História

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Engenho dos Erasmos: Cidade de Santos

Engenho dos Erasmo

 

Importância de se preservar, conhecer a historia, e nos ajudar a entender como foi à vida dos nossos antepassados, na nossa região e país.

 

Localização no morro do Jabaquara e Nova Cintra, área de Mata Atlântica, cercada com manguezais e rios que foram canalizados, o principal é o São Jorge.

 

Engenho construído em 1534 pela família dos Erasmos Schetz, com a finalidade de processar a cana de açúcar e vender o açúcar para o exterior que estava em alta por causa do chocolate.

 

Foram usados na construção os índios e posteriormente no trabalho os negros. Funcionou como engenho por volta até 1881. Fabricaram outros produtos como mandioca, arroz, café e aguardente.

As ruínas que restaram são construídas com óleo de baleia, sambaqui e pedras, possuindo entradas para a utilização de armas.

 

O engenho foi atacado por piratas e corsários, o mais famoso é o Thomas Cavendish que ateou fogo no engenho e na cidade.

 

Havia um grande fosso utilizado provavelmente para guardar o açúcar e protegê-lo de ataques de piratas, mas pode ter sido usado para castigarem negros e índios rebeldes.

 

Há um cemitério com ossos de pessoas que trabalharam e viveram ali.

 

Havia uma maquete mostrando como era o engenho. Havia alem das estruturas com casa, moinho de água, cemitério, fosso, galeria e elevações para evitar enchentes, toda a produção era escoada pelo rio São Jorge, o engenho mudou de lugar algumas vezes provavelmente por questões de segurança e captação de água.

 

O engenho foi montado bem no centro da ilha para evitar ataques de piratas.

 

Hoje é controlado pela USP.        

 

Interação meio ambiente e ruínas, a presença da mata preservada serviu para proteger o engenho de ser destruído pela especulação imobiliária.

 

 

Museu do Porto / Cidade de Santos

Museu do Porto

 

O Material utilizado na sua construção da casa foi óleo de baleia, sambaqui e pedras.

A Casa possuía janelas e portas grandes para facilitar a ventilação e evitar a proliferação de doenças, foi construído para abrigar o centro administrativo do Porto em 1906, posteriormente transformou-se em museu em 1989.

 

A Função do Museu é contar a Historia do Porto e do crescimento da cidade de Santos.

 

Podemos encontrar em exposição, divididos em salas ambientes os seguintes materiais:

 

  • Sala com mapa do porto antigo.
  • Sala com quadros antigos de benedicto calixto
  • Sala com material de navegação e replica do titanic
  • Sala com material médico
  • Sala com material de escritório
  • Sala com mapa do porto atual.
  • Sala que fala da usina de itatinga
  • Porão com materiais pesados na fabricação de peças para o porto 

O Porto de Santos foi durante muito tempo considerado um porto inseguro, por esse motivo a Princesa Isabel, incentivou uma série de mudanças criando assim o “Porto organizado”:

Tendo a Função de melhorar as condições do Porto para os trabalhadores e para exportações de produtos.

As diferenças entre o porto antigo e do porto organizado é que o porto no modelo antigo era feito de estruturas de madeira, manguezais, falta de estruturas para os navios ancorarem, sem salários e sem regras de trabalho, com a criação do chamado porto organizado, tudo isso mudou.

 

Principal produto exportado no porto organizado foi o café e do não organizado foi o açúcar.

 

Os Fundadores da companhia docas de santos foi Candido Gaffree e Eduardo Guinle

Administradora do porto atualmente: CODESP (COMPANHIA DOCAS DO ESTADO DE SÃO PAULO)

 

 

