a modificação do comprimento do dia, mas as condições meteorológicas também podem influenciar a época da partida. O relógio biológico envolvido pode ser a glândula pineal das aves controla sua atividade locomotoras diária.
Durante a migração, algumas aves seguem marcas terrestres óbvias – costas, rios, cadeias montanhosas mas outras passam sobre mares ou terras sem características direcionais. Muitas aprendem rapidamente e lembram de aspectos topográficos. Muito ainda precisa ser aprendido a respeito do mecanismo de navegação por relógio biológico das aves e, sem dúvida, serão encontradas diferenças específicas que foram fixadas no sistema nervoso durante incontáveis gerações de seleção natural.

Alimentação

A temperatura alta e regulada do corpo das aves, sua grande atividade e seu pequeno peso tornam necessária grande quantidade de alimento com alto valor energético. Os níveis de açúcar no sangue são geralmente duas vezes mais altos nas aves do que nos mamíferos já que nenhuma tem mais do que uma reserva limitada de gordura, uma ave não pode sobreviver durante muito tempo sem alimento. Jovens que ainda estão no ninho podem comer mais do que o próprio peso num dia e adultos de muitas espécies pequenas necessitam de um quanto até metade de seu peso diariamente. O papo e o estômago podem ser enchidos duas vezes por dia ou mais freqüentemente os jovens em crescimento de algumas espécies são alimentados algumas centenas de vezes por dia pelo pais.
As necessidades de água diferem largamente muitas espécies podem viver apenas onde a água é rapidamente acessível. Aves marinhas tem glândulas especiais de secreção de sais para eliminar o excesso de sais ingerido com o alimento ou ao beber água do mar.

Reprodução

A fecundação é sempre interna e todas as aves botam ovos com muito vitelo e uma casca calcária dura, que precisam ser aquecidos ou incubados para o crescimento do embrião. Os filhotes de galinhas, codornizes, patos, aves litorâneas e outras são nidifugos, sendo bem formados, totalmente cobertos de plumas e capazes de perambular logo após a eclosão, enquanto que os de aves canoras, pica paus, pombos e outros são cegos ( olhos fechados ). Nus e desprotegidos quando eclodem e precisam ser alimentados e cuidados no ninho estes são chamados nidícolas, o revestimento e os cantos de sua boca frequentemente são coloridas, servindo de alvo para os adultos quando os filhotes pedem comida.

Cada espécie tem uma estação característica de reprodução, usualmente algumas semanas na primavera ou no verão. As atividades reprodutivas seguem-se ao aumento do tamanho e do funcionamento das gônadas e são controladas por hormônios. O aumento do tamanho das gônadas é efetuado através da hipófise que, por sua vez, é indiretamente afetada pela luz.
A época da reprodução para muitas espécies começa com os machos emitindo seus cantos característicos em intervalos freqüentes e muitos realizam rituais nupciais na presença das fêmeas entre muitas aves terrestres pequenas cada macho apodera-se e defende um território apropriado ás necessidades de um casal no período necessário á criação da prole. Outros machos da mesma espécie e predadores não são tolerados. Quando uma fêmea encontra um macho assim estabelecido, o casal segue com a construção do ninho, acasalamento, ovipostura, incubação e cuidado dos filhotes. Em algumas espécies ambos os sexos participam totalmente, enquanto que em outras um dos sexos realiza a maioria das obrigações. O chocar geralmente deixa os pais com a plumagem gasta, que é renovada na muda pós – nupcial.
Algumas aves aquáticas e poucas terrestres desovam no solo ou em rochas nuas, mas a maioria das espécies constrói um ninho para conter os ovos e obrigar os filhotes. O número médio de ovos postos por uma fêmea em uma ninhada é menor em aves que nidificam em lugares seguros e maior em aves que nidificam no chão. Geralmente as espécies de zonas temperadas tem ninhadas maiores do que as espécies tropicais, algumas aves são poedeiras determinantes pondo uma ninhada de tamanho fixo e outros são poedeiras indeterminantes, capazes de por ovos adicionais para substituir perdas eventuais. Aves litorâneas e algumas outras que nidificam em lugares abertas tem ovos com coloração protetora, assemelhando – se muito aos arredores.

Todas as aves jovens requerem cuidado após a eclosão, isto inclui alimentação e proteção contra o frio, chuva ou calor excessivo do sol. Os jovens são tratados e defendidos pelo adultos durante algum tempo após o abandono do ninho.

