aves

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Lista das espécies de Aves

Nome Popular: Gaivota
Nome cientifico: Larus dominicanus Lichtenstein, 1823
Família: Laridae
Ordem: Charadriiformes

58 cm. Bico amarelo com mancha vermelha, marca branca na ponta da asa, não no imaturo, que tem dorso rajado e preto na ponta da cauda, pardo, muda aos poucos para as cores do adulto. Cabeça, pescoço, baixo dorso, cauda e todas as partes inferiores branco – imaculadas, fazendo contraste com o alto dorso e o lado superior das asas, que são pretos. Vive em bandos, às vezes de mais de 500 indivíduos, é onívoro, mas alimenta-se principalmente de peixes e moluscos, também come cadáveres de animais marinhos jogados na praia. Hábita as costas do mar onde é mais abundante, mas pode ser encontrado em rios e lagoas, nidifica em Ilhas rochosas ou nas proximidades de desembocaduras de rios e lagoas salobras em locais arenosos ou lodosos, procria em quase toda a sua área de distribuição põe de 3 a 4 ovos. a distribuição no Brasil vai do Espírito Santo ao Rio Grande do Sul.

Nome Popular: Albatroz de nariz amarelo
Nome cientifico: Diomedea chlororhynchos
Ordem: Procellariiformes
Família: Diomedeidae
Esse indivíduo é um juvenil, distinguindo-se do adulto pela cabeça, pescoço e gargantas brancos e pela ausência de sobrancelha, Íris marrom e bico totalmente preto. Nidifica nas Ilhas de Tristão da Cunha e na Ilha Gough no sul do oceano atlântico, e em ilhas subantárticas do oceano Índico, reproduzindo-se de setembro a março, aves grandes cujo peso elevado proporciona estabilidade no vôo de planar, alimenta-se de lulas e peixes. Essas espécie como as restantes dessa Ordem são caracterizadas por apresentar as ranfotecas da maxila e da mandíbula compostas por várias placas distintas, a ponta da maxila tem forma de gancho, isto é uma adaptação para a captura de presas lisas e rápidas na água. As narinas tem forma de tubo e são dispostas separadamente um, em cada lado do cúlmen.

Nome Popular: Gavião carijó
Nome Científico: Buteo magnirostris
Família: Accipitridae
Ordem: Falconiformes

Nome Popular: Sábia laranjeira
Nome Científico: Turdus rufiventris
Família: Muscicapidae
Ordem: Passeriformes

Nome Popular: Martim pescador peq.
Nome Científico: Chloroceryle americana
Família: Alcedinidae
Ordem: Coraciiformes

Nome Popular: Beija flor rajado
Nome Científico: Ramphodon naevius
Família: Trochilidae
Ordem: Trochiliformes

Nome Popular: Socozinho
Nome Cientifíco: Butorides striatus
Família: Ardeidae
Ordem: Ciconiiformes

Nome Popular: Tucano de bico preto
Nome Cientifíco: Ramphastos vitellinus
Família: Ramphastidae
Ordem: Piciformes

Nome Popular: Guaxe
Nome Cientifíco: Cacicus haemorrhous
Família: Icteridae
Ordem: Passeriformes
Possui o bico cônico e liso, possui um vermelho na base da cauda, alimentam-se de frutos, sementes, insetos, brotos de plantas herbáceas, seiva de certas flores, apenas a fêmea é responsável pela incubação dos ovos, 2 ou 3 durante 11 a 14 dias, são predados principalmente por tucanos que possuem um bico grande suficientemente para pegar os ovos ou os filhotes no fundo do ninho.

Nome Popular: Cambacica
Nome Cientifíco: Coereba flaveola
Família: Parulidae
Ordem: Passeriformes
Constroe dois tipos de ninho, um para criar a prole e outro para descanso e pernoite, o 1o é esférico de parede grossa e compacta, feito com palhas, folhas e capins e teias de aranhas a câmara incubatória localiza-se no centro, o 2o tipo é menor, mais achatado e de parede frouxa, são colocados 3 ovos.

Nome Popular: Juruviara
Nome Cientifíco: Vireo olivaceus
Familía: Vireonidae
Ordem: Passeriformes
O ninho, apoiado na forquilha de um ramo de árvore, é uma tigelinha de parede delgada e funda, feito com capins e folhas secas por fora e capins finos no interior, externamente é revestido por musgos verdes podendo ser presos por fios de teias de aranha e de casulos de larvas de borboletas, 3 ovos brancos salpicados de pretos, período de incubação é de 13 dias, geralmente realizado pela Fêmea.

Nome Popular: Andorinha
Nome Cientifíco: Progne chalybea
Família: Hirundinidae
Ordem: Passeriformes
Constróem o ninho, em forma de tigela, com palha e fezes secas, solidamente presas, forrado com penas internamente, são colocados em cavidades de pedras, são postos 2 a 5 ovos brancos, sendo que a fêmea incuba na maior parte do tempo.

Nome Popular: Canário
Nome Cientifíco: Sicalis flaveola
Família: Emberizidae
Ordem: Passeriformes
O casal constrói o ninho em cavidades como bambus perfurados, ninhos abandonados do João de barro forram a cavidade escolhida com palha, os ovos geralmente quatro, pode ocorrer de duas fêmeas mantém seus ninhos próximos que é defendido pelo macho.

Nome Popular: Bem te vi
Nome Cientifíco: Pintagus sulphuratus
Família: Tyrannidae
Ordem: Passeriformes
Constróem o ninho esférico de gravetos, palhas, e outros materiais, com cerca de 25 cm de diâmetro e a câmara incubatória no centro entre 3 a 12 m do solo, normalmente põem quatro ovos, incubados pelo casal.

Nome Popular: Beija Flor
Familía: Trochilidae
Ordem: Trochiliformes
O ninho costuma ser em forma de tigela, podendo ser confeccionado com fibras vegetais, utilizando liquens, painas, musgos, teia de aranha, sendo que os tipos básicos dos ninhos ajudam a determinar a que grupo pertence uma espécie.

Nome Popular: Curió
Nome Cientifíco: Oryzoborus angolensis
Familía: Emberizidae
Ordem: Passeriformes

Nome Popular: Macuco
Nome Cientifíco: Tinamus solitarius
Familía: Tinamidae
Ordem: Tinamiformes
Os machos incuba e cria os filhotes, as fêmeas só tem a responsabilidade de fazer a postura, às vezes fazem mais de ma postura pôr temporada.

