Fauna

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Lista de espécies do ambiente marinho

Alga verde (Clorofíceas)

As clorofíceas pertencem a um grupo de organismos clorofilados, daí a cor verde e o nome do organismo. Na costa brasileira ocorrem diversas espécies com as mais variadas formas: pluricelulares filamentosas ou talosas, e unicelulares solitárias ou coloniais. A alga mais comumente vista em costões rochosos no litoral brasileiro é a Ulva sp, mais conhecida como alface-do-mar.

Anêmona-do-mar (Actiniária)

Animal invertebrado do grupo dos Cnidários, da classe dos Antozoários, representados por formas polipóides solitárias. Habita águas costeiras nos mares tropicais. Alimenta-se de pequenos invertebrados e até de peixes. As anêmonas-do-mar podem deslizar e se arrastar lateralmente, andar sobre ou nadar com os tentáculos, ou ainda se deslocar produzindo bolhas de ar no disco pedal.

Bagre

Designação vulgar aplicada a grande número de peixes da ordem dos Siluriformes, que costumam apresentar corpo deprimido ou achatado. Os bagres vivem no fundo das águas e a imensa maioria de suas 2 mil espécies é de água doce. Têm grande importância econômica no sul do Brasil, onde são pescados com redes e linhas de fundo.

Baiacu

Peixe marinho brasileiro da família dos Tetraodontides ou Diodontides. Todas as espécies são venenosas, especialmente na época da reprodução.

Baratinha d’água (Isópodas)

Animal invertebrado da ordem isópoda, um dos maiores grupos de crustáceos, com cerca de 4.000 espécies. Apresenta corpo achatado como os seus parentes próximos, os tatuzinhos de jardim. A Lygia exotica, muito comum nos costões rochosos, é um organismo marinho que vive grande parte do tempo fora da água, mas que depende do ambiente do mar para se alimentar e para realizar as trocas gasosas.

Barracuda

Peixe ósseo de corpo alongado e levemente comprimido. O focinho é pontudo e as maxilas possuem dentes caninos poderosos e desenvolvidos. As barracudas são peixes carnívoros, predadores, encontrados em águas tropicais e subtropicais. A carne da barracuda é considerada de qualidade razoável. Uma das espécies mais comuns na costa brasileira é a Sphyraena barracuda.

Boto

Mamífero cetáceo odontoceto da família dos Delfinídeos ou dos Inídeos. A respiração dos botos é freqüentemente ruidosa, sobretudo à noite. São muito carinhosos com os filhotes, e a eles se atribui a paternidade dos filhos de mães solteiras, segundo lendas da Amazônia. As espécies mais conhecidas são S. brasilienses (ou boto-negro da Baía de Guanabara) e S. pallida (ou tucuxi do Amazonas).

Cação (Peixe cartilaginoso)

Os tubarões pequenos sem nomes populares específicos são comumente chamados de cação. Apresentam corpo fusiforme, como o dos peixes bons nadadores, e possuem de cinco a sete pares de fendas branquiais, situadas lateralmente na cabeça. No Brasil, muitas espécies são utilizadas como alimento. Suas nadadeiras são consideradas especiarias pelos povos orientais.

Camarão

Animal invertebrado do grupo dos crustáceos. Por apresentar hábito alimentar detritívoro, encontra no manguezal um ambiente propício ao seu desenvolvimento. Os camarões são dependentes do ecossistema de manguezal para reprodução, proteção, crescimento e desenvolvimento.

Caranguejo

Invertebrado do grupo dos Crustáceos Decápodos, com um par de antenas e cinco pares de patas adaptadas para rastejar. Ao contrário dos siris, os caranguejos não nadam. A maioria das espécies é marinha, mas existem espécies de água doce e também algumas espécies de caranguejos anfíbios ou terrestres. São encontrados em todos os tipos de hábitat, desde a superfície até grandes profundidades.

Caranguejo-uçá

Um dos maiores caranguejos dos manguezais do litoral brasileiro, o uçá (Ucides cordatus) tem pernas providas de grandes cerdas rijas na face interna. A carapaça tem cerca de 10 cm de diâmetro. Com as patas distendidas, ele alcança 30 cm de envergadura. Seu comércio é muito comum, principalmente no litoral.

Coió ("falso voador")

Peixe de fundo de águas costeiras de pouca profundidade que vive geralmente em ambiente de areia ou lama. Apesar de desenvolvidas, suas nadadeiras peitorais não são utilizadas para o planeio fora d’água, como acontece com os verdadeiros "voadores". Alimenta-se principalmente de crustáceos, moluscos e pequenos peixes bentônicos.  

Craca (Cirripédios)

Animal do grupo dos crustáceos, da classe Cirripédia, que vive fixo à rochas, conchas, corais, madeiras flutuantes e outros objetos. O nome do grupo está associado aos cirros utilizados para alimentação por filtração, para reprodução e para efetuar as trocas gasosas. Algumas cracas vivem incrustadas no couro de baleias; outras incrustam-se no casco de embarcações, diminuindo sua velocidade de deslocamento.

Fitoplâncton

Alga microscópica que vive flutuando no mar ao sabor das correntes. Essa alga é responsável por cerca de 80% da produção do oxigênio atmosférico e representa a base das cadeias alimentares dos ecossistemas marinhos.

Garoupa

Peixe robusto de corpo alongado, boca grande e dentes pequenos. É um dos principais habitantes de águas costeiras tropicais, vivendo quase sempre sobre fundos rochosos e coralinos em tocas e fendas. Um dos peixes favoritos dos caçadores submarinos, pescado com linha e anzol. Algumas espécies, que podem atingir até três metros de comprimento e pesar centenas de quilos, são apreciadíssimas como alimento.

Gorgônia

A Gorgonia sp é um dos gêneros de coral mais comuns na costa brasileira, ao lado da Renila sp. Animal invertebrado muito primitivo do grupo dos cnidários antozoários, subgrupo dos corais moles, também denominados octocorais. Caracteriza-se por possuir sempre oito tentáculos ao redor da boca.

Hidrocoral

Invertebrado do grupo dos cnidários, também conhecido como coral falso, coral -fogo, chifre-de-veado, etc. Possui esqueleto calcário e um grande poder de regeneração. Algumas espécies são solitárias, mas a maioria é colonial.

Ibiscus

Também conhecido como algodoeiro-do-mangue, é típico de áreas de transição de mangue para restinga. Muito utilizado para ornamentação de ruas em cidades litorâneas.

Jerivá

Planta da família das Palmáceas (Coccos romanzoffiana), típica de restinga. Muito utilizado no paisagismo, o jerivá produz frutinhos amarelos, comestíveis.