Relações com o homem

Alguns povos usam aves selvagens para alimento e vestuário inseticidas com base em hidrocarbonetos clorados são agora uma série ameaça á vida das aves, particularmente de espécies situadas no topo de cadeia alimentar.
Muitas aves pequenas consomem insetos nocivos e sementes de plantas daninhas sendo um agente na redução de tais pragas. A maioria dos gaviões e corujas alimentam-se de roedores prejudiciais as plantações e assim são benéficos, mas alguns podem destruir aves domésticas, aves de caça e aves canoras, mas seus efeitos benéficos geralmente são maiores que os prejuízos. Espécies necrófagos eliminam carniça. Espécies nectarívoras são polinizadores importantes das Fanerogamas certas aves, danificam plantações comendo sementes recém – plantadas ou plantas jovens, sementes maduras, frutos e bagas, ou sendo agentes de dispersão de ervas daninhas.
Algumas aves são vetores de doenças que podem ser transmitidas ao homem encefalite, ornitose, e o homem pode infesta-se com uma moléstia pulmonar provocada por fungos histoplasmose. O fungo é transportado na poeira das fezes das aves.
Populações de algumas espécies raras e ameaçadas estão sendo aumentadas por criação em cativeiro. A maior contribuição econômica das aves de ilhas costeiras que é usado como fertilizante e das costeiras, que é usado como fertilizante e das espécies que ele domesticou as de granja ou galinheiros, que servem para alimento, fornecem ovos e penas para uma gama de usos muitas outras aves foram domesticadas por razões estéticas.

Aves fósseis

Restos fósseis de aves são mais raros que os de alguns outros vertebrados terrestres por que seus esqueletos delicados são menor adequados a serem preservados. As aves originaram–se dos répteis, provavelmente de pequenos tecodontes primitivos bípedes, que também foram os ancestrais dos dinossauros, ou dos próprios dinossauros.

Classificação

Corpo coberto com pernas.
Membros anteriores geralmente transformados em asas adaptados para o vôo.
Membros posteriores para andar, empoleira-se ou nadar.
Geralmente com quatro artelhos, nunca mais.
Boca estendida como um bico, sem dentes.
Crânio com um côndilo occipital, fundido á numerosas vértebras formando um sinsacro aberto ventralmente.
Coração com quatro câmara.
Pulmões compactos, com sacos aéreos.
Caixa vocal na base da traquéia, geralmente sem bexiga.
Temperatura do corpo regulada.
Ovíparos.
Jurássico superior a recente.
8.700 espécies.

Classe aves

Sub classe 1. + Archaeornithes

Sub classe 2. Neornithes

Superordem A + Odontognathae
Aves com dentes do novo mundo.

Ordem 1. Hesperornithiformes
Clavículas não fundidas, esterno sem quilha, asa formada apenas pelo úmero vestigial, ambos os maxilares com dentes.

Ordem 2. Chthyornithiformes
Clavículas fundidas, esterno com quilha, asas bem desenvolvidas, maxilares dentados.

Superordem B. Neognathae
Aves típicas, sem dentes.

Ordem 1. Tinamiformes
Inambus e macuco, asas curtas, arredondados, desenvolvidas para o vôo, esterno com quilha, cauda muito curta, pigóstilo reduzido, cascas dos ovos muito lustrosas, sul do México ao sul da América do sul.

Ordem 2. Rheiformes
Emas, não voam, terrestres asas reduzidas, coracóide e escápula pequenos esterno sem quilha, 3 artelhos para frente em cada pé, cabeça e pescoço parcialmente cobertos com penas, penas sem hiporráquis, jovem nidífugo. América do sul.

Ordem 3. Struthioniformes
Avestruzes. Aves andadoras que não voam, asa reduzidas, coracóide e escápula pequenos, geralmente fundidos, esterno sem quilha, sínfise pubiana presente, pigóstilo muito pequeno apenas dois artelhos em cada pé, cabeça, pescoço e pernas com penas escassa, penas sem hiporráquis, África e arábia.

Ordem 4. Casuarriformes
Casuares e emus. Não voam, asas reduzidas, coracóide e escápula pequenos, terrestres, esterno sem quilha, 3 dedos para frente em cada pé, asas pequenos, pescoço e corpo densamente cobertos com penas, penas com hiporráquis quase do tamanho da ráquis, jovens nídifugos, Austrália, Nova Guiné.