História da Câmara de Santos

Sala Princesa Isabel: recanto de histórias e significados A sala Princesa Isabel, mais conhecida como plenário da Câmara é considerada a coqueluche do palácio. Um lugar encantador que reserva ao visitante sua magnífica estrutura, adornada de acontecimentos históricos através dos quadros, pinturas nas paredes lustres, móveis e vitrais que ressaltam a sua beleza formada um conjunto harmonioso de arquitetura que inspira o poder. Assim que entramos na sala, conferimos à imagem de Martim Afonso de Souza, fundador da Vila de São Vicente, à direita. À esquerda, próximo à outra entrada, acha-se a pintura de Brás Cubas, fundador da Vila de Santos. Atrás das galerias, constituídas em estilo de arena para que as pessoas possam assistir aos eventos realizados no plenário, há mais quatro pinturas na parede, de autoria de R. Mertig, da esquerda para a direita, a pintura retrata os transportes marítimos e ferroviários, portanto, representando o nosso Porto, a economia. Em seguida, a agricultura, depois a deusa romana Minerva - sob a luz da sabedoria - e por último, vem à indústria, cujo advento deu um grande salto para o desenvolvimento no início do século 20. Já os quatro vitrais retratam a maternidade, a justiça, a liberdade e a nacionalidade. Sobre as escadas da sala há dois quadros. Próximo a primeira entrada, a pintura revela a chegada de Martim Afonso de Souza e sua expedição pela Ilha de Santo Amaro, região que pertencia a Santos e hoje se localiza a cidade de Guarujá, de autoria da Mini Alfaia. Já na sua segunda entrada, está o Forte São João da Barra ou da Bertioga, antiga Fortaleza de São Tiago, da mesma artista plástica. Acima da Bancada da Mesa Diretora, onde ficam o presidente do legislativo e os secretários, está o belíssimo quadro da Princesa Isabel, obra de Ângelo Cantú, intitulada "A Redentora". A Sala Princesa Isabel recebeu este nome para ladear esta figura legendária de história do Brasil que entre outros feitos, assinou a Lei Áurea. Todavia, transferência desta mesma sala das sedes anteriores da Câmara a fim de se preservar a homenagem concedida à princesa. O plenário é ornado por quatro vitrais, que retratam a maternidade, justiça, liberdade e nacionalidade. Há ainda obras de arte, entre elas o belo quadro da Princesa Isabel, de Ângelo Cantú, instalado acima da bancada da Mesa Diretora, onde ficam o presidente do Legislativo e os dois secretários, e quatro pinturas de parede, de autoria de R. Merting, retratando os transportes marítimo e rodoviário, a agricultura e a indústria. Destaca-se ainda na Sala Princesa Isabel um conjunto de 12 lustres em cristal da Bohêmia – a peça central pesa nada menos que 300 quilos e impressiona os visitantes por sua beleza e efeitos decorrentes de sua iluminação. Câmara Um pouco de História Data de 1547 o primeiro Conselho da Vila de Santos (à época denominada Enguaguaçu), integrado pelos fundadores do povoado - “homens bons da terra”, conforme registra o historiador Francisco Martins dos Santos. Com poderes hoje pertinentes à Câmara e à Prefeitura, esse conselho, composto de “juis ordinário, dois ou três vereadores, um escrivão e um procurador”, reunia-se em modesta edificação, onde atualmente encontra-se instalada a Alfândega. Em carta datada de 3 de abril de 1555, D. Duarte da Costa, segundo governador-geral do Brasil, que sucedeu Tomé de Souza, comunica a D. João III a existência do conselho Trinta e oito anos mais tarde, o prédio onde funcionava a representatividade do povoado foi requisitado para a instalação de uma igreja, mosteiro e colégio dos padres jesuítas, obrigando o conselho a adquirir terreno e imóvel no Largo do Carmo, local que hoje seria o meio da Praça da República, em frente à Igreja do Carmo. De acordo com o memorialista Bandeira Júnior, membro do Instituto Histórico e Geográfico de Santos, o conselho ocupava o primeiro andar da construção e o térreo abrigava a cadeia. Apesar da grande importância política dos conselheiros, uma vez que ainda não havia a figura do prefeito, apenas em 1795 é que a história acusa o primeiro registro oficial do Poder Legislativo, com livros de vereança e o número 1 das Atas da Câmara. Durante o Império, os conselhos passaram a ter sete integrantes, número que aumentou para oito e depois nove. Já na República, esse total passou a ser de onze vereadores. Diz a história que, até 1829, os vereadores, responsáveis pela administração da Cidade, eram escolhidos entre os donos de terras da região ou mesmo padres. Houve uma época, inclusive, que o povo chamava o Legislativo de Câmara dos Padres – além do presidente, três vereadores eram sacerdotes. Em função dos riscos de desabamento do prédio instalado onde hoje se encontra a Praça da República, em 1870 as atividades da Câmara foram transferidas para o casarão da Praça dos Andradas – a Casa de Câmara e Cadeia, que se encontrava em construção há 30 anos. A exemplo do primeiro prédio, o Legislativo também ocupou o primeiro andar, com a cadeia no térreo. Em 1896, a Câmara mudou-se para o palacete do comerciante português Comendador Manoel Joaquim Ferreira Neto, no Largo Marquês de Monte Alegre, prédio que ocupou por 43 anos. Conjunto arquitetônico em estilo neoclássico, os casarões, utilizados como residência até 1895, foram considerados a maior edificação da província de São Paulo à época – o primeiro bloco é datado de 1867 e o segundo, de 1872. A título de curiosidade, a partir de 1940 os imóveis foram utilizados como escritório de café, bar, restaurante e hotel. Um incêndio, em 1985, transformou um dos blocos em ruínas e, no ano seguinte, uma das paredes desabou. Em 1992, outro incêndio consumiu o que restou dos casarões e a Prefeitura realizou obras de consolidação das paredes. Em 1945, a Câmara passou a ocupar espaços no prédio da Prefeitura, na Praça Mauá. A edificação, com seis andares, começou a ser construída em 1936 e sendo inaugurada em 26 de janeiro de 1939, dia da comemoração do centenário da elevação da Vila de Santos à categoria de Cidade. Sempre ativa e palco de ferrenhas lutas políticas na busca de soluções para a comunidade e para a Cidade, a Câmara enfrentou seu momento mais difícil no período da repressão política do golpe militar de 1964. Em 8 de maio de 1969, um Ato Complementar do marechal Arthur da Costa e Silva fechou o legislativo, logo após cassar a autonomia da própria Cidade. Só 14 meses depois a Câmara foi reaberta, a 8 de julho, sob intervenção militar. A partir de então, foi um dos pontos de apoio da campanha popular pela autonomia político-administrativa, reconquistada finalmente em 1984. Em junho de 1999, o gabinete dos 21 vereadores e os setores administrativos da Câmara (Gabinete de Assessoria Técnico-Legislativa, Diretoria Legislativa, Diretoria Administrativa e Diretoria de Processamento de Dados) foram transferidos para a Rua XV de Novembro 103/109, também no Centro. O prédio, alugado pela Câmara, foi construído no terreno onde existiu a casa da família do Patriarca da Independência, José Bonifácio de Andrada e Silva. No dia 28 de dezembro de 2000, o Legislativo inaugurou, nesse mesmo imóvel, seu segundo plenário, denominado Ulysses Guimarães, construído em parceria com a Prefeitura e a iniciativa privada. No local, com capacidade para 250 pessoas, são realizadas audiências públicas e reuniões, dentre elas as da Comissão de Justiça e Redação, abertas à comunidade. Mas é no prédio da Prefeitura que se encontra instalada a Sala Princesa Isabel, centro nevrálgico do Poder Legislativo. Nesse espaço de grande beleza arquitetônica, a Câmara realiza as sessões ordinárias (às segundas e quintas, a partir das 18 horas), as sessões extraordinárias, algumas audiências públicas e solenidades de outorga de títulos e medalhas. http://www.camarasantos.sp.gov.br/noticia

História do Distrito de Vicente de Carvalho

Vicente de Carvalho é um distrito do município brasileiro de Guarujá, no litoral do estado de São Paulo.