Lapa (Gastrópodas)

Animal invertebrado do grupo dos moluscos gastrópodes. Apresenta o corpo mole recoberto por uma concha calcária. Muito comum na zona entre marés, onde é encontrado fixado às rochas. Na costa brasileira, a espécie Acmaea subrugosa (Collisella subrugosa) , vulgarmente denominada "chapeuzinho chinês", é bastante comum. A espécie Patella vulgata apresenta também ampla distribuição (Adriático, Mediterrâneo e Atlântico).

Litorina (Gastrópodas)

Animal invertebrado do grupo dos moluscos gastrópodes que pode ser encontrado nos costões rochosos da costa brasileira. É um organismo móvel com o corpo recoberto por uma concha espiral, que para se alimentar raspa delicadas algas e microorganismos encontrados nas superfícies rochosas da zona entre marés.

Lula

Molusco cefalópode da família dos Loliginídeos, gênero Loligo. A espécie L. brasiliensis, a mais comum no Brasil, é salpicada de pequenas manchas vermelhas ou escuras.

Medusa

Animal invertebrado do grupo dos Cnidários, das classes dos Cifozoários, representados por formas medusóides, de vida livre e solitária. O grupo é composto por mais de 200 espécies que vivem em todos os oceanos e em todas as profundidades. Vive flutuando ao sabor das correntes e alimenta-se de pequenos invertebrados e até de peixes, que são capturados pelos tentáculos equipados com cnidócitos.

Mexilhão (Bivalves)

Animal invertebrado do grupo dos moluscos bivalves. Segrega uma substância viscosa que forma uma pilosidade chamada bisso, através do qual o organismo adere às rochas ou a qualquer outro objeto na costa e/ou no fundo do mar. Os gêneros Mytilus sp e Perna sp são muito comuns no sudeste e sul do Brasil.

Moréia

Peixe ósseo, robusto e roliço. Possui dentes caninos bastante desenvolvidos. É um peixe carnívoro e agressivo, que sai à noite para caçar. A moréia vive na região de entre marés em tocas, corais ou enterrada na lama ou areia do fundo; algumas formas são encontradas também em águas mais profundas. Uma das espécies mais comuns na costa brasileira é a Gymnothorax funebris, que apresenta uma coloração esverdeada.

Ostra (Cassostrea rhizophorae)

Animal invertebrado do grupo dos moluscos bivalves. Vive em regiões estuarinas fixado em substratos consolidados, como rochas, ou associados a raízes de árvores de mangue. Pelo fato de viver fixo, esse organismo obtém seu alimento e realiza as trocas gasosas através de filtração. É um animal largamente consumido, apresentando grande valor comercial.

Ouriço-do-mar

Animal invertebrado do grupo dos equinodermos (espinhos na pele) da classe equinóida, com cerca de 900 espécies. Organismo exclusivamente marinho, vive sobre rochas ou lodo nas praias e no fundo do mar, e alimenta-se raspando algas, organismos incrustantes e detritos de superfícies duras. Seus espinhos podem ferir mergulhadores inexperientes.

Peixe-borboleta

 Peixe de pequeno e médio porte com corpo de forma geralmente discoidal, lateralmente achatado. Possui boca pequena, protáctil, com dentes em forma de cerdas. É bastante comum nos recifes de coral. Alimenta-se de corais, anêmonas, pequenos crustáceos e poliquetas. Por suas cores vivas e brilhantes, é muito utilizado em aquários marinhos.

Peixe-cirurgião

Peixe de pequeno e médio porte, facilmente reconhecido pela presença de um espinho móvel localizado em ambos os lados do pedúnculo caudal. A semelhança desse espinho com o bisturi cirúrgico dá o nome às espécies do grupo. Vive em fundos rochosos e coralíneos, na região costeira ou em ilhas oceânicas, onde se alimenta basicamente de algas. Sua carne pode ser tóxica e por isso não é utilizada como alimento.

Peixe-donzela

Peixe de pequeno porte com corpo ovalado e comprimido lateralmente, com coloração vistosa bastante variável, que pode mudar de acordo com o estágio de desenvolvimento. Vive em águas costeiras, sobre fundo de pedra ou recife, marcando território. Exemplares de várias espécies dos gêneros Stegastes e Chromis, especialmente quando jovens, sâo muito apreciados por aquariofilistas.

Peixe-escorpião (mangangá ou beatinha)

Peixe ósseo de corpo robusto, moderadamente comprimido. Vive em águas costeiras, sobre fundos de pedra, corais, areia e algas. A coloração do corpo geralmente o torna imperceptível no ambiente. Os espinhos das nadadeiras podem causar ferimentos dolorosos mas não letais. Alimenta-se principalmente de pequenos peixes e crustáceos.

Peixe-papagaio

Peixe de corpo oblongo, com maxilas em forma de bico-de-papagaio. Tem cores brilhantes, especialmente os machos adultos. Vive principalmente em regiões de corais. Alimenta-se de algas que arranca de substratos rochosos e de corais que tritura com os dentes, a fim de comer os pólipos. Neste processo de pulverização do calcário do coral, produz quantidade considerável de areia.

Pescada

Peixe Perciforme da família dos Cienídeos. São vários gêneros, em sua maioria marinhos. Em geral vivem próximos do fundo do mar, sendo pescados com redes de arrasto. De grande importância comercial no sudeste brasileiro.

Plântula

A plântula é o embrião vegetal já desenvolvido e ainda encerrado na semente. É uma etapa posterior à de formação do propágulo, dentro do processo de reprodução por viviparidade típico de árvores de mangue.

Propágulo

As árvores de mangue se reproduzem por viviparidade, processo que permite que as sementes permaneçam na árvore-mãe até que se transformem em embriões. Essas estruturas - propágulos - acumulam grande quantidade de reservas nutritivas, garantindo a sobrevivência enquanto são transportadas pelas marés em busca de um ambiente favorável à sua fixação.

Robalo-Peba

Peixe Perciforme marinho da família dos Centropomídeos. Vive em águas costeiras e estuarinas. A espécie mais freqüente no Brasil é a Centropomus undecimalis, que atinge até 20 kg. Considerado peixe de 1ª qualidade, é pescado com redes e com anzóis utilizando camarão vivo como isca.

Sargaço (alga parda) (Feofícea)

 As algas do gênero Sargassum sp. são das mais famosas feofíceas da costa brasileira. Essas algas têm estrutura talosa, com tufos de grande volume. Todas as espécies de sargaço possuem órgãos flutuadores preenchidos por gases que diminuem sua densidade, facilitando sua permanência no ambiente marinho.