Nome Popular: Pingüim de Magalhães
Nome Cientifíco: Spheniscus magellanicus
Familía: Sphenicidae
Ordem: Spheniciformes
Chegam ao litoral sul, em sua totalidade imaturos, é caracterizado por um marca branca de olho a olho passando pela garganta, faixa preta pôr baixo, indistinta no imaturo. O esterno é muito achatado e largo de maneira que seja obtida uma superfície suficiente para a fixação dos músculos usados para no caso dos Pingüim a natação e no caso das outras aves para voar. Em todas as aves com exceção das que não voam, o esterno tem uma quilha, sendo esta longa e achatada, que se estende para baixo, a partir da linha mediana ventral do esterno, é um meio adicional de se aumentar a superfície para a fixação dos músculos. No caso do Pingüim tem a presença da quilha para ajudar na natação.

Nome Popular: Quero quero
Nome Cientifíco: Vanellus chilensis
Familía: Charadriidae
Ordem: Charadriiformes
O nome popular desta espécie é de origem onomatopéica, possui em cada asa um esporão vermelho, recoberto pela plumagem, quando em atitude de defesa ou ataque os esporões tornam-se bem evidentes, esse esporão é pontudo e ósseo recoberto com queratina com 1 cm de comprimento.

Nome Popular: Frango d` água azul
Nome Cientifico: Porphyrula martinica
Familía: Rallidae
Ordem: Gruiformes
27 cm de comprimento, escudo frontal azul claro, imaturo pardo, vive em água doce parada com vegetação, em todo o Brasil, é migratório de longa distâncias, a alimentação consta de capim, brotos, pequenas cobras – d'água, insetos e larvas, demonstram seu nervosismo pela agitação quase constante da cauda curta, que é levantada verticalmente.

Nome Popular: Tangará dançarino
Nome Cientifico: Chiroxiphia caudata
Família: Pipridae
Ordem: Passeriformes
15 cm. Esse exemplar é uma fêmea, sendo caracterizada pelo verde escuro e ligeiro prolongamento da cauda, enquanto isso o macho possui uma coroa vermelha, cabeça preta, corpo azul claro, asas e lados da cauda pretos. Executam um ritual intrincado diante das Fêmeas na época de reprodução, enfileirando-se, vários, num galho e exibindo-se, cada um a sua vez diante da Fêmea, completada por uma série de sons vocais e ruídos feitos com suas asas.

Nome Popular: Tuim
Nome Cientifico: Forpus crassirostris (Taczanowski,1883)
Família: Psittacidae
Ordem: Psittaciformes
Este é um dos menores representantes da Família Psittacidae forma bandos de 5 a 20 às vezes 50 indivíduos, concentrando-se em torno de alimento abundante. A fêmea é toda verde, com o ventre verde – amarelado, sem o azul da região uropigiana e das coberteiras das asas, visíveis no macho. Alimenta-se de Sementes, frutos, inflorescências, entre os frutos mais apreciados estão os de Palmeiras, Embaúbas, além de Sementes e Brotos de Paineiras, vivem em bordas de matas, clareiras, matas ciliares, parque e jardins.

Nome Popular: Sanhaço cinza
Nome Cientifico: Thraupis sayaca (Linnaeus, 1766)
Família: Emberizidae
Ordem: Passeriformes
Alimentam-se de frutos, folhas, brotos, flores de eucaliptos e insetos, entre estes os alados cupins capturados e vôo. O ninho construído pelo casal é escondido na vegetação densa, repousado numa forquilha de árvore, entre 1,5 e 9 metros de altura. Ele é compacto, feito de pequenas raízes, musgos e pecíolos foliares, com um diâmetro externo de cerca de 11 cm. Os ovos, três ou raramente dois, apresentam coloridos variados, branco – amarelado, cinza, esverdeado, com manchas pardas pronunciadas ou não. A incubação é tarefa da fêmea e provavelmente do macho, durando de doze à quatorze dias. O casal alimenta os filhotes, que deixam o ninho após 20 dias de idade. Habita paisagens abertas com arvores e arbustos, plantações e áreas urbanas.

Nome Popular: Fragata
Nome Cientifíco: Fregata magnificens
Família: Fregatidae
Ordem: Pelecaniformes
Voa alto planando, raramente bate as asas, usa a cauda como leme em suas manobras aéreas, rouba peixes de outras aves atacando-as no ar, agrupa-se em grandes bandos, nunca mergulha, apanhando suas presas rente á superfície do mar, é diurna dorme em árvores, alimenta-se de peixes – voadores que apanha em vôo rasante, tartarugas recém – nascidas e rouba ovos e filhotes nas colônias de aves marinhas para comer, habita a costa de mar, baías e ilhas marítimas. Procria em colônia em ilhas marítimas durante todo o ano aninha em árvores, reproduz na ilha oceânica de Fernando de Noronha, no Estado do RJ e em várias ilhas costeiras até o Estado de São Paulo.

Aves

Glândulas de Sal

Todas as aves que vivem no mar enfrentam o problema da falta de água doce, e têm, acima de cada olho, uma glândula de sal situada numa concavidade do crânio. Esta glândula retira cloreto de sódio do sangue que passa por ela e despeja a solução concentrada deste sal pelas narinas, as patas são palmadas, com membranas entre os três dedos anteriores, sendo que a forma e a posição das patas refletem as funções de natação e nas manobras da decolagem e do pouso na água, em terra firme são tipicamente vistos com os tarsos e a barriga no chão, e caminham com dificuldade, a plumagem é espessa, em função das condições frias, a abundante secreção de óleo pela glândula uropigial impermeabiliza a plumagem, sendo responsável pelo cheiro típico destas aves.

Cada espécie de ave realiza várias atividades, sendo cada uma delas a sua maneira, estas características especiais ou modificações são chamadas adaptações.

