Água

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Feira de Ciências - 1° ano / Estande: Água

  • A sala do primeiro ano que tem a tia Joyce como professora, desenvolveu o tema água como assunto para a feira de ciências.

  • Foram realizados trabalhos em maquetes, pinturas e desenhos do ciclo da água, tratamento da água e esgoto, desperdício e utilização da água, entre outros assuntos.

  • Também houve a exposição de animais áquaticos como peixes, equinodermas etc...

Poluição da água

Águas em perigo

Acima e abaixo da superfície do solo, em constante movimento, a água mantém a vida do planeta. Parte dela retorna à atmosfera com a evaporação e também por meio das plantas (evapo-transpiração). O restante flui para dentro da terra e sobre a superfície, reabastecendo depósitos do subsolo, alimentando rios e lagos e misturando-se aos oceanos.

A água azul (dos rios, lagos e outros mananciais) em seu ciclo, torna-se água verde (dentro dos organismos e do solo) e vice-versa. As formas como as pessoas utilizam à água afeta a qualidade da água azul e verde e, conseqüentemente, a integridade da terra, das plantas e dos animais aquáticos. As sociedades industriais, todos os dias, alteram as características físicas e químicas dos rios e lagos com a descarga maciça de produtos orgânicos e sintéticos. Estatísticas da ONU indicam que 80% das doenças do mundo são transmitidas pela água, algumas das quais vitimam 40 mil crianças por dia.

Já as águas oceânicas representam 98% do total da água do planeta, cobrindo 70% de sua superfície. São diretamente responsáveis pelo clima, além de proporcionarem alimento, transporte e lazer. Apesar de sua imensidão, a riqueza biológica dos oceanos está concentrada ao longo de uma faixa estreita, formada pelas plataformas continentais, margens costeiras e estuários. Mais da metade da população mundial vive nesses locais onde também se concentra a pesca marítima.

Efeitos da poluição decorrente de práticas em terra e a superexposição dos recursos do mar resultam em ameaça à integridade dos oceanos. Todos os anos 20 bilhões de toneladas de materiais chegam aos oceanos. O lixo doméstico (incluindo-se aí os esgotos), os resíduos das indústrias químicas, as atividades de construção, os agrotóxicos, os acidentes com transporte marítimo e a mineração na plataforma continental, sobretudo o petróleo, são as principais fontes de poluição dos mares.

Considera-se a água poluída desde que alguma substância ou condição esteja presente, a tal grau que possa causar o impedimento de seu aproveitamento para um determinado fim, de acordo com a definição de Miller Difícil, porém, definir quando a poluição da água se torna prejudicial, pois um nível de poluição insuportável para a água que se pretende beber pode ser perfeitamente aceitável, caso se queira aquela água para fins industriais.

Miller (1975:278-281) classifica oito tipos mais importantes de poluentes da água: lixos consumidores de oxigênio (esgotos domésticos, fezes animais, plantas mortas e alguns restos industriais, como os das fábricas têxteis, de produtos alimentares ou de papel e celulose); agentes causadores de doenças (organismos infecciosos como bactérias e vírus que chegam às águas através dos lixos domésticos ou industriais); produtos químicos inorgânicos (uma vasta quantidade de ácidos, sais, metais ou compostos de metais); produtos químicos sintéticos (pesticidas, herbicidas, plásticos, detergentes, petróleo: pelo menos 10.000 tipos diferentes de compostos); nutrientes (nitrogênio, fósforo e outras substâncias que estimulam o crescimento de vida vegetal aquática e acabam provocando o fenômeno da eutrofização); sedimentos da erosão da terra (que podem reduzir a vida animal ou vegetal aquática, ao fechar caminhos ou impedir a chegada de luz suficiente ao fundo dos rios ou mares); resíduos radioativos (oriundos de experiências atômicas, ou de usinas nucleares); e água aquecida (depois de utilizada por indústrias ou usinas, a água pode ser devolvida aos rios ou mares em temperaturas mais altas do que as originais, causando a poluição térmica, com graves conseqüências para o ecossistema aquático).

A poluição das águas encontra-se dividida em dois tipos de problema: o das águas doces e das águas do mar. No primeiro caso, agrupa-se a poluição dos rios, dos lagos e das águas subterrâneas, fenômenos diversos entre si. A poluição encontra nos rios, por exemplo, um inimigo muito mais poderoso do que nos lagos, segundo os estudiosos, já que os rios, sendo mais dinâmicos, podem recuperar-se com mais rapidez do que os lagos. Contudo, é preciso observar que na análise da poluição dos rios deve-se levar em consideração toda a baía de que aquele rio faz parte, porque uma abordagem individual pode ser totalmente infrutífera.

A poluição das águas subterrâneas é recente, segundo Miller (1975:283). Ele considera que, antes de 1950, não se tinha notícia de contaminação dos depósitos subterrâneos de água, mas em 1972 sabia-se que só nos Estados Unidos, 278 deles se encontravam poluídos. Liebmann (1976:49) adverte que, "quanto maior for a poluição das águas de superfície, tanto maior será o perigo a que estará sujeito o abastecimento de água límpida para a população e, principalmente, para a indústria de gêneros alimentícios. É por isso que se deve ampliar tanto quanto possível a proteção das reservas de águas subterrâneas contra agentes poluidores, já que envolve grandes custos a transformação de águas superficiais em límpidas, potáveis e de consumo".

Quanto à poluição do mar, apesar dos alertas lançados por figuras populares como Jacque Costeau e movimentos de preservação do meio ambiente, a sensibilização ainda não surtiu efeito. Como afirma Lins da Silva (1978:165), "embora já esteja provado há pelo menos cinco séculos que a Terra é redonda, o homem continua se comportando como se fosse real a hipótese da Idade Média de que o oceano é infinito". E conclui, lembrando a metáfora de especialista da área: ..."todo o lixo do planeta continua sendo despejado nessa ‘cloaca gigantesca’, para usar a expressão consagrada de René Dubos" (1973:253).