No dia 30 de dezembro de 1953, quando ainda se denominava Itapema, por um decreto do governo do estado, foi elevado à condição de distrito de Guarujá. Desde essa época não parou de crescer e abriga hoje 50% da população do município, estimada em 280 mil habitantes.

A avenida Tiago Ferreira é seu coração comercial com mais de quatrocentos estabelecimentos e em seu trecho final localiza-se a estação das barcas e catraias por onde circulam diariamente cerca de vinte mil pessoas em direção ao sistema de travessia com destino à cidade de Santos do outro lado do estuário onde se localiza um dos maiores portos do mundo.

O distrito apresenta uma diversidade cultural, com forte presença de nordestinos, catarinenses e libaneses que se instalaram no comércio. Tem presença marcante de estrangeiros devido ao cais de Conceiçãozinha.

Em Vicente de Carvalho morou o atual presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, que foi morador do distrito durante cerca de quatro anos logo após sua chegada do Nordeste por volta de 1952.
Outro ponto importante do Distrito é o Farol de Itapema, que se encontra em total abandono, perdendo a cidade a oportunidade de preservar um importante marco de sua história. Já faz parte da cultura de Vicente de Carvalho, a Feira do Rolo que acontece aos domingos na Rua Joana de Menezes Faro, onde se encontram peças curiosas e exóticas, de interesse para colecionadores.

No dia 6 de abril a comunidade de Vicente de Carvalho comemora o seu dia com extensa programação que inclui colocação de flores no busto do poeta e atividades culturais na Praça 14 Bis. Essa homenagem foi instituída há 26 anos, por meio de Lei Municipal 01374. Vicente de Carvalho hoje com cerca de 130 mil habitantes foi responsável por mais da metade dos 26 milhões de reais arrecadados pela prefeitura em imposto sobre serviços (ISS) no ano de 2003. Isto é resultado das atividades desenvolvidas em terminais de contêineres e de fertilizantes, e um comércio que é considerado um dos mais fortes da região, com a perspectiva de instalação do Aeroporto Civil Metropolitano na Base Aérea de Santos que situa-se em Vicente de Carvalho, levando novo impulso a região.

No distrito de Vicente de Carvalho ficam também alguns dos maiores bairros da cidade, como o Jardim Boa Esperança, a Vila Áurea e o Paecará.

História de Bertioga

O clima de Bertioga é o tropical chuvoso com verão quente e úmido.

A pelo menos 2.000 anos a.C. viviam na região tribos primitivas que deixaram como testemunho de sua existência os Sambaquis – montes artificiais de conchas de formas e dimensões diversas. Quando os portugueses chegaram ao Brasil foram encontrados vários grupos indígenas. Na região viviam os Tupis.

Em 1531, Martim Afonso de Souza recolheu as velas de suas naus em frente às águas de Buriquioca e, em 22 de Janeiro de 1532, fundou a vila de São Vicente. A Sesmaria de Bertioga foi doada a Jorge Pires, em 12 de Janeiro de 1545. Segundo anotações de Hans Staden, artilheiro alemão que naufragou em 1540, o Forte de São João fora levantado por cinco irmãos mamelucos. Em 1547, a paliçada de madeira foi substituída por alvenaria de pedra e cal e seu aspecto atual é conseqüência das reformas realizadas e terminadas em 1699.

No dia 27 de janeiro de 1565, Estácio de Sá e sua esquadra partem de Bertioga para, em 1º de março, fundar a cidade do Rio de Janeiro. No século XVII e XVIII, a caça à baleia intensifica-se em Bertioga, tendo como conseqüência a construção da armação das Baleias que extraía o óleo destinado à iluminação pública e particular das Vilas de Santos, São Vicente e São Paulo.

Até a década de 40, Bertioga restringia-se a um núcleo de pescadores. A partir da década de 50 começa a receber incremento de turismo, com a melhoria dos acessos viários. Somente em 1965, Bertioga passou a usufruir da energia elétrica fornecida pela Bandeirante de Eletricidade S/A, atual CESP.

Bertioga limita-se ao norte com Salesópolis, Biritiba Mirim e Mogi das Cruzes; a leste com São Sebastião; a oeste com Santos; ao sul com Guarujá e Oceano Atlântico. Em seus 482 km2 (85% área de preservação ambiental) vive uma população estimada em 30 mil habitantes, sendo que, no verão, a população flutuante é cerca de 350 mil habitantes.

A palavra Bertioga vem do nome dos índios Buriquioca ("buriqui" significa macaco, "oca" significa morada morada dos macacos buriquis. Com o tempo a palavra "buriquioca" sofreu modificações e transformou-se em Bertioga, nome do município.

Bertioga foi município de Santos até 19 de maio de 1991, quando a população em plebiscito optou pelo sim, ou seja, a emancipação de Santos. Em 29 de dezembro de 1993, pela Lei Estadual nº 8.512, Bertioga tornou-se Estância Balneária.