Ordem 5 + Aepyornithiformes
Sem capacidade de vôo, terrestres, esterno curto, largo e sem quilhas, asas vestigiais, 4 artelhos, Madagascar.

Ordem 6. Dinornithiformes
Moas e quivis. Não voam, terrestres, bico longo e delgado com narina na extremidade, asas degeneradas, esterno sem quilha, quatro artelhos, plumagem do corpo fofa, semelhante a pêlos, sem hiporráquis, Nova Zelândia.
Subordem A + dinornithes moas
Subordem B + apteryges quivis

Ordem 7. Podicipediformes
Mergulhões, pecaparas. Cauda um tufo de penas plumosas, pernas bem posteriores no corpo rótula grande, tarso comprimido, pés lobados, em águas doce calmas alguns em baías ou costas oceânicas, filhotes nidífugo, alimentam-se de pequenos animais aquáticas e alguns materiais vegetais.

Ordem 8. Sphenisciformes
Pingüim. Sem dentes, não voam, membros anteriores semelhantes a remos ossos muito comprimidos, metatarso incompletamente fundido, 4 artelhos todos dirigidos para frente e para fora, pés com palmouras, penas pequenas semelhantes a escamas, nidificam em colônias em ilhas rochosas ou no gelo, oceanos meridionais até as ilhas Galápagos. Gregários 17 espécies.

Ordem 9. Procellariiformes
Albatrozes e procelárias. Narinas tubulares, bainha córnea do bico composta de várias placas, crânio com grandes glândulas nasais, artelho posterior vestigial ou ausente, plumagem compacta, com textura oleosa, asa longas estreitas, filhotes cobertos com plumas quando eclodem, estreitamente oceânicas, nidificam em ilhas.

Ordem 10. Pelecaniformes
Pelicanos, biguas, mergulhões, atobás, fragata. Todos os quatro incluídos na palmoura do pé, narinas vestigiais ou ausentes, uma bolsa gular na garganta com exceção de aves tropicais, aquáticas, filhotes nus ao eclodirem.

Ordem 11. Anseriformes
Patos, gansos, marrecos, e cisnes. Bico alongado, coberto com epiderme cornificada mole contento numerosas terminações nervosas tácteis em botões sensitivos, com unha ou capa mais dura na extremidade, margens do bico com muitos sulcos transversais cornificados, língua carnosa, pernas curtas, pés com palmouras, cauda geralmente curta, com muitas penas, ninho forrado de penas, ovos de cor uniforme, sem manchas, filhotes cobertos com penas quando eclodem, nidífugo, cosmopolitas, mais de 200 espécies.

Ordem 12. Ciconiiformes
Garças, cegonha, ibis e flamingos. Aves de pescoço e penas compridas, vadeadoras, com plumas decorativas ( garças ), áreas nuas da cabeça ( cegonha ), bico abruptamente recurvado no meio ( flamingos ), palmouras pequenas ou ausentes ( com exceção dos flamingos ), filhotes cobertos com plumas, principalmente tropicais e subtropicais, geralmente próximos da água, alimentam-se principalmente de peixes ou de outros animais aquáticos, muitos nidificam em colônias nas árvores.

Ordem 13. Falconiformes
Urubus, abutres, milhafres, gaviões e águias. Bico forte, curvado na extremidade, com pele mole, nua na base, mandíbulas com margens afiadas, pés usualmente adaptados para agarrar com garras curvas e afiadas, predadores, ativos durante o dia, vôo forte, rápido em alguns alimento variamente de vertebrados e animais menores.

Ordem 14. Galliformes
Tetrazes, codornizes, faisões, perus. Bico curto, penas com hiporráquis, pés geralmente adaptados para ciscar e correr, filhotes cobertos com plumas ao eclodirem e nidífugo, aves de caça, algumas espécies domesticas, alimentam-se principalmente de matérias vegetais.

Ordem 15. Gruiformes
Grous, saracuras, galinha d’ água. Penas com hiporráquis, de tamanho grande e vôo forte, habitantes de pântanos abertos e pradarias ou de tamanho médio a pequeno, de vôo fraco filhotes nidífugo.