Embora a resolução para o problema da fome no planeta esteja localizado no mar, a maioria das pessoas ignora que toda a vida marítima concentra-se em apenas 4% do corpo total das águas do oceano. Os outros 96%, na opinião de Thor Heyerdahl, "é tão pobre em vida quanto um deserto". E, justamente, nessa faixa de 4% do corpo d’água do oceano que o homem mais joga suas toneladas de lixo.

Tratamento de Esgoto

Coleta de Esgotos

Após a universalização do abastecimento de água potável em toda a região que atende a Sabesp está investindo na ampliação dos sistemas de coleta e tratamento de esgotos.

Os tipos de esgotos mais comuns produzidos nas cidades são o doméstico, o pluvial e o industrial. A água potável utilizada por uma pessoa, seja tomando banho, lavando louça ou apertando a descarga do vaso sanitário, produz esgoto doméstico. As águas das chuvas, após passarem pelos telhados, ruas e jardins são consideradas esgoto pluvial. E a água utilizada nos processos de produção industrial forma o chamado esgoto industrial.

Cada tipo de esgoto é constituído de diferentes substâncias, materiais e organismos. Todos esses agentes podem causar danos como proliferação de doenças, contaminação do solo e dos mananciais. Para evitar todos esses problemas são construídos sistemas de coleta de esgoto que promovem o afastamento da sujeira (boca-de-lobo, galerias, etc).

Através de diversas ações da Sabesp e da atuação da empresa no Projeto Tietê, no Litoral e Interior houve, nos últimos anos, um aumento considerável no serviço de coleta e tratamento de esgotos. Foram feitos investimentos pesados na ampliação das redes de coleta residencial e industrial e na construção de Estações de Tratamento de Esgotos (ETE´s), para onde é encaminhada a sujeira produzida pelas cidades. A Sabesp atua com responsabilidade na devolução da água ao meio ambiente, contribuindo para melhorar a qualidade de vida da população.

Tratamento de esgoto

Nas Estações de Tratamento de Esgotos (ETE´s), todos os componentes poluidores são separados da água antes de retornarem ao meio ambiente.

O Esgoto Bruto que chega às Estações passa por diversas etapas de tratamento, que acontece em duas fases, a sólida e a líquida.
A Sabesp procura cada vez mais soluções inovadoras para utilizar da melhor maneira possível os materiais resultantes do tratamento do esgoto, transformando-os em produtos.

PREND - Programa de Recebimento de Efluentes Não Domésticos
Um grave problema ambiental enfrentado pelas grandes cidades é ocasionado pela irresponsabilidade de algumas empresas que, clandestinamente, retiram seus esgotos com caminhões e os despejam em rios e represas. Pensando em reverter esse quadro e apresentar as melhores soluções ambientais aos empresários, a Sabesp criou o PREND - Programa de Recebimento de Efluentes Não Domésticos.

A Sabesp, considerada a melhor empresa das Américas em engenharia sanitária e ambiental, está estruturada para receber os efluentes não domésticos no sistema público de esgotos e encaminhá-los, conjuntamente aos efluentes domésticos, para as estações de tratamento. A indústria pode repassar para a Sabesp a responsabilidade pelo tratamento de seus efluentes, reduzindo o seu custo operacional e atendendo às exigências legais para o controle da poluição ambiental.

Se a região onde está localizada a indústria for provida de sistema público de esgotos e houver possibilidade técnica de ligação, a indústria deverá lançar seus efluentes no sistema. Caso contrário, a indústria poderá armazená-los em suas dependências e enviá-los a um Posto de Recebimento de Resíduos Líquidos da Sabesp, através de caminhões transportadores. Deve-se ressaltar que a Sabesp criou uma metodologia de trabalho a ser seguida pelas empresas e recebe apenas efluentes que não venha causar danos ao sistema coletor de esgotos, ao processo biológico do tratamento e à saúde dos operadores.

Flotação

Processo de flotação aplicado em cursos d´água
A técnica de flotação é utilizada em projetos de despoluição, como nos Lagos do Ibirapuera e da Aclimação, em São Paulo, e nos córregos que abastecem esses lagos. As Estações de Flotação instaladas nesses locais utilizam tecnologia 100% nacional para a limpeza das águas.

O primeiro passo é feito através de uma grade para retirar o lixo trazido pelas chuvas. A partir daí, são misturados à água diversos produtos químicos que reduzem a acidez e iniciam o processo de coagulação dos poluentes. As partículas poluidoras presentes na água se agrupam formando grandes flocos - aglutinação. Para que essa água não afunde, é injetado oxigênio por baixo do tanque - aeração. O ar gruda nas partículas sólidas, fazendo-as flutuar. Uma draga coleta todo esse lodo, que é encaminhado para as Estações de Tratamento de Esgoto, onde recebem o tratamento adequado antes de retornarem ao meio ambiente.

Tratamento de Esgotos por Lodos Ativados

O tratamento de esgotos é fundamental para proteger o meio ambiente. Através dele, toda a água retirada da natureza, após ser utilizada, retorna com uma carga mínima de poluição. O tratamento biológico de esgotos por lodos ativados, utilizado pela Sabesp, consiste em submeter a matéria orgânica presente nos esgotos A uma comunidade de microorganismos que são "cultivados" nas Estações de Tratamento de Esgotos (ETEs), para que promovam sua depuração (limpeza). O líquido devolvido ao rio tem cerca de 95% de remoção de sua carga poluidora.

Esses microorganismos utilizados no tratamento são conhecidos como decompositores. São os mesmos encontrados na natureza, só que nas estações de esgotos a quantidade é muito maior, devido às condições favoráveis para seu desenvolvimento, pois o alimento (matéria orgânica) é abundante. Esta comunidade de microorganismos é composta basicamente por bactérias, protozoários e micrometazoários.

Tecnologia de tratamento de esgoto

Sabesfértil

Essa tecnologia permite a transformação de grande parte do esgoto tratado nas cidades em Biossólido, um rico adubo para plantações agrícolas.