Alimentação

As aves possuem muitas maneiras diferentes de coletar e obter o alimento que elas necessitam, sendo que os Martim – pescador captura peixes com seu bico, enquanto um gavião captura a presa com suas afiadas garras, as aves devem limpar e estirar suas penas regularmente da mesma forma que os humanos lavam seu corpo, este comportamento de limpeza das penas é feito com o bico. O formato do bico reflete os hábitos das espécies, nas granívoras, o bico geralmente é forte e cônico e afila-se bruscamente, isto facilita não só apanhar o alimento, como também o descascar de sementes. As aves que se alimentam de carne, têm o bico curvo nas extremidades para rasgar o alimento em pedaços.
As Garças possuem pés largos e dedos adaptados para andar em águas rasas e lodosas, onde captura peixes e rãs com seu bico comprido e pontiagudo. Os patos e marrecas possuem dedos conectados por membranas, para facilitar a captura de insetos e o bico são laminados usados para filtrar alimento da água. Os pés dos pica – paus estão adaptados para subir e descer troncos de árvores usa seu forte e pontudo bico para perfurar buracos em árvores em busca de insetos. O bico delgado e estreito dos beija – flores é um perfeito tubo contendo uma língua comprida, usando-a para sugar o néctar e capturar pequenos insetos que encontra nas flores. Os psittacideos possuem o bico forte que lhes permitem desgarrar frutos e romper sementes duras.

Comunicação

As aves se comunicam com indivíduos da mesma espécie ou com outras espécies através de suas vozes, o canto pode ser muito útil para atrair um companheiro ou para defender seu território, as aves podem emitir sons especiais que podem servir como preventivo ou sinal de alarme quando tem predadores pôr perto, cada espécies emite uma voz diferente e, assim, o canto é uma das características para identificação da ave.

Locomoção

O vôo das aves também é uma perfeita adaptação adquirida durante o processo evolutivo e obedece a alguns princípios biofísicos, as asas largas e estreitas dos papa – moscas são adaptadas para vôos rápidos que requerem agilidade, já que capturam insetos em pleno ar e, geralmente retornam ao mesmo local. As pombas e papagaios possuem um vôo rápido com fortes batidas de asas, chamado vôo batido, os urubus têm um tipo de vôo diferente o chamado Vôo planado, no qual a ave precisa Ter um impulso inicial e aproveita correntes de ar, sendo assim os urubus possuem as asas largas e arredondadas e o vôo é lento. Os andorinhões executam vôos rápidos e suas asas são estreitas e pontudas, o outro tipo de vôo é o denominado pairado, onde a maior parte da asa é a mão. Este tipo de vôo, realizado pelo Beija – flores caracterizam-se pôr movimentos helicoidais.

Classe Aves

CLASSE AVES

As aves são os mais bem conhecidos e os mais facilmente reconhecidos por que são comuns, ativas durante o dia e facilmente vista. São singulares na posse de penas que revestem e isolam o corpo tornando possível a regulação da temperatura, ajudam no vôo, a capacidade de voarem possibilita às aves ocuparem alguns habitats negados a outros animais, a coloração distintiva e as vozes das aves chamam a atenção dos olhos e ouvido humanos e muitas espécies de aves são de importância econômica por causa de seus hábitos alimentares.

Caracteres gerais

Corpo coberto com penas.
Dois pares de extremidades, o anterior transformado em asas para voar, posterior adaptado para empoleira-se, andar ou nadar (com palmouras), cada pé geralmente com 4 dedos, canela e dedos envolvidos por pele cornificada.
Esqueleto delicado, forte, totalmente ossificado, muitos ossos fundidos dando rigidez, a boca é um bico que se projeta com bainhas córneas sem dentes nas aves viventes, crânio com um côndilo occipital, pescoço geralmente longo e flexível, pelve fundida a numerosas vértebras, mas aberta ventralmente, esterno grandes geralmente com quilha mediana, poucas vértebras caudais comprimidas na parte posterior.
Coração com 4 câmaras: 2 aurículas e 2 ventrículos separados, persiste apenas o arco aórtico ou sistêmico direito, glóbulos vermelhos nucleares, ovais e biconvexos.
Respiração por pulmões compactos, muito eficientes, presos às costelas e ligados a sacos aéreos de paredes finas que se estendem entre os órgãos internos, caixa vocal ( siringe ) na base da traquéia.
Doze pares de nervos cranianos.
Excreção por meio de rins metanéfrico, o ácido úrico é o principal produto de excreção nitrogenadas, urina semi – sólida, sem bexiga urinária exceto nas emas e avestruzes, um sistema porta renal.
Temperatura do corpo essencialmente constante, endotérmico.
Fecundação interna, ovos com muito vitelo envolvidos por uma casca calcaria dura e depositados externamente para a incubação, segmentação meroblástica, membranas embrionárias âmnio, cório, saco vitelino e alantóide presentes durante o desenvolvimento dentro do ovo ao eclodir os filhotes são alimentados e vigiados pelo pais.

Evolução

As aves parecem ter se originado de répteis um tanto delgados, de cauda longa e andar bípede. Estes animais provavelmente corriam rapidamente com suas posteriores, tendo os membros anteriores levantado e livres para darem origem ás asas. Lagartos bípedes atuais usam a cauda como contra peso para equilíbrio e quando mudam de direção, assim a cauda pré – ave pode Ter sido pré adaptada para direção e vôo.
Os fatores seletivos na evolução das penas não são bem esclarecidos, uma teoria afirma que apareceram escamas móveis, semelhantes a penas antes do surgimento da endotermia e, no inicio não tinham relação com o vôo, elas formavam um revestimento isolante que prolongava a atividade endotermica no sol quente diminuindo as taxas de aquecimento e resfriamento. Seu uso em retardar a perda de calor gerado internamente no corpo apareceu mais tarde.
Em um ambiente mais frio elas podem ter evoluído junto com endotermia como um mecanismo para conservar o calor do corpo, de acordo com uma teoria alternativa.
Planar deve ter precedido o vôo e as pré – aves podem ter primeiro planado a partir de lugares altos ou quando corriam em grande velocidade .
As vantagens seletivas de uma alta velocidade e da penetração seletivas de uma alta velocidade e da penetração em um nicho aéreo pouco ocupado, parecem ter iniciado o curso da evolução das aves. A grande atividade e a demanda de energia do vôo requererão a endotermia que evoluiu independentemente da dos mamíferos e adquiriu o maior nível entre os vertebrados. Isto permitiu a expansão das aves para áreas de extremos térmicos e o seu poder de voar tornou possível o uso temporário de tais áreas, quando as condições eram as mais favoráveis. Muitas espécies são capazes de ocupar áreas polares e de altas montanhas e desertos quentes.