Os pontos de atração turística no município são: Canal de Bertioga, os rios, o Forte de São João, o Museu João Ramalho, a Vila de Itatinga, o Parque da Serra do Mar, o Shopping Riviera de São Lourenço. Em Bertioga há as seguintes praias: Enseada, São Lourenço, Itaguaré (lugar onde as onças vão beber água, em tupi), Boracéia (lugar de muita gente, em tupi).

Dos 46.150 metros de litoral em Bertioga, 33.100 metros são praias exploradas para turismo.

Incas

Incas

Os Incas habitavam os planaltos andinos, desde a Colômbia até as regiões do Chile e da Argentina atuais, tendo o atual Peru como o centro político, econômico e demográfico. A tribo Inca chegou à Bacia do Cuzco, no interior dos Andes do Peru, por volta do século XIII. Ai coligou-se com outros povos existentes na região, adotou inúmeros traços culturais inclusive a língua "quíchua", que impuseram depois na região dos Andes. A denominação Inca se deu a partir de inúmeras guerras. Essas guerras criaram no interior do império militares interessados nas atividades bélicas, porque essas lhe traziam benefícios, tais como títulos, bens e mão-de-obra servil. As guerras também visavam obter seres humanos para serem sacrificados dos deuses Incas.

Política

É incontestável que o estado inca teve uma organização social e política peculiar. Seu chefe de Estado era o Inka ou Sapan Inka, também conhecido como Sapan Intiq Churin ("O Único Filho do Sol"), que tinha uma esposa com o nome de Qoya. De um modo mais compreensível, pode-se dizer que o nome "Inka" equivale a "Rei"; e "Qoya" significa "Rainha". De acordo com a tradição andina, tanto Inka quanto Qoya eram descendentes diretos do Deus Sol. Para perpetuar sua linhagem divina, o Inka era obrigado a casar com sua irmã. O "Sapan Inka" também tinha um número limitado de concubinas e filhos. A tradição conta que Wayna Qhapaq tinha mais de 400 crianças. Este privilégio era dado somente para o Inka.
O Inka era o chefe religioso e político de todo o Tawantinsuyo. Ele praticava a soberania suprema. Pesava o fato de que o Inka era venerado como um deus vivo, pois era considerado o Filho do Sol. Seus súditos seguiam suas ordens com total submissão. Aqueles que conviviam com ele se humilhavam em sua presença, em ato de extrema reverência. Apenas o mais nobre homem da linhagem Inka podia dirigir a palavra ao Inka e repassar as informações aos outros súditos. Algumas das mulheres do Império Inca coletavam cabelo e saliva do Rei, como forma de se protegerem de maldições. Ele era carregado em uma maca dourada e suas roupas eram feitas de pele de vicunha da mais alta qualidade. Somente ele usava o simbólico Maskaypacha ou uma insígnia real, espécie de cordão multicolorido. Grandes adornos dourados pendiam de suas orelhas, o que acabava por deformá-las. O imperador inca usava ainda uma túnica que ia até os joelhos, um manto banhado a esmeralda e turquesa, braceletes e joelheiras douradas e uma medalha peitoral que trazia impresso o símbolo do Império Inca.

Pachakuteq governou de 1438 a 1471 e foi sucedido por Tupaq Inka Yupanqui, que ficou no poder de 1471 a 1493. Depois, seguiram no reinado Wayna Qhapaq (1493-1527), Waskar (1525-1532) e finalmente Atawallpa (1527-1533). A dinastia inca não acabou com a chegada dos espanhóis invasores, mas abriu caminho para o surgimento da nação Quéchua. Movido por interesses diplomáticos, Pizarro nominou Toparpa ou Tupaq Wallpa como o novo Inka, envenenado quando viajava até Cuzco. Mais tarde, o direito ao trono foi oferecido a Manko Inka ou Manko II,outro filho de Wayna Qhapaq que, em 1536, começou uma longa guerra para retomar o comando de Tawantinsuyo. Ele acabou sendo assassinado por dois seguidores do conquistador espanhol Almagro e foi substituído pelo filho, Sayri Tupaq, que morrem em Yucay, após traição dos conquistadores. Titu Kusi Yupanqui, irmão de Sayri Tupaq, foi denominado novo Inka. Sua primeira ação no poder foi se dirigir até Vilcabamba, com o objetivo de continuar a guerra. Vitimado por uma doença, Titu Kusi morreu e foi sucedido pelo irmão Tupaq Amaru. Mas Amaru foi seqüestrado pelo capitão espanhol Martin Garcia Oñas, que acabou se casando com a sobrinha de Amaru. Tupaq Amaru foi levado até Cuzco e executado em praça pública. Era o ano de 24 de setembro de 1572 e o conquistador Viceroy Francisco de Toledo se regozijava diante da execução sumária. Após 36 anos de guerra, os conquistadores do Velho Mundo adquiriam todos os direitos sobre a terra sagrada dos incas

Maias

Maias

A civilização Maia, muito provavelmente, foi a mais antiga das civilizações pré-colombianos, embora jamais tenha atingido o nível urbano e imperial dos Astecas e Incas.

Os Mais floresceram no século IV d.C. na Península de Yucatán, onde hoje ficam o México, Beliza e Guatemala. Jamais foram um império, embora possuíssem uma cultura comum.

Sempre se organizaram em cidades-estados, porém, na época da conquista espanhola, encontravam-se quase na decadência total.

Sociedade

Rigidamente dividida em três classes às quais o indivíduo pertencia desde o nascimento. Primeiro, a família real, incluindo ocupantes dos principais postos do governo e os comerciantes; em seguida, servidores do Estado, como dirigentes das cerimônias e responsáveis pela defesa e cobrança de impostos, na camada mais baixa, os braçais e agricultores.