Ordem 16. Charadriiformes
Gaivotas. Aves ribeirinhas e aquáticas, artelhos geralmente unidos por palmouras pelo menos na base, plumagem densa e firme, pernas mais ou menos longas, asas forte, ou com apenas 3 artelhos e pernas bem na parte posterior do corpo, ovos muito manchados, filhotes nidífugo na maioria das espécies.

Ordem 17. Gaviiformes
Pernas curtas, na extremidade posterior do corpo, artelhos totalmente ligados por palmouras, rótula reduzida, cauda com 18 a 20 penas curtas e rijas, vôo rápido, reto, peritos em mergulhar, jovens nidífugo, alimentam-se de peixes, parte norte do hemisfério norte.

Ordem 18. Columbiformes
Pombos. Bico geralmente curto e delgado, com pele mole grossa na base, tarso geralmente mais curto que os artelhos, papo grande produzindo o leite de pombo para alimentar os filhotes, ovos sem manchas, geralmente brancos, filhotes nus, cosmopolitas.

Ordem 19. Psittaciformes
Papagaios. Bico forte, estreito com margens afiadas e curvo na extremidade, maxilar superior móvel no osso frontal do crânio, bico com ceroma mole, freqüentemente com penas, 2 artelhos para frente e 2 para atrás, artelho posterior externo não reversível, pés adaptados para agarrar, plumagem brilhante verde, azul, amarela, ou vermelha em florestas tropicais e subtropicais muitos gregários e com vozes altas, alimentam-se principalmente de frutos.

Ordem 20. Cuculiformes
Cucos, anus. Cosmopolitas, dois artelhos na frente e dois atrás, artelho posterior externo reversível, pés não adaptados para agarrar, cauda longa, bico moderado, muitos cucos do velho mundo parasitas, a fêmea pondo seu ovo no ninho de outras pequenas aves, para incubação e cuidado do filhote, o jovem cuco geralmente acotovela os donos reais para fora do ninho.

Ordem 21. Striigiformes
Corujas. Cosmopolitas, cabeça grande e arredondado, olhos grandes e dirigidos para frente cada um num disco de penas radiais, abertura do ouvido grande, freqüentemente com uma cobertura semelhante a uma aba, as vezes assimétrica, bico curto, pés adaptados para agarrar garras afiadas, plumagem de textura mole e frouxa, ovos brancos, filhotes cobertos com plumas ao eclodirem, ativas principalmente durante a noite, escondem-se em abrigos durante o dia alimentam-se de vertebrados terrestres, especialmente mamíferos, algumas aves e artrópodes.

Ordem 22. Caprimulgiformes
Bacuraus, curiangos. Bico pequeno e delicado, mas boca larga e marginada por penas semelhantes a longas cerdas, penas e pés pequenos e fracos, não adaptados para agarrar, plumagem macia e frouxa, ativos principalmente ao anoitecer e durante a noite, alimentam-se de insetos noturnos capturados no ar.

Ordem 23. Apodiformes
Andorinhões e beija flores. Tamanho geralmente pequenos, pernas muito curtas e pés muito pequenos, asas pontudas, bico pequenos e fraco ou delgado com língua tubular longa, ovos brancos, ativos durante o dia, alimento capturado durante o vôo, maioria tropical

Ordem 24. Coliiformes
Pequenas, semelhante a passarinhos, 1o e 4o artelhos reversíveis, cauda muito longa, África.

Ordem 25. Trogoniformes
Surucuás. Bico curto e forte, com cerdas na base, pés pequenos e fracos, plumagem brilhante, freqüentemente verde, mas macia e frouxa.

Ordem 26. Coraciiformes
Martim pescadores, arirambas. Terceiro e quarto artelhos fundidos na base, bico forte, principalmente nos trópicos.

Ordem 27. Piciformes
Tucanos, pica paus, araçaris.

Ordem 28. Passeriformes
Passeriformes. Três artelhos para frente e um para trás, adaptados para empoleira-se e nunca reversíveis nem unidos, asa com 9 ou 10 primárias inclui a grande maioria das aves conhecidas, 4 Subordem, 69 famílias, cerca de 5.100 espécies.

Plantas Medicinais

HORTELÃ

Família: Labiadas

USO MEDICINAL: Na hortelã estão reunidas, em elevado grau, as propriedades antiespamódicas, carminativas, estomáquicas, estimulantes, tônicas, etc.
Prescreve-se a hortelã como remédio na atonia das vias digestivas, flatulência, timpanite, cálculos biliares, ictiricia, palpitações, tremedeiras, vômitos, cólicas uterinas. É um medicamento eficaz contra os catarros das mucosas, vermes intestinais.