 Siri

Animal invertebrado que vive em regiões costeiras, geralmente associado a estuários. É do grupo dos crustáceos decápodes nadadores que apresentam o último par de pernas em forma de remo, o que os difere dos caranguejos. Sua carne, muito apreciada, possui um grande valor comercial.

Spartina

Grupo de grama marinha que vive associada a planícies alagadas periodicamente pelas marés. Pode ocorrer nas bordas dos bosques de mangue, em locais de sedimentação recente, participando do processo de formação e sucessão do ecossistema de manguezal.

Tainha

Peixe costeiro da ordem dos Percosoces, da família dos Mugilídeos, gênero Mugil. Abundante em águas estuarinas, a tainha cria-se em água doce, passando depois para o mar. É pescada com redes de arrasto de fundo e outros tipos especialmente adaptados.

Tartaruga Verde (Chelonia mydas)

 A espécie apresenta variações de peso, podendo atingir 1,2 m de diâmetro de casco e 250 kg de peso. Quando adulta, a tartaruga verde é herbívora e habita regiões de pastagens marinhas. No Brasil, desova principalmente na ilha de Trindade (ES) e nos arquipélagos de Abrolhos (BA) e Fernando de Noronha (PE).

Teredo

Animal invertebrado do gupo dos moluscos que vive associado a substratos orgânicos, principalmente madeira. Muito comum no ecossistema de manguezal, onde representa um dos principais componentes. Participa ativamente do processo de decomposição da matéria orgânica, especificamente das árvores de mangue.

Tubarão (Peixe cartilaginoso)

Peixe de esqueleto cartilaginoso cujo tamanho pode chegar a 18 metros (tubarão baleia) . Todos os tubarões são carnívoros e marinhos, com exceção de uma espécie que entra em água doce. Vivem em ambientes que vão das águas costeiras até o alto mar, ocupando toda a coluna d’água, desde o fundo até a superfície. Existem mais de 300 espécies no mundo.

Zooplâncton

Zooplâncton é o conjunto de espécies animais que derivam ao sabor das ondas e das correntes marinhas. Constitui, com o fitoplâncton, o elo inicial e básico da cadeia alimentar dos ecossistemas aquáticos.

A extinta Vaca Marinha

A extinta Vaca Marinha

 

          A vaca marinha é uma espécie extinta de sirênio. Foi descoberta em 1741 pela expedição do navegador dinamarquês Vitus Behring, que naufragou no oceano pacifico norte. Estima-se que nessa época existiam cerca de 2000 exemplares.

 

          De acordo com os naturalistas, a vaca marinha é o maior sirênio já documentado pela ciência: media quase 8 metros de comprimento por 6 metros de largura e podia pesar até 4  toneladas. Único membro da ordem adaptado às águas frias, tinha a cabeça pequena em relação ao corpo e alimentava-se das algas marinha que crescem em águas rasas.

 

          A ocupação humana no século XVIII naquela região foi determinante para o desaparecimento do animal, caçado sem piedade.

 

 

Insectos

Insetos

Filo: Artropodos

A classe Insecta ou Hexapoda, que contém mais de 750.000 espécies descritas, é o maior grupo de animais, de fato ele é três vezes maior que todos os outros grupos animais combinados. Os insetos são distinguidos dos outros artrópodos por terem três pares de pernas localizados na região média ou torácica do corpo, além disso, a cabeça porta tipicamente um único par antena e um par de olhos compostos. Embora sejam essencialmente animais terrestres e tenham ocupado virtualmente todos os nichos ambientais em terra, os insetos também invadiram o habitat aquático e só se encontram ausentes nas águas marinhas. Esse sucesso pode ser atribuído a vários fatores, mas certamente a evolução do vôo concedeu a esses animais uma vantagem sobre os outros invertebrados terrestres, já que a disperssão, fuga dos predadores e acesso ao alimento ou as condições ambientais ideais foram todas bastante potencializadas. Os insetos têm uma grande importância ecológica no ambiente terestre. Dois terços de todas as plantas floríferas dependem dos insetos para a polinização, sendo que se adaptaram a todos os tipos de Dietas, tantos os insetos sociais como os não sociais usam sinais químicos, táteis, visuais e auditivos para comunicar-se. A comunicação química ocorre pôr feromônios.

Ordem: Lepidóptera
Nome Popular: Borboletas

É a Segunda ordem de insetos em número de espécies descritas superada apenas pela coleóptera. Apresentam as asas recobertas de escamas destacáveis e possuem a cabeça revestida de pêlos e escamas, geralmente arredondada e pouco mais estreita que o tórax. Os olhos são compostos e situam-se nas partes laterais. O aparelho bucal dos adultos é do tipo sugador - maxilar característico dessa ordem. As asas anteriores são em geral mais desenvolvidas que as posteriores e de formato triangular, enquanto esta é arredondada ou ovalada. No entanto muito lepidópteros apresentam asas estreitas e reduzidas e outros, as fêmeas não são aladas.

As cores das asas podem ser de origem pigmentar, resultantes da presença de Uratos, carotenóides, melanina e de difração dos raios luminosos. As nervuras das asas são utilizados como caracteres, para identificação das espécies. São insetos holometabólitos, apresentando, portanto, as formas de ovo - larva - pupa - adulto. As larvas são conhecidas como lagartas.

Ordem: Orthoptera
Nome Popular: Bicho – Pau

Inseto de cabeça grande, com peças bucais mastigadoras fortes e olhos compostos. O fêmur da perna traseira é aumentado para saltar, herbívoro, metamorfose gradual.

Aracnídeos

A produção de teia é característica distinta das Aranhas, sendo conhecidas espécies fósseis com fiandeiras, já a partir do Devoniano.

A Teia das Aranhas é uma proteína composta predominantemente de Glicina, Alanina, Serina e Tirosina, ela é emitida como um líquido, sendo que o endurecimento resulta do próprio processo de esticá-lo, o que muda sua composição molecular. A teia exerce um papel importante na vida das aranhas, tendo vários usos, mesmo em muitas famílias que não constroem teias para capturar presas. As funções originais eram provavelmente reprodutivas. Alimentam-se predominantemente de Insetos, embora possam capturar pequenos Vertebrados. A presa ou é capturada na armadilha sedosa dos membros das famílias construtoras de teias ou é capturada ativamente pelos membros dos grupos errantes.