As aves herdaram diversos aspectos dos répteis e que contribuíram para seu sucesso como voadoras pela redução de peso. Os ovos desenvolveram-se totalmente fora do corpo materno e os produtos de excreção nitrogenadas são excretados sem o peso de uma abundante urina aquosa. Outras reduções de peso foram conseguidas pela perda da bexiga e tornando o seu esqueleto mais leve.
As modificações viscerais relacionadas com a endotermia incluem um coração com quatro câmaras separação completa das circulações venosa e arterial e aperfeiçoamento da respiração. Os sacos aéreos internos, que se abrem para o exterior através do trato respiratório, auxiliam a respiração e a dissipar o calor gerado pelo elevado metabolismo.
O vôo requer um corpo compacto, aerodinâmico e rígido, adquirido nas aves pela fusão, perda e reforço de ossos. Muitas modificações ocorreram no esqueleto para diminuir a massa total do corpo.
As pernas localizam-se abaixo do corpo e podem ser retraída entre as penas do ventre. Uma grande acuidade visual e uma rápida acomodação são necessárias para um animal voador, sendo a visão um sentido primário nas aves. A grande mobilidade e a necessidade de comunicação a grandes distâncias promoveram a elaboração da voz e da audição. A quimiorrecepção importante nos vertebrados inferiores, diminuiu inclusive o sentido do órgão de jacobson.
O cuidado que os pais têm pelo ovos e pelo filhotes é muito mais avançado que nos ectotérmicos, mas nenhuma ave é vivípara.

Tamanho

As maiores aves viventes incluem o avestruz da África, que tem 2 metros de altura e pesa até 136 kg e os grandes condores das América com envergadura de até 3 metros, a menor é o beija flor de helena, de cuba, com 5,7 cm de comprimento e com cerca de 3g de peso, nenhuma ave viva ou fóssil, aproxima-se em tamanho aos maiores peixes ou mamíferos.

Caracteres adaptativos

A forma externa é geralmente fusiformes, oferecendo uma resistência mínima ao ar durante o vôo ou á água durante o mergulho.
A coloração é variada e impressionante. Algumas aves apresentam cor uniformes, o padrão freqüentemente se mistura ao do ambiente e tal coloração protetora torna a ave menos visível, isto é auxiliado por contra – sombreamento, as partes dorsais que recebem iluminação mais forte são mais escuras. que a superfície ventral. As aves de regiões áridas tendem a ter um colorido pálido e as de lugares úmidas são mais escuras, machos são freqüentemente de colorido mais vivo e diferente que o das fêmeas. A plumagem colorida do macho funciona na identificação e no comportamento ameaçador, na defesa do território, estimula o comportamento sexual na fêmea e pode afastar o ataque ao ninho e aos filhotes. Em algumas espécies ambos os sexos adquirem uma plumagem nupcial na primavera ou muda pré – nupcial, retornando a cores mais apagadas para o inverno por uma muda pós – nupcial no fim do verão.
O bico funciona, ao mesmo tempo, como boca e mãos, servindo para obter e manusear alimento, para alisar as penas, para apanhar e arranjar materiais do ninho e para outros propósitos, inclusive defesa. O envoltório cornificado cresce continuamente para substituir as perdas pelo uso, a forma de bico geralmente indica os hábitos alimentares de uma ave, sendo delgado em espécies que sondam em fendas ou capturam insetos, mais robusto, mais ainda alongado em pica – paus que cavam na madeira, largo, mas delicado em andorinhas e tiranídeos que capturam insetos vivos durante o vôo forte e cônico em tentilhões e pardais granívoros, afiado em gaviões, corujas e laniídeos carnívoros, e com margens serrilhadas em patos que coam pequenas partículas da água.

A língua na maioria das aves não pode ser estendida, mas nos pica paus pode ser protraída, além do bico para capturar insetos na madeira e no beija flor é um sifão extensível para obter néctar das flores. Os dois longos ossos hióides que sustentam a língua nestas aves estendem –se no interior de bainhas musculares sobre a parte posterior e o topo da cabeça e em alguns pica pau, terminam na cavidade nasal.
As asas tem a forma de aerofólio que fornecem sustentação durante o vôo e vários movimentos basculantes e de inclinação lateral ajudam a alterar o modo do vôo. A cauda serve como leme e freio durante o vôo, como contrapeso ao empoleirar-se e para exibição durante a corte nos machos de muitas espécies. Aves trepadoras, pica paus e algumas outras que se alimentam em superfícies verticais apresentam penas caudais com ráquis não flexíveis que ajudam a sustentar o corpo quando estas aves estão em atividade. Os pés servem variavelmente para correr ou trepar para sustentar o corpo durante o descanso, para arrumar o material do ninho e, em algumas espécies para manusear alimento e para atacar e se defender.
Em algumas aves o papo serve para carregar alimento para os filhotes que são alimentados por regurgitação ou por introdução da cabeça do filhote na garganta dos pais. Em pombos adultos, durante a criação dos filhotes o epitélio do papo desprende-se como leite de pombo e é usado para alimentar os filhotes no ninho. Em algumas aves carnívoras como no Martim pescador não há um papo distinto e o estômago é um saco de paredes finas e elásticas. Os machos de alguns pássaros, durante a época da reprodução apresentam a porção inferior do ducto deferente inchada, o que provoca a protrusão da cloaca, invadindo o sexo da ave.

História natural

Distribuição

As aves ocupam todos os continentes, os mares e a maioria da ilhas, penetrando no ártico até além de 80o N e na antártica e vivem desde o nível do mar até acima da linha das florestas nas montanhas, mesmo acima de 6000 metros no monte Evereste. Apesar da capacidade do vôo elas se enquadram nas leis de distribuição animal, cada espécie ocupando uma área geográfica definida e um tipo particular de habitat. Nas regiões polares as espécies são poucas, mas numerosas quanto ao número de indivíduos. Nos países temperados, de 150 a 200 espécies podem ocorrer numa localidade em várias estações do ano, as regiões tropicais tendem a apresentar muitas espécies. As aves ás vezes ocorrem em enormes grupos.