O biossólido é produzido a partir do lodo - a parte sólida resultante do processo de tratamento de esgotos. Esse material, rico em microorganismos, passa por diversos tratamentos e controles de qualidade, que garantem a sua higienização e eficácia para ser utilizado como fertilizante. Tal adubo é rico em matéria orgânica e nutriente, como nitrogênio e fósforo, essenciais para o desenvolvimento das plantas e para obtenção de boa produtividade.

O Sabesfértil foi desenvolvido na Estação de Tratamento de Franca e teve o reconhecimento oficial, pela primeira vez no Brasil. A partir desta aprovação, entende-se que o tratamento adequado de esgotos sanitários não gera somente resíduo, mas produtos aproveitados em diversas atividades.

O Sabesfértil tem sido utilizado para diversos fins, como, por exemplo, nos plantios de café e banana e por fábricas de papel, fazendo com que as árvores utilizadas como matérias-primas na produção cresçam mais rápido. Com isso, a área utilizada para o plantio pode ser reduzida, obtendo-se a mesma quantidade do produto final. O uso do biossólido não é recomendado em produtos que sejam consumidos crus ou em contato direto com o solo, como batata, cenoura e hortaliças.

O condicionador de solo Sabesfértil pode substituir a adubação mineral e não polui o ambiente, repondo ininterruptamente a matéria orgânica da terra e mantendo-a sempre em equilíbrio. Os resultados obtidos em áreas adubadas com o biossólido são notáveis e facilmente verificados na boa qualidade do solo, que permanece sempre fértil e na excelente qualidade dos produtos do plantio.

Medidas de diminuição de desperdícios de água

       Aqui, o uso da água segue em direção oposta a dos países desenvolvidos que, desde a década de 70, vêm adotando programas de conservação. Um deles é o desenvolvimento de tecnologias mais eficientes. Inúmeros países tornaram obrigatória a adoção de equipamentos sanitários mais econômicos no consumo de água.

        Na cidade do México, o governo substituiu três milhões e meio de válvulas por vasos sanitários com caixa acoplada, de 6 litros por descarga, resultando numa redução de consumo de 5 mil litros de água por segundo. Nos Estados Unidos, além de ser obrigatório o limite de 6 litros para a descarga, a legislação também limitou a vazão de chuveiros e torneiras em 9 litros de água por minuto, o que resultou numa redução de 30 por cento no consumo de água. Aqui no Brasil existem algumas experiências que estão sendo feitas pela SABESP em conjunto com o IPT e com a Escola Politécnica da USP. Uma delas foi realizada no Colégio Vera Cruz e vem dando bons resultados.

 

         A falta de planejamento em relação aos recursos hídricos precisa acabar. É necessário que haja administração racional, que não vise apenas aumentar a oferta de água com grandes investimentos em obras, mas se preocupe, principalmente, em conservar, preservar e reaproveitar a água que temos. A sua conservação exige, entre outras coisas, a coleta e o tratamento de esgotos, que atendem aos aspectos sanitários e legais. O controle da ocupação urbana e o tratamento dos esgotos são primordiais na proteção dos mananciais.

 

        Gastar mais de 150 litros de água por dia é jogar dinheiro fora e desperdiçar nossos recursos naturais.

 

         Você sabe quanto custa à água que consumimos? Um real cada mil litros. Parece pouco, mas esse custo poderá ser bem mais alto se a água não for utilizada de forma adequada, sem desperdícios. O cálculo da tarifa é progressivo: quanto maior o consumo, maior é o preço. A faixa de consumo de água por pessoa varia de 150 a 400 litros por dia.

         Se a água for usada com economia, de maneira racional, o consumo será menor. E a conta também. Vamos mostrar, na prática, como podemos economizar. Vamos começar verificando os vazamentos.

Para isso, você pode fazer alguns testes.

 

         Feche o registro do cavalete de entrada da água em sua casa. Abra uma torneira alimentada diretamente pela rede de água - por exemplo, a do jardim ou a do tanque - e espere até escoar. Pegue um copo cheio d'água e coloque-o na boca da torneira. Se houver sucção da água do copo pela torneira, é sinal que existe vazamento no cano.

         Outra maneira de detectar vazamento é fechar todas as torneiras e registros da casa e verificar se no hidrômetro, aparelho que mede o consumo de água, ocorre movimento dos números ou do ponteiro do relógio. Caso isso aconteça, certamente existe vazamento. Por exemplo, um pequeno buraco de dois milímetros, do tamanho da cabeça de um prego, vai desperdiçar em torno de 3.200 litros de água por dia. Esse volume é suficiente para o consumo de uma família de 4 pessoas, durante 5 dias, incluindo limpeza da casa, higiene pessoal, preparação de alimentos e água para beber.

 

          Os países desenvolvidos proíbem o despejo de esgoto industrial e doméstico sem tratamento nos rios e represas para garantir a reutilização segura dessas águas. A água de esgoto tratado não é potável, mas serve para usos menos nobres.

 

Veja algumas dicas de como economizar água - e dinheiro - sem prejudicar a saúde e a limpeza da casa e das pessoas.

 

           Não tomar banhos demorados. Cinco minutos no chuveiro são suficientes para um bom banho.


           Um dos recordistas do consumo de água no Brasil é o chuveiro. O banho de 15 minutos com ducha consome 135 litros de água por banho, com meia volta de água de abertura. Com o chuveiro elétrico comum, o mesmo banho vai consumir 45 litros. Uma grande economia pode ser conseguida se o tempo de banho for reduzido para 5 minutos e se o chuveiro ficar fechado enquanto a pessoa se ensaboa.

Outro detalhe: a ducha gasta 3 vezes mais do que o chuveiro comum.

           Existem modos econômicos também para lavar a louça, ensaboando com a torneira fechada e usando água só para enxaguar.

           Coloque o balde embaixo do chuveiro para armazenar a água enquanto não esquenta.
Essa água pode ser utilizada para outras atividades da casa, como colocar a roupa de molho ou lavar a roupa.

           Escove os dentes com capricho – e com a torneira fechada. Abra-a apenas para enxaguar. O mesmo vale para o momento de fazer a barba.

           Se a pessoa escovar os dentes em 5 minutos e fizer a barba em mais 5 minutos, deixando a torneira aberta, estará gastando 24 litros de água por dia, só com essas duas atividades, quantidade de água que uma pessoa poderia beber durante 12 dias.