Governo

No período de apogeu da civilização maia é muito provável que as cidades
maias tivessem sido sociedades teocráticas e pacíficas. As guerras que ocorriam na maioria delas•eram para obterem prisioneiros para serem sacrificados aos deuses.

Religião

A religião dos maias assemelhava-se à de outros povos da região, cultuavam
divindades ligados à caça, à agricultura e os astros. Os maias acreditavam que o destino do homem era regido pelos deuses, e para eles ofereciam alimentos, sacrifícios humanos e animais.

Economia

A base econômica dos maias era a agricultura, principalmente do milho, praticada com a ajuda da irrigação, utilizando técnicas rudimentares e itinerantes, o que contribuiu para a destruição das florestas tropicais nas regiões onde habitavam, desenvolveram também atividades comerciais cuja classe dos comerciantes gozava de grandes privilégios.

Atividades agrícolas e comerciais

Os maias cultivavam o milho (três espécies), algodão, tomate, cacau, batata e frutas. Domesticaram o peru e a abelha que serviam para enriquecer sua dieta, à qual somavam também a caça e a pesca.

É importante observar que por serem os recursos naturais escassos não lhes garantindo o excedente que necessitavam a tendência foi desenvolverem técnicas agrícolas, como terraços, por exemplo, para vencer a erosão. Os pântanos foram drenados para se obter condições adequadas ao plantio.

Ao lado desses progressos técnicos, observamos que o cultivo de milho se prendia ao uso das queimadas. Durante os meses da seca, limpavam o terreno, deixando apenas as árvores mais frondosas. Em seguida, ateavam fogo para limpá-lo deixando o campo em condições de ser semeado. Com um bastão faziam buracos onde se colocavam as sementes.

Dada à forma com que era realizado o cultivo à produção se mantinha por apenas dois ou três anos consecutivos. Com o desgaste certo do solo, o agricultor era obrigado a procurar novas terras. Ainda hoje a técnica da queimada, apesar de prejudicar o solo, é utilizada em diversas regiões do continente americano.

As Terras Baixas concentraram uma população densa em áreas pouco férteis. Com produção pequena para as necessidades da população, foi necessário não apenas inovar em termos de técnicas agrícolas, como também importar de outras regiões produtos como o milho, por exemplo.

O comércio era dinamizado com produtos como o jade, plumas, tecidos, cerâmicas, mel, cacau e escravos, através das estradas ou de canoas.

Cultura

Desenvolveram a escrita hieroglífica, trabalhavam a cerâmica que era variada e
de excepcional qualidade. Na arquitetura, construíram pirâmides e sepulcros, além de serem grandes conhecedores da Matemática e da Astronomia.

A Matemática dos Maias

Os Maias foram os inventores do conceito de abstração matemática. Cria-
ram um número equivalente ao zero e nossos calendários são baseados no calendário dos Maias.

Com sua aritmética, os Maias faziam cálculos astronômicos de notável exatidão. Conheciam os movimentos do Sol, da Lua, de Vênus e provavelmente de outros astros.

Criaram também um sistema de numeração de base 20 simbolizado por pontos e barras. Os astrônomos Maias determinaram o ano solar de 365 com o ano bissexto a cada quatro anos. Através de dois calendários sobrepostos (o sagrado com 260 dias e o laico com 365 dias) criaram um calendário circular que situava os acontecimentos em ordem cronológica.

Dentre suas construções de pedra destaca-se o templo de Kukulkan (no México) que foi usado como observatório astronômico. As quatro faces do templo estão voltadas para os pontos cardeais e representam as estações do ano. Nos dias 21 de março e 23 de setembro, quando o dia tem exatamente a mesma duração da noite, o sol (que incide às 17h e 30min sobre o templo em forma de pirâmide) projeta uma sombra nos degraus que forma a imagem de Kukulkan, o deus da serpente emplumada.

Principais Ruínas Maias

Palenque

Amado por muitos que declaram ser a ruína Maya mais bonita, Palenque assentasse orgulhosamente no Parque Nacional de Palenque no Estado de Chiapas.

Palenque caracteriza-se pelos muitos efeitos decorativos não achados em qualquer outro lugar. Alguns destes motivos parecem quase chineses e dão lugar a especulação imaginativa sobre o contato Maya com a Ásia Oriental. Isto é muito improvável, mas há algo em Palenque que dá lugar a vôos da fantasia, mistério e assombro.

Cortez passou a cerca de 30 milhas da cidade, e nunca soube que esteve lá. O primeiro europeu a visitar este lugar foi um monge espanhol em 1773. Escreveu um livro em que reivindica ter descoberto um posto avançado de Atlântida. O próximo europeu a descrever o lugar, um funcionário real espanhol em 1784, escreveu uma descrição que permaneceu perdida nos Arquivos Reais durante um século. O próximo a vir, Capitão Antonia Del Rio em 1786 escreveu um relatório que esteve também perdido, até que inesperadamente uma cópia foi publicada em 1822.

Enquanto isso, uma expedição mexicana esteve lá em 1807. Eles escreveram um relatório, encaminhado ao governo que esteve perdido durante 30 anos. Então em 1831, o Conde de Waldeck, um excêntrico herdeiro de uma família que tinha vivido dias muito melhores, chegou e montou seu Quartel General em cima de uma pirâmide que ainda hoje é chamada o Templo do Conde. Ele passou dois anos desenhando e escrevendo sobre o lugar. Seu trabalho foi. . . Fantástico. O conde viveu até os 109 anos, o que talvez, tenha a ver... Ou não com os mistérios de Palenque.