Parte usada: Folhas e Flores, por infusão

JAMBO (Zyzygium jambolanum)

Família: Mirtaceas

USO MEDICINAL: As sementes são muito úteis na diabete. Toma-se meio grama até um grama de sementes pulverizadas, duas a tres vezes ao dia, pode também tomar-se o líquido das sementes esmagadas.

Parte usada: A casca da árvore (dose normal) é usada na disenteria, hemorragia.

PITA

USO MEDICINAL - Esta planta é um dos remédios mais poderosos renovadores do organismo; fortalece e limpa o sangue; levanta a pressão baixa; as gestantes tem nela um chá anti-abortivo; cura a fraqueza do estômago, fígado, rins e reumatísmo; combate a sífilis, gomorréia, tétano, feridas de leprosos. As folhas cozidas ou amassadas em álcool usa-se para lavar os cabelos e dar-lhes mais brilho, bom efeito contra a caspas; em fricções combate o reumatismo.

É antídoto do veneno da mandioca.

Parte usada: folhas

AROEIRA (Schinus antarthritica)

Família - (Anacardiáceas)

USO MEDICINAL: Devido aos seus efeitos adstringentes, as cascas são contra a diarréia e as hemoptises. Aplica-se também contra a ciática, a gota e o reumatismo. Prepara-se um cozimento na proporção de 25 gramas de cascas para 1 litro de água. Toma-se diariamente um banho de 15 minutos, tão quente como se possa suportar.

Parte usada: casca, folhas.

CAPIM DO MANGUE

USO MEDICINAL - É muito bom para curar frieiras, cozinha-se um pouco de capim com raiz, faz-se uma lavagem 3 vezes ao dia.

Parte Usada: Toda planta.

MELÂNCIA DE PRAIA (Ipomeia)

USO MEDICINAL - Queimaduras de água-viva (medusa).
Retira-se a folha e macera, coloca-se em cima da parte afetada.

Parte Usada: folhas

SUMBARÊ (Cyrtropodium brasiliensis)

Família - Orquidáceas

USO MEDICINAL - Extrai-se o suco da planta. Embebe-se o algodão no suco e passa-se nos abcessos, furúnculos.

Parte Usada: toda a planta.

GELOL DE PRAIA

USO MEDICINAL - contusão, colocar-se raizes de 2 plantas em 1 pedaço de pano e macera bem em seguida coloca-se em cima do local afetado.

Parte Usada: raiz

MIL EM RAMA (Achillea millefolium)

USO MEDICINAL - É um bom remédio contra adinamia, adstrição e debilidade do estômago, cãimbras, catarros, cólicas, debilidade da bexiga, diarréia, enfermidades do fígado, rins, regras ambundantes, insônia. Exteriormente, usa-se em forma de loções ou cataplasma para tumores, feridas, golpes, contusões, queimaduras, manchas, eczema, sarna. As folhas e flores secas, pulverizadas, aplicam-se sobre feridas velhas.

Parte Usada: A planta toda.

ARRUDA (Ruta graveolens)

Família - Rutáceas

USO MEDICINAL - O principal uso desta planta é nas regras suprimidas bruscamente. Seu efeito é fortemente emenagogo. O chá de arruda é também um bom calmante dos nervos. Quando a mulher estiver grávida não se deve tomar pois ela é abortiva.
As folhas frescas, machucadas aplica-se sobre feridas, são de bom efeito curativo.
Repetindo a advertência só se deve ser administrada com muita cautela, quando usada internamente.

Parte Usada: Folhas

ARAÇÁ

Família - Mirtaceas

USO MEDICINAL - Se faz um chá com as folhas mais tenras e eficaz para disinteria, diarréia. O fruto é rico em vitamina C.

Parte Usada: Folhas, Frutos.

CITRONELA

Família - (Cymbopogum nardus)

USO MEDICINAL - Se extrai o óleo de suas folhas por um processo de destilação e junta-se a um óleo, funciona como um repelente para insetos.

Parte Usada: Folhas.

BOLDO

USO MEDICINAL - Faz-se um chá das suas folhas excelente para o estômago e fígado serve também para curar ressaca

Parte Usada: Folhas.