Nome Popular: Aranhas
Classe: Arachinida
Subfilo: Chelicerata
Filo: Artrópodos

São os únicos Artrópodos sem antenas, constitui a maior e, do ponto de vista humano, a mais importante das classes de Quelicerados, estão incluídas muitas formas como Aranhas, Escorpiões, Ácaros e Carrapatos. Existem aproximadamente 32.000 espécies de aranhas. O veneno da maioria das aranhas não é tóxico para os humanos, mas algumas espécies tem picadas perigosas, entre essas se encontram as viúvas negras (Latrodectus), as aranhas – marrom que são membros do gênero Loxosceles que possuem um veneno hemolítico e produzem uma necrose ou ulceração local do tecido, temos as tarântulas do gênero Lycosa que têm venenos que produzem necrose. As aranhas picam a sua presa com as quelíceras, que também podem segurar e macerar os tecidos durante a digestão, as quelíceras das aranhas são exclusivas entre o aracnídeo pôr serem providas de glândulas de veneno, que se abrem próximas à ponta da presa.

Peixes

O maior peixe é o tubarão baleia que pode atingir mais de quinze metros de comprimento, e o menor é uma espécie de gobião encontrado nas Ilhas Filipinas que mede um pouco mais de oito milímetros de comprimento. Algumas espécies são estritamente de água doce, outras podem penetrar no mar ou em água salobra, existem espécies chamadas de diádromas, que migram regularmente entre as água doce e salgada. Os peixes são pecilotérmicos e ectotérmicos, sendo assim a temperatura do corpo depende da do ambiente e, consequentemente, é bem próxima da temperatura deste.

Embora a maioria dos peixes esteja confinada a água, existe alguns como o Periophthalmus, que podem caminhar na terra e até mesmo subir em galhos mais baixos das árvores, outros, como certos dipnóicos, podem cobri-se de lama e viver meses sem água, outros, ainda como os peixes - voadores, conseguem planar no ar.

Peixes ósseos possuem o esqueleto ossificado, bexiga natatória geralmente presente, brânquias cobertas por um único opérculo ósseo.

Peixes cartilaginosos são peixes mandibulados com esqueleto cartilaginoso, bexiga natatória ausente, válvula espiral presente no intestino, presença de clásper.

Ovos de Raia

Os ovos são fertilizados internamente e depois encerrados numa casca córnea, podem ser ovíparos depositando seus ovos na água, enquanto outros são ovovivíparos e incubam-nos internamente.

Espinhos de Raias

Os espinhos estão localizados no dorso associados à glândula de veneno, estas se localizam, às vezes no epitélio, nos sulcos ventrais ou posteriores dos espinhos ou na bainha tegumentar e ao redor do espinho, possuem a principal função de defesa e de captura a presa.

Moluscos

Os membros do filo Moluscos estão entre os animais invertebrados mais evidentes e familiares e incluem formas tais como os mariscos, as ostras, as lulas, os polvos e os caramujos. Em abundância de espécies, os moluscos constituem o segundo maior filo só atrás dos artrópodes. Descreveram-se mais de 50.000 espécies vivas. São encontrados no mar, na água doce e na terra. São distinguidas por um pé muscular, uma concha calcária e uma rádula que nada mais é do que um órgão de alimentação.

Classe Gastrópode

É a maior classe de moluscos, descreveram-se cerca de 30.000 espécies existentes. A evolução da classe gastrópode envolveu quatro alterações importantes: maior cefalização, alongamento corporal dorsoventral, desenvolvimento de uma concha espiral assimétrica e torção. Todas as evidências indicam que a espiralização da concha precedeu a torção e relacionou-se provavelmente à conversão da concha de um escudo para um abrigo no qual o animal poderia recolher-se. Os gastrópodes vivos possuem conchas espirais assimétricas, que tem a vantagem da compactação sobre as conchas planoespirais e a maior resistência ao esmagamento.

A maioria dos gastrópodes move-se por meio de ondas de contração muscular que correm ao longo da extensão da larga superfície ventral do pé. Uma concha pode ser espiralada no sentido horário e anti-horário. Uma concha de gastrópode consiste tipicamente de quatro camadas. As camadas mais internas da concha consistem de carbonato de cálcio e a mais externa é geralmente prismática, ou seja, o mineral deposita-se como cristais verticais, circundado por uma matriz protéica fina. As camadas calcárias internas, geralmente duas e algumas vezes mais, depositam-se como lâminas (lamelas) em cima de uma matriz orgânica fina.

A cor da concha resulta dos pigmentos no perióstraco ou nas camadas calcárias. A concha fica aumentada pela adição de minerais provenientes da borda externa do manto nos lábios da abertura. Uma diferença constante na velocidade de deposição mineral ao longo dos lábios internos e externos resulta na espiral característica da concha. O crescimento geralmente não é contínuo e os intervalos podem ser frequentemente determinados pelas linhas de crescimento intervalar, como no bivalve, e pela escultura da superfície da concha. Na maioria dos gastrópodes, o crescimento da concha declina com a idade.

Classe Bivalvia

Abrangem animais como mariscos, as ostras e os mexilhões. São comprimidos nas laterais e possuem uma concha composta de duas valvas, encaixadas em dobradiça dorsalmente, que envolvem todo o corpo. O pé como o restante do corpo, é lateralmente comprimido. A cabeça é mal - desenvolvida. A cavidade do manto é a mais espaçosa do que qualquer classe de moluscos, e as brânquias são geralmente muito grandes, tendo assumido na maioria das espécies uma função de coleta de alimento além da realização de troca gasosa. A maioria dessas características representa modificações que permitiram aos bivalves tornaram-se escavadores de fundos macios, embora tenham invadidos outros habitat, as adaptações levaram os bivalves tão longe na rota da especialização que eles se tornaram predominantemente presos a uma existência sedentária.

Concha

Uma concha típica de bivalves consiste de duas valvas semelhantes, mais ou menos ovais e geralmente convexas, que se prendem e se articulam dorsalmente. As duas valvas prendem-se por meio de uma faixa protéica elástica e não calcificada, chamada de ligamento da dobradiça, que recoberta na parte de cima pelo perióstraco, podendo ser muito espesso ou muito fino, tem função importante na secreção da concha, protege da dissolução o carbonato de cálcio subjacente e pode contribuir para o selamento firme quando as bordas das valvas são trazidas juntas no fechamento As valvas da concha são puxadas juntas por meio de dois grandes músculos dorsais chamados de adutores, as cicatrizes nas superfícies internas das valvas indicam onde esses músculos se prendem.