          Se a pessoa fizer essas mesmas atividades de maneira mais econômica, ou seja, mantendo a torneira fechada e só usando água quando for necessário, gastará, em média, dois litros. A economia será de aproximadamente 22 litros por dia.

          Não use a privada como lixeira ou cinzeiro e nunca acione a descarga à toa, pois ela gasta muita água.

         Mantenha a válvula da descarga sempre regulada e conserte os vazamentos assim que eles forem notados

          Por exemplo, a válvula de descarga, que ao ser acionada gasta de 10 a 30 litros de água, foi substituída pela caixa acoplada ao vaso, que descarrega apenas 6 litros por vez.

        Evite usar o vaso sanitário como cesto de lixo. Papel, cotonete, algodão, pontas de cigarro não devem ser jogados no vaso. Se os 16 milhões de habitantes da Região Metropolitana de São Paulo deixar de usar uma descarga por dia por causa desse lixo jogado em lugar indevido, serão economizados cerca de 160 milhões de litros d'água diariamente, o que equivale ao abastecimento de uma cidade do porte de Santo André, na Grande São Paulo.

         Ao lavar a louça, primeiro limpe os restos de comida dos pratos e panelas com esponja e sabão e só aí abra a torneira para molhá-los. Ensaboe tudo que tem que ser lavado e então abra a torneira novamente para novo enxágüe.

         Só ligue a máquina de lavar louça quando ela estiver cheia.

         Na higienização de frutas e verduras utilize cloro ou água sanitária de uso geral (uma colher de sopa para um litro de água, por 15 minutos). Depois, coloque duas colheres de sopa de vinagre em um litro de água e deixe por mais 10 minutos, economizando o máximo de água possível.

         A cada copo de água que você toma, são necessários pelo menos outros dois copos de água para lavá-lo. Por isso, combata o desperdício em qualquer circunstância.

 

         Junte bastante roupa suja antes de ligar a máquina ou usar o tanque. Não lave uma peça por vez.

        Caso use lavadora de roupa, procure utilizá-la cheia e ligá-la no máximo três vezes por semana.

          Se na sua casa as roupas são lavadas no tanque, deixe as roupas de molho e use a mesma água para esfregar e ensaboar. Use água nova apenas no enxágüe. E aproveite esta última água para lavar o quintal ou a área de serviço.

          Use um regador para molhar as plantas ao invés de utilizar a mangueira.

 

           Se você tem uma piscina de tamanho médio exposto ao sol e à ação do vento, você perde aproximadamente 3.785 litros de água por mês por evaporação, o suficiente para suprir as necessidades de água potável (para beber) de uma família de 4 pessoas por cerca de um ano e meio aproximadamente, considerando o consumo médio de 2 litros / habitante / dia. Com uma cobertura (encerado, material plástico), a perda é reduzida em 90%.

         Adote o hábito de usar a vassoura, e não a mangueira, para limpar a calçada e o pátio da sua casa.

         Se houver uma sujeira localizada, use a técnica do pano umedecido com água de enxágue da roupa ou da louça.

         Use um balde e um pano para lavar o carro em vez de uma mangueira. Se possível, não o lave durante a estiagem (época do ano em que chove menos).

         Consertos de vazamentos na rua é responsabilidade da Sabesp. Se você vir um, ligue imediatamente para o 195 e nós vamos consertar.

         Já os consertos de vazamento dentro de casa são de sua própria responsabilidade. Quanto mais rápido você fizer isso, menor será seu prejuízo. Você sabia que um pequeno buraco de 2 milímetros num encanamento desperdiça até 3200 litros de água em um dia?

Depois de todo o tratamento da Sabesp, a qualidade da água que chega a sua casa é garantida. Mas, para que ela continue ideal, você também tem que fazer sua parte e manter sua caixa d’água limpa – ela deve ser lavada pelo menos a cada seis meses. Assim, a saúde de sua família estará sempre garantida.

 

           E a caixa d'água? Ela precisa ser limpa e desinfetada com cloro a cada seis meses, usando escova de fibra vegetal ou plástico macio.

           Nunca use sabão, detergente ou outro produto químico.

          A água clorada que foi usada na desinfecção da caixa pode ser utilizada para lavar quintal e banheiros, por exemplo. Não se esqueça de verificar a bóia. Quando desregulada, pode provocar elevadas perdas de água pelo ladrão. E o que é fundamental: mantenha a caixa sempre muito bem tampada, para evitar a entrada de insetos e pequenos animais, que podem contaminar a água e provocar graves doenças.

 

          Lavar o carro durante 30 minutos com abertura de meia volta na torneira consome de 216 a 560 litros de água por lavagem. Se você usar um balde de 10 litros para molhar o carro e mais 3 baldes para enxaguar, você estará consumindo 40 litros por lavagem. É uma economia significativa.

           É preciso evitar desperdícios. Uma torneira mal fechada, pingando, gasta 46 litros por dia, quantidade suficiente para matar a sede de uma pessoa por 20 dias. Se por descaso do usuário a torneira ficar aberta por 15 minutos com um quarto de volta, enquanto atende ao telefone, por exemplo, o gasto será de 108 litros. Com meia volta, 280 litros. Com uma volta completa, 380 litros de água serão gastos.

 

Doenças Hidrícas

Um dos principais desafios das administrações das grandes cidades é encontrar mecanismos de controle no processo de urbanização desenfreada. Com o adensamento populacional, o poder público precisa oferecer infra-estrutura e serviços que garantam a funcionalidade do sistema urbano com qualidade de vida para a população.

O serviço de distribuição de água potável é imprescindível para a garantia da salubridade e qualidade de vida dos habitantes das cidades. No caso da Região Metropolitana de São Paulo, a Sabesp, empresa responsável pelo fornecimento público, se utiliza de águas superficiais, em mananciais localizados principalmente na Bacia do Alto Tietê, operando de água potável: Baixo Cotia, Alto Cotia, Guarapiranga, Cantareira, Alto Tietê, Rio Claro, Rio Grande e Ribeirão da Estiva. A qualidade das águas dos mananciais e a preservação ambiental são fatores primordiais para garantir o abastecimento público.