CASCA DE ANTA - Drymis granatensis

Família - Magnoliaceas

USO MEDICINAL - A casca é excelente estomáquico, útil nos desarranjos do estômago (dispepsias, falta de apetite, flatulência, gastralgia catarros crônicos, cólicas, fraqueza geral.

Parte Usada: Casca, por decocção.

AIPO DA PRAIA

USO MEDICINAL - Emprega-se para feridas em forma de cataplasma.

Parte Usada: Folhas e Raiz.

CIPO CABOCLO

USO MEDICINAL - Funciona como se fosse um colírio, excelente para irritações nos olhos, pega-se um pedaço do mesmo e corta-se em pedaço de 20 cm depois sopra como se fosse um canudinho o líquido vai sair por outra extremidade.
Coloca-se umas 3 gotas como se fosse um colírio.

Parte Usada: Caule

NHABUTITANA

USO MEDICINAL - Bom para diarréia, faz-se um chá com as folhas e raizes

Parte Usada: Folhas e Raiz

ORELHA DE GATO

USO MEDICINAL - É muito bom para ajudar na cicatrização de feridas. Pega-se a folha ainda no período da manhã de preferência com orvalho e colocado em cima do local afetado.

Parte Usada: Folha

CARQUEJINHA DA PRAIA

USO MEDICINAL - Dor no estômago faz-se um chá com as folhas.

Parte Usada: Folhas

LIMÃO (Citrus limonum)

Família - Rutaceas

USO MEDICINAL - Acidez da boca, Acidez do estômago, ácido úrico , coração, acne, adenite, adiposidade, atonia, alta, etc. O limão tem 21 funções. Há uma variedade de limões: O limão: siciliano, o limão de casca fina, o limão galego, o limão cravo, etc.
Todos são bons para curar qualquer enfermidade.
O limão produz um bom efeito quando tomado em quantidades progressivamente maiores até certo limite e, depois, em quantidades progressivamente menores.
Começa-se por exemplo, com 1 limão; no 1.º dia, 2 no 2.º, 3 no 3.º dia e assim por diante, até 10; depois vai diminuindo a dose pela mesma escala.
Assim em 20 dias, faz-se o que se chama "uma cura de limão". O uso do limão pode provocar o aparecimento de uma espécie de urticária. Isto, todavia, não significa que esteja prejudicando o enfêrmo, indica que lhe está purificando o sangue, expulsando as substâncias estranhas.

Parte Usada: Toda a planta.

PITANGA

Família - Mirtaceas

USO MEDICINAL - infecções na garganta, cozinha-se as folhas e faz 3 gargarejos ao dia

Parte Usada: Folhas.

CATAIÁ

USO MEDICINAL - É bom para fadiga, faz-se um chá das folhas, serve também para colocar na cachaça.

Parte Usada: Folha

ABACATE

USO MEDICINAL - Ajuda no tratamento dos rins, faz um chá e toma-se 3 vezes ao dia.

Parte Usada: Folhas

CAROBINHA (Jacaranda brasiliana)

Família - Bignoniáceas

USO MEDICINAL - O chá das folhas é usado para combater as afecções cutâneas, as boubas, as escrófulas, o reumatismo, a sífilis.
O mesmo chá tomado de duas em duas horas, da bom resultado no combate à disenteria amebiana. O chá tem, além disso, ação fortemente diurética. O decocto das folhas serve também para lavar feridas e para fazer gargarejos.
As folhas secas, reduzidas a pó, aplicam-se sobre ulceras. Com a casca da raiz prepara-se um chá de ação sudorífica.

Parte Usada: Casca da raiz e folhas.

GRAMA BRANCA

USO MEDICINAL - muito bom no tratamento de urina solda, faz um chá toma-se 3 vezes ao dia.

Parte Usada: Folha e raiz

CANA DO BREJO (Costus spicatus)

Família: Zingiberáceas

USO MEDICINAL - O rizoma é diurético, diatarético, tônico e emenagogo. O suco das hastes frescas, diluído em água é usado contra as diabates, a haste e o rizoma seco reduzidas em pó são empregados em cataplasma para curar hérnias. Usamos também as folhas, untadas com sebo como emoliente nas contusões e inchaços.

Parte Usada: Folhas, rizoma, casca.