As camadas calcárias podem ser formadas por aragonita (mais primitivas) ou uma mistura de aragonita com calcita. É o nácar que concede a superfície interna lustrosa a muitas conchas. As conchas dos bivalves exibem uma grande variedade de tamanhos, formas, esculturas de superfície e cores. Apesar da ligação do manto, ocasionalmente algum objeto estranho tal como um grão de areia ou um parasita aloja-se entre o manto e a concha, assim torna-se um núcleo que ao redor do qual se depositam camadas concêntricas de concha nacarada, assim formando-se uma pérola. As pérolas podem ser produzidas pela maioria dos moluscos com concha, mas somente os que possuem conchas com uma camada de nacarada interna produzem pérolas de valor comercial, as pérolas mais valiosas são produzidas pelas ostras-perlíferas que habitam a maior parte das áreas do pacífico.

Pena ou gládio

É uma concha encontrada nas lulas, que se reduziu a uma longa placa quitinosa achatada, sendo encontrada internamente, debaixo do manto. As lulas são moluscos pelágicos predadores com o pé dividido em braços musculares localizados ao redor da área bucal. A água bombeada através da cavidade do manto e retirada pôr um funil ventral fornece a força para a natação.

Lista de espécies de Reptéis

Ordem: Chelonia

Estão inclusos nessa ordem tartarugas, cágados e jabutis, são Répteis terrestres, marinhos e de água doce, cujos corpos são envolvidos pôr duas conchas ósseas uma carapaça dorsal e um plastrão ventral, que estão ligados lateralmente, os dentes são ausentes, as mandíbulas desenvolvidas, assumindo a forma de um bico córneo, língua não extensível, pálpebras presente, pescoço geralmente retrátil e com oito vértebras cervicais, membros basicamente pentacáctilos, Permiano a Recente, regiões tropicais e temperadas, 12 famílias viventes e cerca de 240 espécies.

Nome Popular: Tartaruga Verde ou Aruanã
Nome Cientifíco: Chelonia mydas
Família: Chelonidae
Ordem: Chelonia

Ocorre em água Tropicais e Subtropicais dos oceanos, com tendência a se circuntropical, no atlântico ocidental é encontrada desde a Carolina do Norte até o Sul do Brasil, inclusive no Atol das Rocas, Arquipélago de Fernando de Noronha e Arquipélago da Tríndade. É a única tartaruga marinha com dieta predominantemente herbívoro

Nome popular: Tartaruga de couro
Nome Científico: Dermochelys coriacae
Família: Dermochelidae
Ordem: Chelonia

Tartaruga marinha muito grande até 2,5 metros, sem casco externo, superfície dorsal marcada pôr sete cristas longitudinais sobre a pele coriácea, que reveste as placas ósseas que representam a carapaça, membros anteriores e posteriores modificados com nadadeiras, vive nos mares tropicais e subtropicais.
Ampla distribuição em todos os oceanos, é encontrada ao longo de todo o litoral do Brasil

Nome Popular: Cágado
Família: Chelidae
Ordem: Pleurodira

Possuem escudos vertebrais, pescoço comprido, bastante característicos e que pode até mesmo exceder o comprimento do corpo. Em repouso, o pescoço é dobrado para um dos lados, as maiorias das espécies possuem uma escama nucal de dois barbilhões na garganta, freqüentam habitat bastante variados. É quase sua totalidade carnívora e estritamente aquática. A cauda dos machos é nitidamente maior que a das fêmeas têm disposição semelhantes à das fêmeas dos jabutis, para facilitar a postura.

Ordem: Crocodilia

Possuem cinco espécies de Jacaré no Brasil

• Jacaré Açu amazônico
• Jacaré Coroa
• Jacaré Tinga
• Jacaré Pantanal
• Jacaré Papo Amarelo

Ocorre do Rio Grande do Norte ao Rio Grande do Sul.

Ameaçado de extinção por causa da destruição do habitat e caça aproveitamento econômico, coletas de ovos na natureza e criação de cativeiro (reprodução) objetivo couro segundo mais valorizado, além da carne.

Nome Popular: Jacaré do papo – amarelo
Nome Cientifico: Caiman latirostris
Família: Alligatoridae
Ordem: Crocodilia

Atinge até 3 metros de comprimento, possui focinho notadamente curto e largo e de 24 a 28 filas de escamas abdominais. As fêmeas utilizam de material orgânico para construírem seus ninhos, com a boca fechada, apenas os dentes do maxilar superior são claramente visíveis. Possuem ornamentos cônicos nucais normalmente separados dos escudos dorsais.
Ocorre na bacia dos rios São Francisco, doce, Paraíba do Sul, Paraná e Paraguai ao longo do litoral, desde o Rio Grande do Norte até o Rio Grande do Sul.

Nome Popular: Camaleão
Ordem: Squamata
Família: Chameleonidae

Dentes presentes, corpo recoberto pôr escamas epidérmicas, que às vezes, revestem os osteodermos, órgãos copulatórios pares, possui corpos alongados, membros pares, geralmente presentes, ramos da mandíbula, geralmente unidos pôr uma sutura, pálpebras e meato auditivo externo geralmente presentes, são adaptados à vida arborícolas, olhos grandes e salientes e na maioria das vezes cobertos pôr grossas pálpebras, cada olho é capaz de movimentos independentes, língua muito extensível, cauda preênsil e pele capaz de rápidas mudanças de cor.

Nome Popular: Caninana
Nome Cientifico: Spilotes pullatus (Linnaeus,1758)
Família: Colubridae

É uma serpente muito bonita, atinge até 3 metros de comprimento, caracteriza-se pela coloração preta com desenhos amarelados no dorso e pelo corpo comprimido lateralmente. É espécie arborícola e na natureza é comumente encontrável próxima dos cursos d’água, alimentam-se de roedores e aves, é espécie ovípara, com posturas que contém entre 6 e 20 ovos, o período de incubação é de aproximadamente 85 dias.

Nome Popular: Jararaca
Família: Viveridae

Aparelho inoculador de veneno é extremamente eficiente, dotado de presas móveis e canaliculadas, entre a narina e o olho, em cada lado da cabeça, apresentam fosseta loreal, que tem função de detectar calor. Por meio da fosseta loreal, podem ser percebidas variações de temperatura tão baixas quanto 0.003oC, importante instrumento na localização das presas e orientação no escuro. De hábitos crepusculares e noturnos, alimentam-se principalmente de pequenos mamíferos.

Nome Popular: Cobra de Vidro
Nome Cientifíco: Ophiodes striatus (Spix, 1824)
Família: Anguidae
Ordem: Squamata

Ocorre do Brasil até, o norte da Argentina, trata-se na verdade de uma espécie de lagarto ápodo. Possui tom geral dourado com faixas laterais escuras, sistemática incerta, apresenta patas posteriores vestigiais e desprovido de patas anteriores. Move-se agilmente sobre o solo, tem o hábito de viver sob as folhas, troncos e galhos de arvores, pode realizar autotomia pôr isso a cauda é considerada quebradiça, coloração escura com linhas longitudinais mais escuras no dorso e a parte inferior é azulada, vive em lugares secos e alimentam-se de pequenos invertebrados, são ovíparos, cabeça com grandes e regulares escudos, ossos da maxila inferior solidamente ligados, língua fracamente bilobada com uma estreita porção anterior que pode ser recolhida dentro de um porção posterior mais larga.