Doenças de Veiculação Hídrica são aquelas transmitidas pela água. Muitas das doenças que afetam o homem podem ser transmitidas pelos microorganismos presentes no meio ambiente, e cerca de 80% das doenças dos países em desenvolvimento (como o Brasil) são provenientes da água de qualidade ruim. As enfermidades mais comuns que podem ser transmitidas pela água são: Febre Tifóide, Disenteria, Cólera, Diarréia, Hepatite, Leptospirose e Giardíase.
Existem também as doenças causadas pela presença de grandes quantidades de substâncias tóxicas ou nocivas na água. Muitas vezes elas não são percebidas pelo gosto, pela aparência ou pelo cheiro, mas podem provocar doenças e até mesmo epidemias. Para que isso não aconteça, é preciso estar sempre atento à qualidade da água, que deve ser potável.

Água Potável é aquela que é limpa e transparente, não contém microorganismos nem substâncias que possam transmitir doenças ao ser humano. Para que a água distribuída na casa das pessoas seja potável, as empresas de saneamento, como a Sabesp, procuram retirar a água de lugares limpos e utilizam diversos produtos e tecnologias que controlam a quantidade de substâncias da água, garantindo a saúde da população.

Além disso, é preciso tomar alguns cuidados a mais para se proteger, lavar a caixa d´água a cada seis meses, não deixar acumular água em latas, vidros e pneus e não usar água de córregos e de enxurradas. Os cuidados com a higiene pessoal e com a limpeza da casa também são fundamentais para ficar livre das doenças.

SABESP

O que é a Sabesp?
Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo. Falar a respeito da empresa e os locais onde atua localizar o Estado de São Paulo no mapa do Brasil, a cidade de São Paulo no mapa do Estado.

O que a Sabesp faz?
A Sabesp trata a água que vem dos rios para chegar a nossa casa, para beber, tomar banho, cozinhar, lavar, etc

O objetivo da SABESP é atender às necessidades de saneamento ambiental: planejar, executar e operar sistemas de água potável, esgotos e efluentes industriais, melhorando a qualidade de vida da população e preservando o meio ambiente.

O serviço que a Sabesp presta é cuidar da saúde da população, levando a água tratada e coletando o esgoto, evitando a contaminação dos mananciais e a proliferação de doenças.
A Sabesp tem consciência de que a água, cada vez mais, é um bem raro e finito. Por isso, contribui para proteger e reabilitar os mananciais.

Mesmo sem responsabilidade direta sobre os mecanismos que regem a qualidade das águas brutas utilizadas para o abastecimento, a empresa tem uma postura ativa para induzir e dinamizar o setor no sentido de seus interesses. São desenvolvidos diversos projetos de conscientização, com elaboração de cartilhas e ações em escolas e junto à população.

A Sabesp também investe na Capacitação em Planejamento, Gestão e Operação de Mananciais, além de inovação tecnológica para emprego nas ações. O objetivo é criar condições de sustentabilidade econômica e ecológica nos seus projetos, atuando com responsabilidade na coleta e na devolução da água ao meio ambiente.

Sistemas de Captação e Tratamento

Região Metropolitana de São Paulo

A Sabesp produz cerca de 63 mil litros de água por segundo para atender os habitantes da região metropolitana de São Paulo. São 30 cidades operadas, além de 7 municípios (Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, Guarulhos, Mogi das Cruzes, Diadema e Mauá), que compram água da empresa por atacado.

Com área conturbada, onde há alta densidade populacional, a região metropolitana de São Paulo é circundada por um cinturão verde de onde é retirada a água, para diversos usos: abastecimento público, indústrias, agricultura, geração de energia, lazer, transporte, diluição de poluentes etc.

A Sabesp opera, na Região Metropolitana de São Paulo, oito sistemas produtores de água:

Reuso de água

Uma das saídas encontradas para minimizar os danos ambientais é a reutilização da água

Os objetivos são as proteções da saúde pública, manutenção dos ecossistemas e uso sustentado da água.

Reuso é a utilização da água por mais de uma vez, depois de um tratamento adequado. Isto ocorre espontaneamente na própria natureza, no ciclo hidrológico, ou através da ação humana, de forma planejada ou sem controle. O Reuso Planejado da água pode ser feito para fins potáveis ou não potáveis, tais como recreacional, recarga de lençol freático, geração de energia, irrigação, reabilitação de corpos d' água e industrial.

Alguns exemplos:

 Na Índia, alguns prédios utilizam água de reuso (obviamente, tratada e sem cheiro) em seus sistemas de ar condicionado.

 Na Califórnia (Estados Unidos), a agricultura estava diminuindo drasticamente o volume de água nos lençóis subterrâneos. Foi desenvolvido um processo de tratamento do esgoto para o reuso. Dessa forma, a água foi utilizada para reabastecer os lençóis freáticos (mananciais cuja água é retirada também para fins potáveis).

 No Brasil, o assunto começa a ser discutido de forma séria. A Sabesp já fornece água de reuso para utilização em processos industriais, lavagem de calçadas, entre outros. Para saber mais, acesse o conteúdo "Reuso das Águas".

Esse programa pretende alcançar três importantes elementos que coincidem com os objetivos da Sabesp: proteção da saúde pública, manutenção da integridade dos ecossistemas e uso sustentado da água.

A água de reuso é produzida dentro das Estações de Tratamento de Esgoto e pode ser utilizada para inúmeros fins, como geração de energia, refrigeração de equipamentos, em diversos processos industriais, em prefeituras e entidades que usam a água para lavagem de ruas e pátios, irrigação e rega de áreas verdes, desobstrução de rede de esgotos e águas pluviais e lavagem de veículos.

Dentre as inúmeras vantagens da utilização da Água de Reuso, destaca-se a economia no valor do custo da água utilizada e a diminuição do volume de água bruta retirada dos mananciais. Cada litro de água de reuso aproveitado representa um litro de água potável destinada para uso mais nobre: o consumo humano.