Vôo

O corpo fusiforme aerodinâmico oferece um mínimo de resistência ao ar no movimento para a frente e a forma das asas e a maneira de movimento-las resulta em propulsão com gasto limitado de energia. A asa é um aerofólio, com o bordo de ataque mais espesso, bordo de fuga fino, superfície superior ligeiramente convexa e inferior côncava. Esta forma parte eficientemente o ar na frente e deixa um mínimo de ar turbulento para trás. A álula dirige um fluxo de ar de movimento rápido perto da superfície superior da asa, auxiliando a evitar a turbulência. A forma da asa é relacionada com o tipo de vôo, curto, mas larga, em aves que habitam capoeiras, mas longa e freqüentemente estreita naquelas que voam ou planam no ar aberto.

Planar é o tipo mais simples de vôo, com asas abertas, mas imóveis como nos patos descendo para a água e nas codornizes e outras aves pousando na terra. As aves mantém ou aumentam sua altitude sem bater as asas. O ar quente que se eleva do solo aquecido pelo sol ou das rochas provoca térmica ascendentes nas quais as aves freqüentemente circulam para manter sua posição.
Há uma grande variedade no vôo das diferentes espécies, desde o falcão que mergulha com asas parcialmente dobradas para pegar sua presa, até o beija – flor que pode voar para frente e para trás e pairar, com 30 a 50 batimentos das asas por segundo.

Atividade

As aves são ativas em todas estações do ano, por serem endotérmico, mas há espécie que fica em torpor durante o inverno, espécies diurnas são ativas do amanhecer até o anoitecer e corujas e curiangos alimentam-se durante a noite. Aves diurnas freqüentemente dormem de noite, com a cabeça voltada para trás, por baixo das penas de uma asa. Isto mantém o bico quente e a ave respira ar aquecido, algumas aves aquáticas podem dormir de dia, flutuando com uma perna estendida para evitar serem levadas pela correnteza , corujas tem penas aveludadas e são capazes de atacar sua presa em silêncio, sua visão noturna e a audição são acuradas. Suindara são capazes de atacar em escuridão total, mas tem dificuldades se o disco facial cordiforme for removido, aparentemente o disco focaliza ondas sonoras. A localização pelo som, mas corujas também parece ser auxiliada pela assimetria no tamanho e na localização das aberturas auditivas em muitas espécies.

A temperatura do corpo de uma ave é regulada e geralmente mais alta que a do ambiente. A temperatura diurna da maioria dos adultos é cerca de 40 a 42% C, variando de acordo com as espécies. A temperatura é mais elevada do que a encontrada em outros grupos de vertebrados com exceção de alguns lagartos, e está relacionada com a alta taxa metabólica e vida ativa das aves, ditadas pelas necessárias de vôo. A capacidade de voar fornece maior oportunidade de procurar de alimento e fuga dos inimigos e torna possível longas migrações, a velocidade de vôo varia de 30 a 80 ou mais km por hora, durante o mergulho no ar os falcões podem atingir uma velocidade superior a 200 km por hora.

Voz

A maioria das aves pode emitir gritos e cantos. Os gritos geralmente são sons breves, relativamente simples, esteoripados que influenciam o comportamento diário de manutenção, alimentação interação entre pais e filhotes, movimentos ( migração ), evitando o perigo e reunindo aves. Os cantos tendem a ser mais complexos do que os gritos fortemente influenciados pelas modificações endócrinas do ciclo reprodutivos e são relacionados com a reprodução, inclusive o estabelecimento e a defesa de um território, atraem uma parceira mantém a união de um casal e sincronizam os ciclos reprodutivos de machos e fêmeas.
A altura e o volume freqüentemente estão relacionados com a distância de comunicações e o tipo de habitat. A vegetação densa impede grandemente a transmissão de sons muito altos.
Os padrões do canto de uma espécie podem variar geograficamente e podem existir dialetos em diferentes partes da área de sua distribuição apenas aves e o homem transmitem dialetos.

A caixa vocal das aves é a siringe, ela varia em complexidade, em forma simples pode ser um câmara de ressonância sem músculos ou membranas especiais na base da traquéia ou pode conter um fina membrana estendida através das extremidades abertas dos anéis traquéias, que vibra no fluxo de ar expelido, em forma mais complexa uma fina e clara membrana timpânica interna estende-se através das extremidades abertas dos anéis bronquiais superiores na siringe, formando uma janela na parede na base de cada brônquio. A pressão é aumentada no saco aéreo interclavicular que circunda a siringe e o saco pressiona contra as janelas forçando –as a se arquearem para o interior da siringe. O ar dos pulmões faz com que as membranas timpânicas vibrem quando ele passa através das contrições assim produzidas músculos das paredes externa da siringe modificam a tensão sobre as membranas. O notável poder de sustentação do canto de algumas aves resulta da ressonância nos sacos aéreos. O canto é o meio pelo qual as aves se reconhecem entre si tanto como espécie quanto como indivíduo.

Migração

Muitas espécies migram ou deslocam-se regularmente de uma região para outra com a mudança das estações. Tanto as rotas de verão como as de inverno das espécies são bem definidas. Os resultados de marcação de aves individuais com faixas numeradas nas pernas mostram que muitas voltam a lugares previamente ocupados a maior parte da migração é para o norte e para o sul ou latitudinal, aves movem-se dentro de grandes massas de terra das regiões setentrionais temperadas e subárticas onde há facilidades de alimentação e nidificação durante os meses quentes e depois retiram-se para o sul, onde passam o inverno.