PINHÃO DO PARAGUAI (Jatropha curcas)

Família - Euforbiáceas

USO MEDICINAL - O látex incolor emprega-se para fechar e curar golpes e feridas.
A amêndoa, levemente torrada e moída tomada com água ou preferivelmente com café adoçado com mel é fortemente purgativa.
Efeito mais forte ainda tem o óleo extraído da amêndoa não se deve tomar em dose elevada porque se torna venenoso.
As folhas são purgativas

Parte Usada: Seiva leitosa, amêndoa, óleo, folhas

ALMECEGA

USO MEDICINAL - Dor de dente se extrai sua rezina e coloca-se dentro do buraco do dente.

Parte Usada: Rezina.

MENTRUZ

USO MEDICINAL - Bom para resfriado, faz-se um chá com as folhas.

Parte Usada: Folhas.

MARCELA

USO MEDICINAL - Cólica, hepatite, faz-se um chá, com flores e folhas.
As flores é muito bom para fazer travesseiro isso ajuda na insônia.

Parte Usada: Flores e folhas.

BABOSA

USO MEDICINAL - Corta-se pedaços das folhas e coloca-se em cima das feridas, ajuda na cicatrização e ajuda recompor celulas mortas.

Parte Usada - folhas.

JUÁ

USO MEDICINAL - é muito bom para dor de dente, macera-se o fruto e coloca-se no dente afetado.

Parte Usada: Fruto.

ERVA BALEEIRA

USO MEDICINAL - Prostata e fraturas, faz um chá e toma-se 3 vezes ao dia.

Parte Usada: Folhas

ALFAVACA

USO MEDICINAL - Ajuda a regular a pressão arterial.

Parte Usada: Folhas.

SALVA VIDA

USO MEDICINAL - Faz-se chá ajuda como calmante e prisão de ventre.

Parte Usada: Folhas.

SERRALHA

USO MEDICINAL - É bom para afinar o sangue, hipertensão, diabete é feito um chá e também come-se com salada.

Parte Usada: Folhas

SAPÊ

USO MEDICINAL - Usa-se nas diabetes hepatites, estado febril, cozinha-se a raiz.

Parte Usada: Raiz

EMBAUBA

USO MEDICINAL - Usa-se para combater as diabetes, faz chá das folhas.

Parte Usada: Folhas.

SANTA MARIA

USO MEDICINAL - Pega-se as folhas e macera-se bem e é aplicado em cataplasma em cima do local atingido, contusões.

Parte Usada: Folhas.

SETE SANGRIA

USO MEDICINAL - Faz-se chás e toma 3 vezes ao dia para ajudar afinar o sangue bom para o coração.

Parte Usada: Folhas

FEDEGOSO

USO MEDICINAL - Purgativo, febres, o suco cura eczemas, afecções urinárias, figado é muito bom na erisipela, inflamação da próstata, tomando-se café da semente torrada.

Parte Usada: Folhas, Semente.

QUEBRA PEDRA

USO MEDICINAL - Ajuda nos combates das doenças da bexiga e rins. Combate dor de barriga, azia, diabete, prostratite.

Parte Usada: Folha

SOLDA

USO MEDICINAL - Ajuda na cicatrização de fraturas, fazendo chás ou saladas cruas.

Parte Usada: Folhas.

ERVA DO BICHO

USO MEDICINAL - Cozinha-se as folhas e faz uma lavagem nas feridas.

Parte Usada: Folhas.

TANCHAGEM

USO MEDICINAL - É um ótimo antibiótico, dores de garganta e ferida usa o chá e gargarejos

Parte Usada: Folhas

ERVA MOURA

USO MEDICINAL - É bom para reumatísmo, hepatite, usa através de chás.

Parte Usada: Folhas.

ERVA TOSTÃO

USO MEDICINAL - Para inflamação da bexiga, congestão do fígado, cálculos biliares, retenção da urina, combate nervosismo. Faz-se chá

Parte Usada: Folhas

PICÃO

USO MEDICINAL - Usado contra reumatismo, afecções da bexiga, pedras na vesícula ou nos rins , dor de barriga, febres, toda a planta é usada contra o amarelão, o suco das folhas é usada para curar feridas e em gargarejos contra as amígdalas. Ótimo remédio contra a diabete, o picão branco tem a mesma finalidade.

Parte Usada: Toda planta.

TIMBEVA OU PATA DE VACA

USO MEDICINAL: Usa-se no combate a diabete, pressão alta.

Parte usada: Faz-se um chá com as folhas.

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