O Reuso Planejado de água faz parte da Estratégia Global para a Administração da Qualidade da água proposta pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente e pela Organização Mundial da Saúde. Nela se prevê o alcance simultâneo de três importantes elementos coincidentes com objetivos estratégicos da Sabesp:

1. Proteção da Saúde Pública
2. Manutenção da Integridade dos Ecossistemas
3. Uso Sustentado da água

Isto quer dizer que, para a Sabesp, a reutilização da água vai além do atendimento de demandas circunstanciais.

A Sabesp já realiza - e vai ampliar ainda mais - o reuso planejado de água em suas instalações de tratamento de água (recirculação de água de lavagem de filtros, por exemplo) e de esgotos. Para o setor industrial, a empresa está aberta a negócios em torno do reuso da água com sistemas apropriados de distribuição. A reutilização da água apresenta atrativos como menor custo, confiabilidade tecnológica e suprimento garantido. No aspecto qualidade, os riscos inerentes são gerenciados com adoção de medidas de planejamento, monitoramento, controle e sinalização adequados.

Os principais processos industriais que permitem o uso de água reciclada são os de produtos de carvão, petróleo, produção primária de metal, curtumes, indústrias têxteis, químicas e de papel e celulose. Exemplo disso é o acordo feito entre a Sabesp e a Coats, empresa fabricante das Linhas Corrente, que utiliza a água de reuso nos processos de lavagem e tingimento dos produtos.

Há também a possibilidade de fornecimento da água reciclada para outros segmentos. A prefeitura de São Caetano do Sul utiliza a água produzida na Estação de Tratamento de Esgotos do ABC para lavagem de ruas e pátios, irrigação e rega de áreas verdes, desobstrução de rede de esgotos e águas pluviais e lavagem de veículos.

O reuso planejado de água é um bom negócio. A Estação de Tratamento de Esgotos de Barueri, por exemplo, com capacidade atual de 9,5 mil litros de esgotos por segundo, com remoção de 95% da carga poluidora - lança a maior parte do esgoto tratado no rio Tietê. Todavia, representa um recurso de grande valor: a partir de soluções tecnológicas apropriadas, toda essa água deve ser fornecida para usos específicos, poupando-se grandes volumes de água potável. Uma parte da Água de Reuso é utilizada no processo de refrigeração de equipamentos da estação.

Um acordo feito com a Prefeitura do Município de Barueri, em junho de 2002, autoriza a criação de um pólo industrial, onde a água de reuso será destinada às indústrias do núcleo industrial a ser instalado próximo à Estação de Tratamento de Esgotos de Barueri, podendo ser utilizada para limpeza de pátios, veículos, e resfriamento de caldeiras e no próprio processo industrial.

Estudos preliminares indicam que o efluente tratado na estação Barueri para reuso planejado industrial tem um custo significativamente menor que a média tarifária industrial praticada atualmente na Região Metropolitana de São Paulo. O reuso planejado da água representa, ainda, a possibilidade de ganhos pela economia de investimentos e pela comercialização de efluentes hoje descartados. A Sabesp tem consciência de que suas atividades, no contexto de sua visão sócio- ambiental, fortalecem-na para atender clientes e acionistas e competir num mercado cada vez mais exigente.

Hidrômetros Individuais em Prédios

Muitas pessoas acham que a Sabesp é contra o hidrômetro individual em prédios, mas se trata de um engano. Para a empresa, é excelente que os responsáveis pela construção de novos edifícios ou os administradores de condomínios adotem esse tipo de solução, que vão ao encontro dos objetivos da empresa.

A individualização dos hidrômetros por apartamento não interfere nas atividades da Sabesp, pois a leitura continua sendo feita em um único hidrômetro: o da entrada do prédio. Cabe à administração do condomínio a apuração dos consumos de cada unidade e a divisão do consumo de água de uso comum.

O ponto central dessa questão é a economia de água. Desde 1995, a Sabesp desenvolve campanhas de educação para o Uso Racional da Água, promovendo a conscientização e a mudança de comportamento da população em relação à utilização da água, o que gera economia e contribui com a preservação dos recursos hídricos, um bem cada vez mais escasso no planeta.

A instalação dos hidrômetros individuais não resolve o problema de desperdício, mas é uma forma mais justa de utilização da água, na medida em que cada cliente paga somente pelo que consumiu, mais a parte que lhe cabe pelo uso comum.

A maior dificuldade encontrada para a medição individual é que, em prédios já construídos, a obra de instalação dos hidrômetros mostra-se inviável devido aos custos elevados, pois é necessária a troca quase total das instalações hidráulicas internas, além de um sistema de medição que exige um remodelamento técnico e administrativo do imóvel. Em empreendimentos novos, a solução é mais fácil, pois os hidrômetros individuais podem ser previstos na concepção do imóvel.

Despoluição de Mananciais

Despoluição de Lagos e Córregos

Consciente de sua responsabilidade social, a Sabesp age para cuidar bem do meio ambiente, preocupada diretamente com a qualidade de vida dos municípios e da sua população. Os Projetos de Despoluição de Lagos e Córregos refletem essa preocupação da empresa. Entre os programas de maior destaque, estão à despoluição dos Lagos da Aclimação, do Ibirapuera e do Horto Florestal, na região metropolitana de São Paulo.

A sujeira de parques e ruas das cidades, esgotos clandestinos, falta de cuidados e diversos outros fatores contribuem para poluir córregos e lagos localizados em áreas urbanas, impedindo que a água se renove. Sujos e sem oxigênio, os lagos vão perdendo a vida, os peixes vão desaparecendo e o mau-cheiro vai ficando cada vez mais intenso.

A Sabesp estuda as melhores soluções para cada caso e se utiliza de diversas técnicas para a despoluição dos lagos e córregos. Uma tecnologia inovadora desenvolvida pela empresa é a Estação de Flotação, que retira as impurezas da água tornando-a mais limpa e oxigenada, criando um meio ideal para o retorno dos peixes e eliminação do mau-cheiro.