Algumas outras aves fazem migrações altitudinais para regiões montanhosas para passarem o verão e voltam para as terras baixas para o inverno, isto ocorre nas montanhas rochosas e no sistema cascade – sierra nevada do oeste da América do norte.
A maioria das espécies usa rotas estabelecidas para a migração e viaja mais ou menos dentro de um horário, chegando e desaparecendo regularmente, de acordo com o calendário.
Migração, reprodução e muda são fases do ciclo anual das aves, todas reguladas pelo sistema neuroendócrino. Antes da migração, acumulam rapidamente reservas de gorduras não presentes em outras épocas para combustível extra durante os longos vôo. Muitas aves estritamente diurnas também tornam-se noturnas durante a migração. Antes da migração aparece uma inquietação e as aves começam a mover-se em direção de seu alvo migratório, o seu desencadeamento é influenciado por estímulos ambientais que atuam através do sistema neuroendócrino das aves, em espécies de zonas temperadas, o estímulo mais importantes é a modificação do comprimento do dia, mas as condições meteorológicas também podem influenciar a época da partida. O relógio biológico envolvido pode ser a glândula pineal das aves controla sua atividade locomotoras diária.
Durante a migração, algumas aves seguem marcas terrestres óbvias – costas, rios, cadeias montanhosas mas outras passam sobre mares ou terras sem características direcionais. Muitas aprendem rapidamente e lembram de aspectos topográficos. Muito ainda precisa ser aprendido a respeito do mecanismo de navegação por relógio biológico das aves e, sem dúvida, serão encontradas diferenças específicas que foram fixadas no sistema nervoso durante incontáveis gerações de seleção natural.

Alimentação

A temperatura alta e regulada do corpo das aves, sua grande atividade e seu pequeno peso tornam necessária grande quantidade de alimento com alto valor energético. Os níveis de açúcar no sangue são geralmente duas vezes mais altos nas aves do que nos mamíferos já que nenhuma tem mais do que uma reserva limitada de gordura, uma ave não pode sobreviver durante muito tempo sem alimento. Jovens que ainda estão no ninho podem comer mais do que o próprio peso num dia e adultos de muitas espécies pequenas necessitam de um quanto até metade de seu peso diariamente. O papo e o estômago podem ser enchidos duas vezes por dia ou mais freqüentemente os jovens em crescimento de algumas espécies são alimentados algumas centenas de vezes por dia pelo pais.
As necessidades de água diferem largamente muitas espécies podem viver apenas onde a água é rapidamente acessível. Aves marinhas tem glândulas especiais de secreção de sais para eliminar o excesso de sais ingerido com o alimento ou ao beber água do mar.

Reprodução

A fecundação é sempre interna e todas as aves botam ovos com muito vitelo e uma casca calcária dura, que precisam ser aquecidos ou incubados para o crescimento do embrião. Os filhotes de galinhas, codornizes, patos, aves litorâneas e outras são nidifugos, sendo bem formados, totalmente cobertos de plumas e capazes de perambular logo após a eclosão, enquanto que os de aves canoras, pica paus, pombos e outros são cegos ( olhos fechados ). Nus e desprotegidos quando eclodem e precisam ser alimentados e cuidados no ninho estes são chamados nidícolas, o revestimento e os cantos de sua boca frequentemente são coloridas, servindo de alvo para os adultos quando os filhotes pedem comida.

Cada espécie tem uma estação característica de reprodução, usualmente algumas semanas na primavera ou no verão. As atividades reprodutivas seguem-se ao aumento do tamanho e do funcionamento das gônadas e são controladas por hormônios. O aumento do tamanho das gônadas é efetuado através da hipófise que, por sua vez, é indiretamente afetada pela luz.
A época da reprodução para muitas espécies começa com os machos emitindo seus cantos característicos em intervalos freqüentes e muitos realizam rituais nupciais na presença das fêmeas entre muitas aves terrestres pequenas cada macho apodera-se e defende um território apropriado ás necessidades de um casal no período necessário á criação da prole. Outros machos da mesma espécie e predadores não são tolerados. Quando uma fêmea encontra um macho assim estabelecido, o casal segue com a construção do ninho, acasalamento, ovipostura, incubação e cuidado dos filhotes. Em algumas espécies ambos os sexos participam totalmente, enquanto que em outras um dos sexos realiza a maioria das obrigações. O chocar geralmente deixa os pais com a plumagem gasta, que é renovada na muda pós – nupcial.
Algumas aves aquáticas e poucas terrestres desovam no solo ou em rochas nuas, mas a maioria das espécies constrói um ninho para conter os ovos e obrigar os filhotes. O número médio de ovos postos por uma fêmea em uma ninhada é menor em aves que nidificam em lugares seguros e maior em aves que nidificam no chão. Geralmente as espécies de zonas temperadas tem ninhadas maiores do que as espécies tropicais, algumas aves são poedeiras determinantes pondo uma ninhada de tamanho fixo e outros são poedeiras indeterminantes, capazes de por ovos adicionais para substituir perdas eventuais. Aves litorâneas e algumas outras que nidificam em lugares abertas tem ovos com coloração protetora, assemelhando – se muito aos arredores.

Todas as aves jovens requerem cuidado após a eclosão, isto inclui alimentação e proteção contra o frio, chuva ou calor excessivo do sol. Os jovens são tratados e defendidos pelo adultos durante algum tempo após o abandono do ninho.

Relações com o homem

Alguns povos usam aves selvagens para alimento e vestuário inseticidas com base em hidrocarbonetos clorados são agora uma série ameaça á vida das aves, particularmente de espécies situadas no topo de cadeia alimentar.
Muitas aves pequenas consomem insetos nocivos e sementes de plantas daninhas sendo um agente na redução de tais pragas. A maioria dos gaviões e corujas alimentam-se de roedores prejudiciais as plantações e assim são benéficos, mas alguns podem destruir aves domésticas, aves de caça e aves canoras, mas seus efeitos benéficos geralmente são maiores que os prejuízos. Espécies necrófagos eliminam carniça. Espécies nectarívoras são polinizadores importantes das Fanerogamas certas aves, danificam plantações comendo sementes recém – plantadas ou plantas jovens, sementes maduras, frutos e bagas, ou sendo agentes de dispersão de ervas daninhas.
Algumas aves são vetores de doenças que podem ser transmitidas ao homem encefalite, ornitose, e o homem pode infesta-se com uma moléstia pulmonar provocada por fungos histoplasmose. O fungo é transportado na poeira das fezes das aves.
Populações de algumas espécies raras e ameaçadas estão sendo aumentadas por criação em cativeiro. A maior contribuição econômica das aves de ilhas costeiras que é usado como fertilizante e das costeiras, que é usado como fertilizante e das espécies que ele domesticou as de granja ou galinheiros, que servem para alimento, fornecem ovos e penas para uma gama de usos muitas outras aves foram domesticadas por razões estéticas.