Lista de espécies de Crustáceos

Nome Popular: Aratu
Nome cientifico: Aratus pisoni
Classe: Crustacea

Nome Popular: Caranguejo comum
Nome Cientifico: Ucides cordatus
Família: Gercasinidae
Classe: Crustacea

Nome Popular: Guaiamu
Nome Cientifíco: Cardisoma guanhumi
Classe: Crustacea

Nome Popular: Siri
Nome Cientifico: Callinectes danae
Classe: Crustacea

Nome Popular: Caranguejo baú

Nome Popular: Lagosta sapateira

Crustáceos

Crustáceos

São 38.000 espécies conhecidas, são primariamente aquáticos, sendo a maioria marinha, mas existem espécies de água doce e terrestre. Possuem cinco pares de apêndices. São exclusivos entre os artrópodes por terem dois pares de antenas, além disso, possui um par de mandíbulas e dois pares de maxilas, e possuem uma carapaça que cobre todo ou parte do corpo. Os apêndices são birremes e dependendo do grupo, adaptaram-se a muitas funções diferentes.

A maioria dos crustáceos maiores assumiu hábitos bentônicos, mas possuem uma grande variedade de dietas e de mecanismos de alimentação, sendo que o subfilo crustácea inclui o maior número de consumidores filtradores de suspensão dos artrópodes, sendo a filtração realizada através de cerdas. A cópula é a regra geral nos crustáceos. Em muitos crustáceos a muda e o crescimento continuam por toda a vida do animal como em cracas e lagostins e em outros tais como o caranguejo a muda e o crescimento cessam ao atingir a maturidade sexual.

O cromatóforo dos crustáceos é uma célula portadora de pigmentos com processos não contráteis ramificados podem se encontrar presentes pigmentos brancos, marrons, negros, vermelhos, amarelos e azuis, sendo os últimos três derivados do caroteno obtidos a partir dos alimentos. O composto vermelho, tão evidente nos caranguejos lagostas e camarões são a astaxantina (caroteno - albumina). No exoesqueleto do animal vivo, esse pigmento conjuga-se com uma proteína e torna-se azul ou de alguma outra cor característica do estado conjugado. O movimento dos pigmentos dos cromatóforos é controlado por hormônios.

Sabe-se que os hormônios controlam várias funções nos crustáceos, entre as quais a reprodução, a muda, e o crescimento, bem como as alterações dos cromatóforos. Muitos malacostracos são capazes de realizar a auto-amputação dos membros (autotomia), auxiliando na fuga dos predadores. Os membros são regenerados em conexão como o ciclo de muda.

Classe Cirrepedia

As cracas são únicas entre os crustáceos por serem sésseis. Várias peculiaridades das cracas, tais como as carapaças recobertas de placas calcárias, cirros para o consumo de suspensão, hermafroditismo. Podem ser classificadas em Lepadideos e Escalpelídeos.

Lepadideos

São cracas pedunculadas estáticas, prendem-se a objetos inanimados flutuantes como madeira ou a animais pelágicos.

Escalpelídeos

Prendem-se a rochas e além das cinco grandes placas principais, tem muitas placas pequenas.

Lista de espécies de Mamíferos

Nome Popular: Mão pelada
Nome Cientifíco: Procyon cancrivorus
Família: Procyonidae
Ordem: Carnívora

Pode ser facilmente identificado pela máscara preta que desce dos olhos á base da mandíbula, pelos vários anéis escuros na cauda e a maior altura dos membros posteriores, as mãos são desprovidas de pêlos, o que originou o seu nome popular. Habita locais com vegetação cerrada e altas, nas proximidades, de rios, riachos, banhados, e lagos. Durante o dia fica em ocos de árvores, sob grandes raízes ou em tocas, a noite anda em lugares pantanosos na procura de alimento, o regime alimentar bem variado se constitui de substâncias de origem vegetal e animal, dando preferência a organismos aquáticos, que procura e segura com as mãos, apoiando-se nos membros posteriores, costuma lavar o alimento antes de come, a fêmea pode dar à luz de dois a quatro filhotes pôr cria.

Nome Popular: Lontra
Nome Cientifíco: Lontra longicaudis
Família: Mustelidae
Ordem: Carnivora

Todo o corpo é marrom pardacento, na garganta tem uma mancha mais clara, o pêlo é denso, os pés com membrana interdigital e a cauda um tanto achatada na extremidade, são utilizados na locomoção dentro da água. Rios e lagos são os lugares onde vive esta espécie, de hábitos noturnos, escava tocas nas barrancas para reproduzir-se e esconder-se durante o dia. Alimenta-se de Peixes, Moluscos, Crustáceos e Aves, a ninhada, em cada parição é de 2 a 4 filhotes. O comércio clandestino da pele de lontra é o fator que mais contribui para a extinção dos últimos exemplares de algumas populações remanescentes, existentes em lugares isolados do estado

Nome Popular: Suçuarana
Nome Cientifíco: Felis concolor
Família: Felidae
Ordem: Carnivora

Ocorre na maior parte do continente americano, caça desde pequenos roedores até mamíferos de grande porte, como capivaras e veados. Quando caça uma presa grande que não pode devorar totalmente no mesmo dia, procurar tapar o que restou com palhas e ramos do lugar onde está alimentando-se. A fêmea pode dar á luz de dois a quatro filhotes, que nascem em local bem escondido e são protegidos pela mãe, hoje está em processo de declínio de suas populações devido a caça para obtenção de pele, e por causa da provável morte de animais domésticos atacados pela suçuarana.

Nome Popular: Onça pintada
Nome Cientifíco: Panthera onca
Família: Felidae
Ordem: Carnivora

É o maior felino americano, a onça preta também recebe o nome popular de pantera, mas trata-se apenas de uma variação cromática de pelagem, vive em florestas úmidas, normalmente nas proximidades da água, alimenta-se de várias espécies animais, inclusive de capivaras e jacarés. Para caçar a presa, geralmente ataca por trás procurando atingir o pescoço e a cabeça no 1o golpe. Apesar de ser um felino muito temido pelo homem, não é perigoso, na aproximidade da presença humana, procura fugir, é atualmente uma espécie em extinção, hoje vivendo principalmente dentro de parques, como é um animal que necessita de uma grande área para poder sobreviver já houve casos de indivíduos saírem fora da área dos parques e então serem abatidos.