O Templo das Inscrições é talvez a mais interessante pirâmide de Palenque, além de ser a mais alta. Alojou a cripta de Pa Kal, poderoso sacerdote maia, descoberto em 1952. A cripta esteve intacta durante um milênio.

O Templo do Sol data de 642. Tem um dos telhados melhor preservados de qualquer local maia. Os telhados foram ricamente decorados com fachadas falsas que dão uma idéia de grandeza aos edifícios maias.

O Templo do Jaguar é talvez o exemplo mais intrigante de semelhanças com a arte Asiática. O templo exibe um motivo tipo "Cruz Folhada" que é quase idêntico ao achado em Angkor Wat em Camboja, e alguns dos baixos relevos têm motivos bem parecidos com os usados pela arte hindu.

Chichen Itza

“Chichen Itza significa “boca do poço de Itza”“. Chichen é a mais conhecida, melhor restaurada e mais impressionante das ruínas Mayas. Chichen foi construída por volta do ano 550 DC.

Chichen teve dois poços principais, ou cenotes: um sagrado e o outro profano. O profano era usado para satisfazer as necessidades quotidianas. O poço sagrado, com 195 pés de largura e 120 pés de profundidade, era usado em rituais religiosos, e oferendas eram feitas continuamente a ele. Mergulhadores recobraram esqueletos e muitos objetos rituais de suas profundidades.

El Castillo é o "Templo do Tempo", que esclarece o sistema astronômico Maya. Foi construído nos anos 800, pouco antes da invasão Tolteca.

Com impressionantes 78 pés de altura, El Castillo era de fato um enorme calendário solar. Se você fizer cálculos, verá que os 91 degraus de cada lado, vezes os 4 lados (cada um representando uma estação), mais 1 degrau para alcançar o topo da plataforma, soma 365, um degrau para cada dia do ano solar. Durante os equinócios, a sombra da pirâmide parece mostrar a uma serpente que escala os degraus em Março, e desce os degraus Setembro.

Declínio

Quando se deu a conquista dos maias a partir de 1523, existiam Estados distintos: os da Península de Yucatán e os da atual Guatemala, já em decadência. Na região da atual Guatemala, os povos maias foram logo vencidos por Pedro Alvarado, enviado de cortês. Os maias de Yucatán resistiram até 1546, porém, foram submetidos ao trabalho forçado, perderam sua identidade cultural e a população primitiva foi praticamente destruída.

A língua maia

São inúmeros os dialetos falados na área correspondente ao Yucatàn, Guatemala, El Salvador e Belize. De qualquer forma, os lingüistas dividem-nos em dois grandes ramos: o huasteca e o maia. Este segundo ramo se subdividiu em outras línguas (como o Chol, Chintal, Mopan, etc).

A língua maia, falada no Yucatãn, sofreu inúmeras transformações com as invasões toltecas e também devido às influência da língua nahuatl falada pelos astecas.

Em seus monumentos deixaram uma série de inscrições que até hoje não foram decifradas. Infelizmente muitos documentos maias foram destruídos chegando até nós apenas três livros. São eles o Códice de Dresde, o Códice de Madri e o Códice de Paris.

Os livros maias eram confeccionados em uma única folha que era dobrada como uma sanfona. O papel era feito com uma fibra vegetal coberta por uma fina camada de cal. Os conteúdos desses livros são de natureza calendárica e ritual, servindo para adivinhações.

Um dos cronistas que viveu na época da conquista, o Bispo Diego de Landa, refere-se aos livros que os maias utilizavam permitindo-lhes saber o que havia sucedido há muitos anos. Portanto, a escrita representava um elemento importante na preservação de suas tradições culturais. Mas, infelizmente grande parte deles foram destruídos como se pode constatar na afirmação do próprio bispo: "...Encontramos um grande número de livros escritos nesses caracteres, e como nada tivesse a não ser flagrantes superstições e mentiras do demônio, nós os queimamos a todos".

Pai Felipe o Rei Batuqueiro e Santos Garrafão

Pai Felipe o Rei Batuqueiro

A Cidade abrigou ainda o Quilombo do Pai Felipe, em um local junto à encosta do Monte Serrat, na parte interna da CET, existiu há mais de cem anos, encoberto por imenso bambuzal, bem perto da Fonte da Vila Mathias e era o local onde o público assistia ao samba, batucado pelos africanos chefiados por Pai Felipe. Por isso, até hoje ele é conhecido como o Rei Batuqueiro.
Supõe-se que ele tenha sido um escravo fugitivo, procurado através de anúncios de jornais da época. Outra versão diz que Pai Felipe era filho de um rei africano e, por conta disso, muito respeitado entre os negros das diversas nações existentes no quilombo.
Pai Felipe liderava um bando de escravos fugidos do Engenho Nossa Senhora das Neves, situado em terras continentais. Inicialmente, ele se fixou no Jabaquara com seus comandados. Como Pai Felipe não quis se submeter ao Quintino de Lacerda, foi para o sopé do Monte Serrat.
O local ficava no meio de um bambuzal, bem perto da Vila Mathias, e era onde o público assistia ao tambaque, instrumento musical que era batucado pelos africanos chefiados por ele.