Os cursos de água que cortam a área urbana da Região Metropolitana de São Paulo apresentam má qualidade e alguns dos mananciais estão próximos dos limites da capacidade de potabilização. Todos os mananciais, inclusive os protegidos por lei, estão submetidos, em maior ou menor grau, aos efeitos da ocupação desordenada e uso inadequado do solo e aos efeitos da poluição ambiental.

Considerando as áreas de mananciais, normalmente o processo de degradação é determinado pela expansão urbana desordenada, pela incompatibilidade de seus usos em relação às características físico-ambientais e pelo lançamento de esgotos doméstico e industrial, sem qualquer tratamento, diretamente nos cursos dos rios.

Mesmo sem responsabilidade institucional direta sobre os mecanismos que regem a qualidade das águas brutas que utiliza, a Sabesp tem uma postura ativa para resolver os problemas que comprometem a qualidade da água. Um exemplo de prejuízo ambiental causado pela ocupação desordenada do solo é a represa Guarapiranga, que abastece cerca de 3,5 milhões de pessoas na Grande São Paulo. Com a ocupação dos arredores da represa (aproximadamente 650 mil pessoas vivem na região), esgotos clandestinos e lixo começaram a poluir suas águas. Esses dejetos, entre outros danos, contribuíram para a proliferação das algas azuis, que liberam substâncias que comprometem o gosto e odor da água. Graças ao programa Guarapiranga, instituído pelo Governo do Estado de São Paulo em 1992, cerca de 22 mil famílias deixaram de viver em favelas, 459 hectares de áreas foram preservados, seis parques foram construídos e novos aterros sanitários inaugurados. Esse conjunto de ações contribuiu de maneira eficaz para a melhoria da qualidade da água.

Além da Represa Guarapiranga, a Sabesp desenvolve ações de recuperação e conservação de outros mananciais da região metropolitana de São Paulo, como a Represa Billings e o Sistema Cantareira. É importante ressaltar que, mesmo em condições adversas, a Sabesp sempre fornece água de qualidade à população.

Outro problema decorrente da alta concentração populacional está no limite de capacidade sustentável dos sistemas produtores. Não é possível retirar da natureza uma quantidade de água bruta que vá comprometer o abastecimento público no futuro. Por isso, a Sabesp atua na reversão de possíveis danos que possam acontecer com a superexploração dos mananciais, evitando a degradação ambiental e garantindo o abastecimento público com qualidade.

Rio Tiête

O Rio Tietê nasce no município de Salesópolis, na Serra do Mar em São Paulo, e deságua no Rio Paraná, na divisa com o estado de Mato Grosso do Sul. Ao contrário de outros cursos d'água, o rio se volta para o interior e não corre para o mar, característica que o tornou um importante instrumento na colonização do país.

No século XVI, o rio ainda recebia o nome de Anhembi e servia de trilha para expedições que procuravam índios, ouros e pedras preciosas. Mais tarde, ao ter sua navegação aperfeiçoada, diversos povoados foram fixando-se à beira do rio. Surgiram assim os vilarejos de Santana do Parnaíba, Porto Feliz, Pirapora de Bom Jesus, Tietê, Moji das Cruzes, entre outros. Anos depois, com a expansão da agricultura, ferrovia e rodovia, os vilarejos foram crescendo, sempre aproveitando os recursos hídricos do rio Tietê.

Tietê significa rio verdadeiro na língua tupi. T i= água e Etê = verdadeiro.

O mais antigo documento cartográfico do rio foi desenhado em 1628 pela expedição de D. Luiz de Céspedes Xeria, Governador do Paraguai.
Em 1726 foram registrados quase 200 acidentes graves por causa das más condições de navegação no leito do rio.

Nas décadas de 20 e 30 o Rio Tietê era palco de competições de esportes náuticos, como o remo.

Em seus quase 1.100 quilômetros de extensão, que cortam o Estado de São Paulo de leste a oeste, o Rio Tietê possui diversas represas que abastecem regiões, geram energia, incentivam a navegação pluvial e proporcionam lazer. Embora seja apenas um filete de água em Salesópolis, recebe a vazão de quase 30 pequenos afluentes e vai tornando-se um rio volumoso.

Ainda em Salesópolis, o Rio Tietê é limpo e atua inclusive como atração turística da cidade. Em seguida, perto de Mogi das Cruzes, o rio passa a receber diversos resíduos industriais e domésticos, atingindo seu pior grau de poluição ao longo da cidade de São Paulo. Depois que sai da capital, com a ajuda de processos naturais como a ação de bactérias que "limpam" a sujeira e acidentes geográficos como quedas d'água, o rio volta a se reabilitar. A partir da cidade de Barra Bonita, o rio está novamente limpo e segue assim até o encontro com o Rio Paraná.

Embora seja de fundamental importância para as populações destas cidades, a preservação do Rio Tietê na capital paulista só começou efetivamente em uma ação iniciada em 1992, o Projeto Tietê. O programa, de responsabilidade da Sabesp, tem como meta recuperar o rio ao longo da cidade de São Paulo, evitando que o esgoto de indústrias e residências chegue até seu leito sem tratamento.

O projeto foi elaborado em duas etapas de execução. Os objetivos da primeira etapa (1992 - 1998) eram estender o serviço de coleta de esgotos a mais 250.000 famílias, ampliando o percentual da população urbana atendida pela Sabesp de 63%, em 1992, para 83%, em 1999; e ampliar a capacidade de tratamento de esgotos na rede da Região Metropolitana de São Paulo, elevando o índice de esgotos tratados de 20% para 60%, no mesmo período.

Concluída esta primeira fase, a segunda (2000 - 2004) pretende atingir objetivos tão ambiciosos quantos os da etapa inicial. Serão construídos mais mil quilômetros de redes coletoras de esgotos, e as estações de tratamento já existentes receberão um volume ainda maior de resíduos.

Além destas obras, a Sabesp desenvolve ainda programas de apoio para a preservação do Rio Tietê. Na primeira etapa, em uma parceria com a Cetesb, a empresa realizou o monitoramento de 1250 indústrias. Já na segunda fase serão fiscalizados mais 290 grandes poluidores industriais.