Nome Popular: Veado mateiro
Nome Cientifíco: Mazama americana
Família: Cervidae
Ordem: Artiodactyla

A cor geral é marrom avermelhada, podendo variar em tonalidades, os chifres são rugosos e possuem cerca de 12 cm de altura. A fêmea dá á luz um filhote pro cria. As atividades de alimentação são noturnas e crepusculares quando então pode sair para áreas abertas, já que prefere matas altas.

Nome Popular: Jaguatirica
Nome Cientifíco: Felis pardalis
Família: Felidae
Ordem: Carnívora

Dos felinos manchados que ocorrem no Brasil só perde, em tamanho, para a onça, vive em florestas densas, trepa com facilidade em grandes árvores para caçar ou esconde-se, refugia-se em ocos ou covas do pé de grandes troncos e em grutas, alimenta-se de aves e mamíferos de porte pequeno a médio inclusive de ouriço-cacheiro, está ameaçado de extinção devido principalmente pela caça por causa da pele e do medo da população que mora perto das áreas de ocorrência dessa espécie. É encontrada em todo o Brasil. A cauda pode atingir até trinta por cento do comprimento total, o pêlo é curto e abundante.
O corpo tem formas esbeltas, apesar da musculatura bem desenvolvida. A coloração geral de fundo, nas partes superiores do corpo, é amareladas. As manchas pretas são grandes e de formas variadas, ás vezes reunidas chegando a formar listras compridas, principalmente nas partes superiores, nas partes laterais tende a formar uma cadeia de manchas alongadas, no peito e na barriga a cor é esbranquiçada, as pernas são grossas com patas grandes. Nos lados do pescoço e porção anterior do corpo, existe uma tendência para a formação de listras, que em alguns exemplares, é bem distinta, cabeça grande e arredondado, focinho curto, olhos bem na frente da cabeça.
Na concepção humana, são perigosos, traiçoeiros e noviços sendo por isto caçados e abatidos como terríveis inimigos da humanidade, mas não apresentam no entanto, a nocividade que lhes é atribuída, os felideos é que deveriam considerar o homem a grande fera, por que este, já destruiu praticamente mais de dois terços das populações que existiam há 50 anos passados. São predadores terrestres especializados, possuem modificações especiais, o que lhes permite saltar com facilidade podem ser citados os membros anteriores curtos e posteriores mais longos, unhas retráteis e sola do pé adaptada para amortecer o choque contra o solo

Nome Popular: Bugio
Nome Cientifíco: Aloutta fusca
Família: Cebidae
Ordem: Primates

O pelame é longo com muita variação de coloração devido a diferenças individuais e de idade, os machos adultos apresentam a cor geral do marrom forte ao vermelho e as fêmeas variam do preto ao marrom avermelhados. Os membros locomotores são fortes e pouco compridos, possuem cauda prêensil, longa e peluda. São de hábitos sociais, vivendo geralmente em pequenos grupos, de ambos os sexos, várias idades e sempre são chefiados por um macho adulto. São de hábitos diurnos e crepusculares, alimentam-se de folhas, frutos, sementes e pequenos animais que conseguem capturar, os filhotes enquanto pequenos, andam agarrados nas costas da fêmea.

Nome Popular: Cateto
Nome Cientifíco: Tayassu tajacu
Família: Tayassuidae
Ordem: Artiodactyla

O corpo é marrom escuro, salpicado de branco, possui um tipo de colar branco amarelado, em frente às patas anteriores que possuem quatro dedos e três nas posteriores, na parte dorsal da cauda, possui uma glândula de cheiro que utiliza quando está irritado, a ninhada é geralmente de dois filhotes, preferem o crepúsculos para se alimentar e o seu território é de 5 km andam em pequenos grupos constituídos de adultos e jovens de ambos os sexos e o líder da vara é um macho velho, alimentam-se de vegetais principalmente frutos, mas comem também folhas, talos e raízes e ocasionalmente animais.

Nome Popular: Pontoporia
Nome Cientifíco: Pontoporia blainvillei
Família: Pontoporidae
Ordem: Cetacea

Ocorre em águas temperadas do litoral Sul Americano, na costa do Brasil chega até o Espirito Santo, aquática com dieta variada, Crustáceo, Cefalópodes e pequenos Peixes.

Nome Popular: Tucuxi ou Boto cinza
Nome Cientifico: Sotalia fluviatilis
Ordem: Cetacea

Nome Popular: Ouriço – cacheiro
Nome Cientifíco: Coendou villosus
Família: Erethizontidae
Ordem: Rodentia

O corpo é recoberto por espinhos e pêlos longos na região superior, os quais lhe dão uma coloração cinza amarelada. A cauda é recoberta com espinhos, com exceção da porção terminal que é nua e prêensil, na base desta, os espinhos são compridos e vão ficando mais curtos no sentido basal de modo que próximo à ponta, são bem pequenos. Neste roedor, os espinhos são um eficiente meio de defesa, quando é atacado procura encolhe-se, baixando o focinho, enroscando a ponta da cauda e eriçando os espinhos das costas e da cauda, à aproximação do inimigo, ele investe de costas, dando rabanadas laterais com a cauda, para acertar o adversário, porém sem lançar os espinhos como é crença popular. Os espinhos são córneos, a ponta é formada por pequenas escamas, justapostas, de modo que as extremidades ficam voltadas para a base do espinho. Quando este penetra na pele do inimigo, as escamas o prendem e os movimentos musculares puxam-no para o interior, se estes não forem arrancados logo penetram cada vez mais, São arborícolas, de matas e utilizam a cauda para lhe dar sustentação.

Nome Popular: Cutia
Nome Cientifico: Dasyprocta sp.
Família: Dasyproctidae
Ordem: Rodentia

São roedores de porte médio, podem ser encontradas em matos ou em capoeiras. Alimentam-se de frutos, sementes e vegetais suculentos encontrados no chão, escondem-se em tocas, principalmente em barrancos, sob raízes ou troncos ocos, deitados no solo. A ninhada é de dois a três filhotes que nascem em esconderijos escuros e bem protegidos, o modo como seguram o alimento, com os membros anteriores, sentados sobre as pernas posteriores, é muito gracioso. As cutias são muito caçadas pelo povo sendo atualmente raras e em vias de desaparecimento. Possui cabeça alongada, com orelhas pequenas, extremidades posteriores bem mais longas que as anteriores, pés anteriores com 5 dedos e os posteriores com 3 dedos.