Santos Garrafão

Garrafão José Theodoro Santos Pereira, mais conhecido como Santos Garrafão, acolheu alguns escravos em uma destilaria. Ele era branco, amigo de Quintino de Lacerda e se envolveu com a ex-escrava chamada Brandina Fiúsa e o quilombo se encontrava na Ponta da Praia. A acolhida dos escravos pode ter sido influenciada pela relação com a ex-excrava, supõe o historiador. O quilombo do Jabaquara de Quintino de Lacerda, o de Pai Felipe e o de Santos Pereira (Santos Garrafão) tinham a proteção de toda Cidade, incluindo a sociedade santista. Sinônimos Independentemente do que acontecia no restante do País, a Cidade fez sua abolição. Santos e liberdade eram sinônimas para a comunidade negra.
Santos antecipou em dois anos a libertação dos escravos. No começo de 1887, o presidente da província paulista mandou um telegrama ao Governo Imperial dizendo ser impossível conter a evasão dos escravos porque os soldados tinham feito causa comum com os abolicionistas, favorecendo a passagem dos fugitivos para a cidade de Santos. Os abolicionistas acolhiam escravos e financiavam quilombos, como o Jabaquara, por exemplo, além da compra de alforrias e à custa de pendências judiciais.

História do Cangaço

Quem foi considerado fora da lei há décadas hoje é memória da cultura brasileira. Os três cangaceiros do bando de Lampião e Maria Bonita se reencontraram no Ceará

São 71 anos de união e muitas histórias. Foi pelas veredas do sertão que Moreno conheceu Durvalina. Um caso de amor que nasceu no meio do fogo cruzado entre policiais e cangaceiros. No corpo, ela tem até marca de tiro que levou durante uma fuga. "Era a muita polícia que rodeava. Eu saí correndo, deixei tudo no chão, meu rifle, minhas cobertas", relembra Durvalina.

Depois da morte de Lampião, o casal fugiu para Minas Gerais. Lá trocaram de nome, tiraram novos documentos e esconderam de todos que eram cangaceiros. Uma história que por mais de 60 anos foi guardada em segredo. Nem os filhos conheciam o passado do casal.

A revelação foi feita por Moreno há pouco mais de dois anos. "Fazem parte da história do Brasil. Isso para mim é um orgulho", diz a filha de Durvalina, Nely Conceição.

Considerada a última integrante do bando do cangaceiro Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião, Jovina Maria da Conceição Souto, de 93 anos, conhecida como Durvinha, sofreu um acidente vascular cerebral (AVC), morreu anteontem em Belo Horizonte, onde vivia desde a década de 1940 com o marido José Antônio Souto, de 98 anos, o "Moreno". O casal conseguiu escapar do ataque das forças federais que dizimou o grupo de Lampião em 28 de julho de 1938.
O velório e o enterro foram realizados no Cemitério da Consolação, em Belo Horizonte, no domingo (29).

De acordo com o cemitério, Durvinha tinha 92 anos, era casada com o cangaceiro José Antônio Souto, conhecido como Moreno e deixa seis filhos.

Uma das últimas remanescentes da luta do cangaço vive há três anos na cidade de Delmiro Gouveia, em Alagoas. Aristéia Soares de Lima, 95 anos, disse que não tem saudades do tempo em que viveu na caatinga. Ela também relata que a vida dos cangaceiros melhorou depois da morte de Lampião, pois os integrantes do movimento passaram a ser menos perseguidos pelas volantes (polícia da época).

Completamente serena e lúcida, ela recebe todos que a visitam com extrema simpatia e revela que não gostava de fazer parte do cangaço. Só fez parte do grupo por falta de opção. “Sou mais feliz hoje do que no tempo do cangaço. Foi um tempo muito sofrido.”

Ela disse também que chegou a passar fome depois do fim do cangaço, em 1940. “Comia cacto, meu filho. Também comia batata do umbuzeiro (raiz da árvore) e palma. Não foi fácil. Agora a gente tem aposentadoria e o velho vive melhor.” Aristéia vive em uma casa com um dos filhos, nora e netos.

Amiga no cangaço
Mas nem só de tristeza lembra a cangaceira quase centenária. Ela guarda na memória momentos de amizade que viveu ao lado de Durvalina Gomes de Sá, conhecida como Durvinha, morta em junho deste ano em Minas Gerais. “Era a cangaceira mais bonita. Eu gostava muito dela”, disse Arister, que ficou emocionada ao falar da amiga de confidências.

Arister não lutou diretamente com Lampião, que ela afirma nunca ter conhecido pessoalmente, nem mesmo Maria Bonita. “Eu era do grupo de Antonio Moreno (marido de Durvinha). Nunca vi Lampião. Só a cabeça dele, quando mostraram para todo mundo em Piranhas (AL). Não tive medo, pois estava presa e não tinha motivo para cortarem a minha cabeça também.”

As mortes de Lampião e Maria Bonita completaram 70 anos nesta segunda-feira (28). Eles foram mortos em uma emboscada na Grota de Angicos, em Poço Redondo (SE), em 1938. Outros nove cangaceiros e um policial morreram no local.

Anonimato
Arister ficou anônima durante décadas até ser descoberta, em maio de 2007, pelo historiador João de Souza Lima, 43 anos. Antes, a cangaceira vivia na Fazenda Lajedo do Boi, no povoado Capiá da Igrejinha, em Canapi (AL).

Em uma viagem recente feita com o historiador, de avião, para Fortaleza (CE), a cangaceira lembrou de um momento que considera um dos mais engraçados de sua vida. “Ela tem uma memória muito boa. Se você passar um dia com ela vai voltar com umas cinco histórias do cangaço na bagagem”, disse Souza.

A cangaceira lembrou do sonho de voar. “Eu estava na roça de casa quando vi uns urubus voando no céu e pensei. Um dia vou voar nisso aí (mesmo sem saber que aquilo era uma ave). Minha amiga começou a rir de mim. Queria que minha amiga estivesse viva hoje pra mostrar que eu consegui e caçoar dela. Voei de avião e duas vezes

A região, que ainda inclui o estado de Pernambuco, é considerada a que mais teve indicações das atividades dos cangaceiros. Em Paulo Afonso (BA), por exemplo, nasceu e viveu Maria Bonita. Segundo especialistas do tema, teria sido nessa cidade que Lampião conheceu Maria Bonita, que o acompanhou pela caatinga até a morte.