Aves fósseis

Restos fósseis de aves são mais raros que os de alguns outros vertebrados terrestres por que seus esqueletos delicados são menor adequados a serem preservados. As aves originaram–se dos répteis, provavelmente de pequenos tecodontes primitivos bípedes, que também foram os ancestrais dos dinossauros, ou dos próprios dinossauros.

Classificação

Corpo coberto com pernas.
Membros anteriores geralmente transformados em asas adaptados para o vôo.
Membros posteriores para andar, empoleira-se ou nadar.
Geralmente com quatro artelhos, nunca mais.
Boca estendida como um bico, sem dentes.
Crânio com um côndilo occipital, fundido á numerosas vértebras formando um sinsacro aberto ventralmente.
Coração com quatro câmara.
Pulmões compactos, com sacos aéreos.
Caixa vocal na base da traquéia, geralmente sem bexiga.
Temperatura do corpo regulada.
Ovíparos.
Jurássico superior a recente.
8.700 espécies.

Classe aves

Sub classe 1. + Archaeornithes

Sub classe 2. Neornithes

Superordem A + Odontognathae
Aves com dentes do novo mundo.

Ordem 1. Hesperornithiformes
Clavículas não fundidas, esterno sem quilha, asa formada apenas pelo úmero vestigial, ambos os maxilares com dentes.

Ordem 2. Chthyornithiformes
Clavículas fundidas, esterno com quilha, asas bem desenvolvidas, maxilares dentados.

Superordem B. Neognathae
Aves típicas, sem dentes.

Ordem 1. Tinamiformes
Inambus e macuco, asas curtas, arredondados, desenvolvidas para o vôo, esterno com quilha, cauda muito curta, pigóstilo reduzido, cascas dos ovos muito lustrosas, sul do México ao sul da América do sul.

Ordem 2. Rheiformes
Emas, não voam, terrestres asas reduzidas, coracóide e escápula pequenos esterno sem quilha, 3 artelhos para frente em cada pé, cabeça e pescoço parcialmente cobertos com penas, penas sem hiporráquis, jovem nidífugo. América do sul.

Ordem 3. Struthioniformes
Avestruzes. Aves andadoras que não voam, asa reduzidas, coracóide e escápula pequenos, geralmente fundidos, esterno sem quilha, sínfise pubiana presente, pigóstilo muito pequeno apenas dois artelhos em cada pé, cabeça, pescoço e pernas com penas escassa, penas sem hiporráquis, África e arábia.

Ordem 4. Casuarriformes
Casuares e emus. Não voam, asas reduzidas, coracóide e escápula pequenos, terrestres, esterno sem quilha, 3 dedos para frente em cada pé, asas pequenos, pescoço e corpo densamente cobertos com penas, penas com hiporráquis quase do tamanho da ráquis, jovens nídifugos, Austrália, Nova Guiné.

Ordem 5 + Aepyornithiformes
Sem capacidade de vôo, terrestres, esterno curto, largo e sem quilhas, asas vestigiais, 4 artelhos, Madagascar.

Ordem 6. Dinornithiformes
Moas e quivis. Não voam, terrestres, bico longo e delgado com narina na extremidade, asas degeneradas, esterno sem quilha, quatro artelhos, plumagem do corpo fofa, semelhante a pêlos, sem hiporráquis, Nova Zelândia.
Subordem A + dinornithes moas
Subordem B + apteryges quivis

Ordem 7. Podicipediformes
Mergulhões, pecaparas. Cauda um tufo de penas plumosas, pernas bem posteriores no corpo rótula grande, tarso comprimido, pés lobados, em águas doce calmas alguns em baías ou costas oceânicas, filhotes nidífugo, alimentam-se de pequenos animais aquáticas e alguns materiais vegetais.

Ordem 8. Sphenisciformes
Pingüim. Sem dentes, não voam, membros anteriores semelhantes a remos ossos muito comprimidos, metatarso incompletamente fundido, 4 artelhos todos dirigidos para frente e para fora, pés com palmouras, penas pequenas semelhantes a escamas, nidificam em colônias em ilhas rochosas ou no gelo, oceanos meridionais até as ilhas Galápagos. Gregários 17 espécies.

Ordem 9. Procellariiformes
Albatrozes e procelárias. Narinas tubulares, bainha córnea do bico composta de várias placas, crânio com grandes glândulas nasais, artelho posterior vestigial ou ausente, plumagem compacta, com textura oleosa, asa longas estreitas, filhotes cobertos com plumas quando eclodem, estreitamente oceânicas, nidificam em ilhas.

Ordem 10. Pelecaniformes
Pelicanos, biguas, mergulhões, atobás, fragata. Todos os quatro incluídos na palmoura do pé, narinas vestigiais ou ausentes, uma bolsa gular na garganta com exceção de aves tropicais, aquáticas, filhotes nus ao eclodirem.

Ordem 11. Anseriformes
Patos, gansos, marrecos, e cisnes. Bico alongado, coberto com epiderme cornificada mole contento numerosas terminações nervosas tácteis em botões sensitivos, com unha ou capa mais dura na extremidade, margens do bico com muitos sulcos transversais cornificados, língua carnosa, pernas curtas, pés com palmouras, cauda geralmente curta, com muitas penas, ninho forrado de penas, ovos de cor uniforme, sem manchas, filhotes cobertos com penas quando eclodem, nidífugo, cosmopolitas, mais de 200 espécies.

Ordem 12. Ciconiiformes
Garças, cegonha, ibis e flamingos. Aves de pescoço e penas compridas, vadeadoras, com plumas decorativas ( garças ), áreas nuas da cabeça ( cegonha ), bico abruptamente recurvado no meio ( flamingos ), palmouras pequenas ou ausentes ( com exceção dos flamingos ), filhotes cobertos com plumas, principalmente tropicais e subtropicais, geralmente próximos da água, alimentam-se principalmente de peixes ou de outros animais aquáticos, muitos nidificam em colônias nas árvores.

Ordem 13. Falconiformes
Urubus, abutres, milhafres, gaviões e águias. Bico forte, curvado na extremidade, com pele mole, nua na base, mandíbulas com margens afiadas, pés usualmente adaptados para agarrar com garras curvas e afiadas, predadores, ativos durante o dia, vôo forte, rápido em alguns alimento variamente de vertebrados e animais menores.