Nome Popular: Morcego
Ordem: Chiroptera

Os morcegos são mamíferos que adquiriram a capacidade de voar, através de várias modificações estruturais do organismo, possuem cinco dedos nas extremidades locomotoras, os pés são muitos pequenos, com falanges curtas e unhas recurvadas próprias para enganchar. O sentido mais desenvolvido é a audição, responsável pela orientação no deslocamento. Emite ultrasons, que chocam-se contra obstáculos e voltam ao seu ouvido, dando a percepção da distância e da forma das coisas. As espécies que capturam insetos, emitem sons de muito maior energia e têm a capacidade auditiva superior aos demais. Dormem em pequenos ou grandes grupos, as fêmeas criam, em regra geral, um filhote por ano. Os filhotes, enquanto pequenos viajam agarrados à parte ventral das mães, podem ser classificados em frugívoros, nectívoros, piscívoros, onívoros, insetívoros e hematófogos.

Nome Popular: Tatu
Ordem: Edentata
Família: Dasypodidae

São mamíferos que existem somente no continente americano, apesar da ausência de dentes ser uma característica dos membros desta ordem, os tatus são portadores de dentes da série molar, porém sem a camada protetora externa de esmalte. Os tatus, com cerca de 20 espécies são animais adaptados para a vida no solo, como característica principal possuem a proteção de uma forte carapaça, formada por cintas e placas conectadas por uma pele grossa e córnea. Hábitos terrestres, procuram alimentos escavando o solo, utilizando as poderosas unhas dos dedos médios anteriores e refugiam-se em tocas.

Nome Popular: Porco do mato
Nome Cientifíco: Tayassu pecari
Familía: Tayassuidae
Ordem: Artiodactyla

Coberto de pêlos grossos e longos de cor preta, possui uma faixa de pêlos compridos que se eriçam quando está irritado, vive em matas densas e úmidas, alimenta-se de vegetais e animais, na busca dos alimentos fuça como os porcos domésticos, revirando a terra, troncos caídos, é de hábitos sociais, normalmente vivendo em grupos constituídos por machos e fêmeas, os machos velhos, normalmente ponteiam as varas. Possui na base da cauda, uma glândula que produz cheiro forte, quando está alarmado. São animais que não atacam o homem, quando assustados correm em grande velocidade em fila indiana e abrem caminho com a força do corpo ou a dentadas, este comportamento originou a crença de que são ferozes, pois podem causar acidentes a pessoas, durante sua fuga, enxergam pouco e ouvem bem, quando estão irritados, batem os dentes sendo essa uma batida seca dos dentes mandibulares contra os maxilares e pode ser escutada à distância e serve, geralmente para intimidar seus predadores.

Nome Popular: Capivara
Nome Cientifíco: Hydrochaeris hydrochaeris
Família: Hydrochaeridae
Ordem: Rodentia

Este é o maior roedor do mundo, corpo compacto, pernas curtas, sem cauda, a cabeça é grande com orelhas e olhos localizados bem no alto, o que facilita ao animal a permanência dentro da água. As ninhadas são de 4 a 6 filhotes, podendo chegar a oito. São roedores semi-áquatico de hábitos gregários que vivem em grupos pequenos, de ambos os sexos e diferentes idades. São de hábitos diurnos e noturnos, sendo as primeiras horas da manhã e últimas da tarde, as que ficam em maiores atividades. Quando assustadas mergulham, deixando apenas os olhos e as narinas foram da água, seus principais predadores são as onças e outros carnívoros. É facil de constatar a sua presença pelos montículos de fezes que depositam, possuem o hábito de roer ou se esfregar nos troncos das árvores. Vivem sempre á beira da água onde alimentam-se de vegetais, ou plantas aquáticas.

Nome Popular: Lobo Marinho
Nome Cientifíco: Arctocephalus tropicalis
Familía: Otariidae
Ordem: Carnivora

A cor geral é parda por cima do corpo e cinza amarelada nas partes de baixo, pés transformados em nadadeiras, focinho afilado e orelhas salientes, carnívoros, passam a maior parte do tempo dentro da água saindo para a terra durante o cio e o parto, alimentam-se de Peixes, Crustáceos e Moluscos do grupo dos Polvos e Lulas (Cephalópodas), no período de reprodução, os machos formam um harém em costas rochosas, após a cópula, voltam à água e cerca de um ano mais tarde, novamente nos mesmos locais, as fêmeas parem os filhotes. Durante o dia, machos e fêmeas vão para a água, ficando só os filhotes na terra, a noite as mães reúnem-se a seus filhos.
O centro de dispersão situa-se nas regiões frias do sul da América do Sul, são especializados para a vida marinha, extremidades transformadas em nadadeiras, possuem corpo forte e alongado, orelhas muito pequenas. São de hábitos gregários e vivem em água e terra. A pele é muito procurada pelo homem, devido á boa qualidade, no Uruguai e Argentina são abatidos milhares para fins de extração de pele, óleo, causando uma grande matança de indivíduos dessa espécies comprometendo a sobrevivência da espécie.

Nome Popular: Gambá de orelha preta
Nome Cientifico: Didelphis marsupialis
Família: Didelphidae
Ordem: Marsupialia

Vive em ambientes com matas altas e úmidas, possui o pavilhão auditivo totalmente preto, pelagem constituída de pêlos claros na base com pontas pretas é muito densa. Mamíferos considerado primitivo, cuja fêmeas, são possuidoras de uma dobra de pele abdominal, formando uma bolsa denominada Marsúpio, são providos de unhas nas quatro extremidades locomotoras e a maioria tem cauda preensil. Ocorre o nascimento prematuro dos filhotes, sendo que os fetos são parídos antes de suficientemente crescidos para enfrentar o mundo extra – uterino, não têm movimentos voluntários, assim são auxiliados pela mãe, encontram as tetas que estão dentro do marsúpio e aí permanecem presos, graças á músculos especiais existentes nos lábios, sendo o leite injetado na faringe por mecanismos especializados das glândulas mamarias.

Nome Popular: Coati ou quati
Nome Cientifíco: Nasua nasua
Família: Procyonidae
Ordem: Carnívora

São de hábitos sociais, vivendo em grupos de vários indivíduos, os machos velhos podem ser observados solitários, andam no chão e sobre as árvores, as principais atividades ocorrem durante o dia, mas á noite também se movimentam, comem vegetais e animais variados, utilizando o comprido focinho e o nariz que sendo muito flexível, é introduzido em buracos, sob cascas de árvores, no chão, ninhos etc. Para capturar e segurar o alimento utilizam as mãos. Os pêlos são abundantes e compridos, os membros anteriores são mais curtos e escuros que os posteriores.

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