Outra parceria é com a organização SOS Mata Atlântica, com a qual desenvolve um amplo projeto de educação ambiental para conscientizar as pessoas a primeiramente ligarem os esgotos às novas tubulações de redes e a dispor o lixo de modo correto. Desta forma, a Sabesp contribui de maneira ativa para a revitalização do Rio Tietê na capital paulista. Uma ação que resultará numa qualidade de vida melhor para toda população do estado de São Paulo.

Projeto Tietê

Considerado um dos maiores projetos ambientais da América Latina, o Projeto Tietê tem como objetivo ampliar a coleta e o tratamento de esgotos da população da Região Metropolitana de São Paulo para reduzir o lançamento de poluentes nos rios e córregos e melhorar a qualidade da água do principal corpo de água: o Tietê. Ele foi criado pelo Governo do Estado de São Paulo em 1992 e envolve outros órgãos como Cetesb, DAEE (Departamento de Águas e Energia Elétrica) e prefeituras. O programa está dividido em fases, sendo que a primeira (1992-1998) foi concluída e a segunda, em andamento, deve ser implementada até 2005.

A primeira etapa propiciou excelentes resultados. Os índices de coleta passaram de 70%, em 1994, para 79% em 2001. Já o tratamento saltou de 24 para 65%, no mesmo período. A mancha de poluição no Interior do Estado, recuou 120 quilômetros e hoje é possível encontrar peixes na região entre Salto e Itu.

Veja também a divulgação de informações do 1º trimestre 2003 - BID /OC-BR

Agora, na segunda etapa, as obras a cargo da Sabesp trazem mais benefícios permanentes à população da Região Metropolitana. O principal objetivo é encaminhar o maior volume de esgotos às Estações de Tratamento, possibilitando a ligação às redes coletoras de mais de 400 mil famílias. Com isso será possível atender 82% dos moradores da Região Metropolitana de São Paulo com serviços de coleta de esgotos.

Benefícios do Projeto

Os ganhos são muitos: benefício direto a cerca de 1,2 milhão de pessoas com a coleta de esgotos, geração de 75 mil novos empregos, durante a execução do Projeto. Haverá o monitoramento da qualidade das águas do rio Tietê e seus afluentes e melhora das condições sanitárias para 17,5 milhões de habitantes da RMSP, além dos municípios do Interior do Estado banhados pelo Tietê. Em saúde pública, haverá redução de custos em medicina curativa, diminuição de doenças de veiculação hídrica e queda nos índices de mortalidade infantil.

Extensão das obras

As obras físicas vão ocorrer principalmente na Bacia do rio Pinheiros, com reflexos nas represas Billings e Guarapiranga, utilizados para abastecimento público e para o lazer. Para afetar o mínimo possível o cotidiano das pessoas, uma equipe do Núcleo de Atendimento da Sabesp estará à disposição dos moradores e comerciantes da região para informar, diariamente, sobre o andamento do projeto, seus benefícios e o andamento das obras. Em parceria com a Fundação SOS Mata Atlântica, será feito um trabalho de educação e conscientização ambiental.

Investimentos

Os investimentos da segunda fase chegam a US$ 400 milhões, metade aplicada pela Sabesp, em parceria com o BNDES, e a outra metade financiada pelo BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), que considerou os resultados da primeira etapa extremamente satisfatórios, endossando a importância e seriedade do projeto, que vai muito além de um programa de saneamento básico.

A despoluição do rio Tietê é fundamental para o Estado de São Paulo.
A exemplo do que aconteceu com o Rio Tâmisa, na Inglaterra, estima-se que serão necessários anos de trabalho para alcançar a recuperação do rio através das obras de esgotos.

Reabilitação do Sistema Cantareira

Para a construção deste complexo gigantesco, em 1966,
foram feitas interligações por túneis e canais das represas que abastecem o Sistema.

As obras exigiram a extração de grandes quantidades de argila e rochas, causando impactos ambientais que foram se agravando com o tempo. Desde 1996, a Sabesp desenvolve um trabalho de reflorestamento, restauração do solo e repovoamento da fauna nas áreas degradadas.

Programa Guarapiranga

A crescente ocupação populacional na região da Bacia Guarapiranga vem ocasionando problemas crescentes no reservatório. Neste programa complexo, que envolve diversos órgãos municipais e estaduais, a Sabesp atua na ampliação do sistema de coleta e afastamento de esgotos que poluem a água, além de desenvolver projetos e estudos tecnológicos para melhorar a qualidade dos serviços na região.

Projeto Billings

A água da Represa Billings é utilizada para diversos fins, como controle de enchentes, geração de energia elétrica e abastecimento à população. Com as transformações da região metropolitana, a poluição do reservatório aumentou, e diversas medidas estão sendo tomadas para cessar o processo de degradação. A Sabesp vem atuando no monitoramento e controle da qualidade da água utilizada para abastecimento público.

Plano de Conservação do Sistema Cotia

Localizado a oeste da Região Metropolitana de São Paulo, o sistema é composto por dois subsistemas produtores de água: o Alto Cotia, que recebe água de excelente qualidade protegida pela Mata Atlântica e o Baixo Cotia, que está entre os mananciais mais degradados do Estado. O plano elaborado pela Sabesp realiza diversas ações, como a ampliação da coleta e reversão de esgotos domésticos e efluentes de rios que compõem o sistema, reduzindo os elementos poluidores da água.

Viveiros Florestais

Os viveiros são elementos essenciais na reabilitação ambiental e conservação dos recursos vivos para o desenvolvimento sustentável. A Sabesp desenvolve vários projetos, como os Viveiros Florestais de Vargem e Morro Grande, onde são feitos os processos de coleta, beneficiamento de sementes, produção de mudas, manejo, conservação e limpeza. Todo esse investimento tem como objetivo atingir o equilíbrio natural nas áreas dos mananciais, para garantir a qualidade da água e a saúde da população.
Além dessas ações, a Sabesp também investe em programas de educação e conscientização da população em relação aos mananciais e tecnologias como Reuso da água e Bóias de Monitoramento.

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