Ordem 14. Galliformes
Tetrazes, codornizes, faisões, perus. Bico curto, penas com hiporráquis, pés geralmente adaptados para ciscar e correr, filhotes cobertos com plumas ao eclodirem e nidífugo, aves de caça, algumas espécies domesticas, alimentam-se principalmente de matérias vegetais.

Ordem 15. Gruiformes
Grous, saracuras, galinha d’ água. Penas com hiporráquis, de tamanho grande e vôo forte, habitantes de pântanos abertos e pradarias ou de tamanho médio a pequeno, de vôo fraco filhotes nidífugo.

Ordem 16. Charadriiformes
Gaivotas. Aves ribeirinhas e aquáticas, artelhos geralmente unidos por palmouras pelo menos na base, plumagem densa e firme, pernas mais ou menos longas, asas forte, ou com apenas 3 artelhos e pernas bem na parte posterior do corpo, ovos muito manchados, filhotes nidífugo na maioria das espécies.

Ordem 17. Gaviiformes
Pernas curtas, na extremidade posterior do corpo, artelhos totalmente ligados por palmouras, rótula reduzida, cauda com 18 a 20 penas curtas e rijas, vôo rápido, reto, peritos em mergulhar, jovens nidífugo, alimentam-se de peixes, parte norte do hemisfério norte.

Ordem 18. Columbiformes
Pombos. Bico geralmente curto e delgado, com pele mole grossa na base, tarso geralmente mais curto que os artelhos, papo grande produzindo o leite de pombo para alimentar os filhotes, ovos sem manchas, geralmente brancos, filhotes nus, cosmopolitas.

Ordem 19. Psittaciformes
Papagaios. Bico forte, estreito com margens afiadas e curvo na extremidade, maxilar superior móvel no osso frontal do crânio, bico com ceroma mole, freqüentemente com penas, 2 artelhos para frente e 2 para atrás, artelho posterior externo não reversível, pés adaptados para agarrar, plumagem brilhante verde, azul, amarela, ou vermelha em florestas tropicais e subtropicais muitos gregários e com vozes altas, alimentam-se principalmente de frutos.

Ordem 20. Cuculiformes
Cucos, anus. Cosmopolitas, dois artelhos na frente e dois atrás, artelho posterior externo reversível, pés não adaptados para agarrar, cauda longa, bico moderado, muitos cucos do velho mundo parasitas, a fêmea pondo seu ovo no ninho de outras pequenas aves, para incubação e cuidado do filhote, o jovem cuco geralmente acotovela os donos reais para fora do ninho.

Ordem 21. Striigiformes
Corujas. Cosmopolitas, cabeça grande e arredondado, olhos grandes e dirigidos para frente cada um num disco de penas radiais, abertura do ouvido grande, freqüentemente com uma cobertura semelhante a uma aba, as vezes assimétrica, bico curto, pés adaptados para agarrar garras afiadas, plumagem de textura mole e frouxa, ovos brancos, filhotes cobertos com plumas ao eclodirem, ativas principalmente durante a noite, escondem-se em abrigos durante o dia alimentam-se de vertebrados terrestres, especialmente mamíferos, algumas aves e artrópodes.

Ordem 22. Caprimulgiformes
Bacuraus, curiangos. Bico pequeno e delicado, mas boca larga e marginada por penas semelhantes a longas cerdas, penas e pés pequenos e fracos, não adaptados para agarrar, plumagem macia e frouxa, ativos principalmente ao anoitecer e durante a noite, alimentam-se de insetos noturnos capturados no ar.

Ordem 23. Apodiformes
Andorinhões e beija flores. Tamanho geralmente pequenos, pernas muito curtas e pés muito pequenos, asas pontudas, bico pequenos e fraco ou delgado com língua tubular longa, ovos brancos, ativos durante o dia, alimento capturado durante o vôo, maioria tropical

Ordem 24. Coliiformes
Pequenas, semelhante a passarinhos, 1o e 4o artelhos reversíveis, cauda muito longa, África.

Ordem 25. Trogoniformes
Surucuás. Bico curto e forte, com cerdas na base, pés pequenos e fracos, plumagem brilhante, freqüentemente verde, mas macia e frouxa.

Ordem 26. Coraciiformes
Martim pescadores, arirambas. Terceiro e quarto artelhos fundidos na base, bico forte, principalmente nos trópicos.

Ordem 27. Piciformes
Tucanos, pica paus, araçaris.

Ordem 28. Passeriformes
Passeriformes. Três artelhos para frente e um para trás, adaptados para empoleira-se e nunca reversíveis nem unidos, asa com 9 ou 10 primárias inclui a grande maioria das aves conhecidas, 4 Subordem, 69 famílias, cerca de 5.100 espécies.

Estudo Anatômico da Codorna / Aves

  • Explicação ao aluno Felipe sobre as características anatômicas das aves.

Atividade de anatomia: Aves / Codorna

  • Os alunos durante o ano puderam observar as diferenças anatômicas encontradas em diversos grupos diferentes de vertebrados.

  • Observaram as características de tubarões, anfíbios, aves e mamíferos, ajudando assim a entender melhor como ocorreu as mudanças evolutivas e adaptativas.

  • Na foto estou tirando as dúvidas da aluna Talita.

Atividade de Anatomia: Aves / Codorna

Os alunos observaram nessa atividade, estruturas como papo, moela, sacos aéreos, osso pneumáticos e demais estruturas.

Explicações para a aluna Carol Herman sobre as características anatômicas.

Aula de anatomia: Aves / Codornas

Explicação sobre as características anatômicas internas da codorna. A aluna Leticia, observando com atenção.

Conhecendo a Anatomia: Aves

  • Nessa atividade de anatomia foi utilizada a codorna.

  • As alunas Graziela, Talita, Juliana, Marina e o aluno Gabriel estão começando os procedimentos para a atividade, a bandeja está em cima da mesa com as luvas e bisturi.

Conhecendo as características Anatômicas das Aves

  • Preparação da turma do sétimo ano para a aula de anatomia, com as bandejas, luvas, bisturis e as codornas.

  • Na foto está presente as alunas Carol Miranda, Carol Herman, Leticia, Aninha, Luanna e os alunos Matheus, Marcus e Antony.

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