Segundo o pesquisador Amaury Antonio Corrêa, as cidades mais importantes para o Cangaço foram Vila Bela, hoje conhecida como Serra Talhada (PE), Jeremoabo (BA), Uauá (BA), Floresta (PE), Piranhas (AL), Delmiro Gouveia (AL), Poço Redondo (SE), Porto da Folha (SE) e Glória (BA)

fotos:
http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL618650-5598,00-CANGACEIRA+DO+B...

http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL51292-5598,00-EXCANGACEIROS+SE...

Estação da Luz

Uso atual: Estação ferroviária
Estação de metropolitano
Museu

Localização: Praça da Luz, 1 - Luz - São Paulo, SP

Coordenada: Estação da Luz

Linhas: Metroviárias (1-Azul, 4-Amarela) Ferroviárias (7-Rubi, 10-Turquesa, 11-Coral)

A Estação da Luz, é uma estação de trem localizada no bairro da Luz, em São Paulo, Brasil. Integra a rede de transportes sobre trilhos da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos e do Metrô de São Paulo, sendo um dos seus mais importantes nós, visto que por ela passam ou passarão diferentes linhas de trem e metrô. A estação abriga ainda o Museu da Língua Portuguesa, uma instituição cultural ligada à Secretaria de Cultura do estado de São Paulo, inaugurada em 2006. Tal instituição também é chamada Estação Luz da Nossa Língua.

Histórico

A Estação foi construída no fim da século XIX com o objetivo de sediar a recém-criada Companhia São Paulo Railway, de origem britânica, assim como de se constituir na parada paulistana de sua linha ferroviária, a qual ia de Santos, no litoral do estado, a Jundiaí, no interior. Nas primeiras décadas do século XX, foi a principal porta de entrada à cidade de São Paulo. Sua maior importância, no entanto, era na condição de infra-estrutura econômica para o país: por ali passava o café a ser exportado no porto de Santos, assim como também ali chegavam bens de consumo e de capital importados que abasteciam a cidade (em uma fase ainda pouco industrializada).

A atual Estação foi construída entre 1895 e 1901, no lugar da original Estação da Luz de 1867. Presumivelmente escolhida em um catálogo inglês pelas autoridades locais, a estrutura metálica de ferro fundido que lhe dá sustentação foi trazida da Inglaterra, por meio de peças pré-moldadas e montada aqui - a alvenaria da estação, no entanto, é de origem local. Seu projeto é atribuído ao engenheiro inglês Henry Driver, sendo similar à Flinders Street Station, uma estação existente em Melbourne, Austrália.
Na década de 1940 a Estação sofreu um incêndio e após a reforma, foi-lhe adicionado um novo pavimento no bloco administrativo. A partir deste período, o transporte ferroviário entrou em um processo de degradação no Brasil, assim como o bairro da Luz, levando a Estação a igualmente degradar-se.
Nas décadas de 90 e 2000 passou por uma série de reformas, uma das quais encabeçada pelo arquiteto Paulo Mendes da Rocha e seu filho Pedro Mendes da Rocha - a qual teve como intenção adaptá-la a receber o Museu da Língua Portuguesa.

Legado cultural

A estação é uma espécie de templo à magnitude do poder do café na história da cidade. Erguida junto ao Jardim da Luz, por décadas a sua torre dominou a paisagem paulistana. O seu relógio era o principal referencial para acerto dos relógios da cidade.

No período de auge da estação (ou seja, nas primeiras décadas do século XX, quando a Luz era uma região de destaque na cidade), a Estação compunha um conjunto arquitetônico que não só era um referencial urbano como efetivamente fazia parte da vida cotidiana do município, constituindo aquilo que pode ser chamado de a "imagem da cidade". A Estação, vizinha ao Jardim da Luz, compunha com o edifício da Pinacoteca do Estado um marco na definição da região da Luz, marcando os limites dos bairros do Bom Retiro e Campos Elíseos. Além disso, até meados dos anos 70, um terceiro elemento configurava aquele espaço de forma bastante marcante: na perspectiva da Avenida Tiradentes localizava-se, em frente à Pinacoteca, um monumento à figura de Ramos de Azevedo (arquiteto responsável pelo projeto de diversos edifícios importantes naquele período, inclusive o prédio da Pinacoteca). Desta forma, tendo como referência aquele monumento, alguém localizado tanto no Centro Antigo quanto nas regiões mais próximas ao Rio Tietê (para o qual a Avenida Tiradentes se estende) poderia localizar o bairro da Luz e especular a que distância estava da Estação.
Com as obras do metrô de São Paulo, conduzidas na década de 70, o Monumento a Ramos de Azevedo teve de ser removido do local, levando a uma alteração radical da configuração espacial da paisagem original daquele local, assim como a sua percepção cotidiana dos transeuntes do local. Por outro lado, a Estação da Luz ganhou uma certa monumentalidade.

Integração na rede metroferroviária

A Estação da Luz é a segunda mais movimentada da rede metro-ferroviária de São Paulo, assim como aquela que mais apresenta integrações. A instalações da CPTM são quase todas subterrâneas. Atende às linhas 7, 10 e 11 (Expresso Leste) da CPTM, sendo, atualmente, o ponto inicial das três, além de integrar também as linhas 1 e 4 do metrô, esta última em obras

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