Cultura

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Pontos Culturais, Turísticos e Históricos de Santos

Orquidário Municipal

Ar puro, muito verde e a riqueza da fauna brasileira, tudo isso pode ser encontrado nos 22.240 metros quadrados do Orquidário Municipal. Com 53 anos, o parque zoobotânico, localizado no bairro do José Menino, abriga uma coletânia de orquídeas, além de árvores frutíferas e medicinais, espécies raras como o pau-brasil e vários tipos de flores. O local é uma verdadeira floresta urbana, que atrai diariamente inúmeros pássaros que vivem em liberdade em meio às aves ali existentes - tucanos, gaviões, araras, papagaios e pavões.
Na área central existe um lago de 1.180 metros quadrados, com carpas e tartarugas, que recebe aves aquáticas e migratórias. O Orquidário também abriga animais silvestres e grande parte vive solta pelo parque.
Entre as espécies da fauna, há algumas raras e ameaçadas de extinção: macaco-aranha, mico-leão, macucos, guarás, preguiça e até jacaré de papo amarelo.

Jardim Botânico

Um verdadeiro santuário ecológico, assim pode ser definido o Jardim Botânico Chico Mendes, que além de uma ótima opção de lazer, tem a finalidade de preservar diferentes espécies de plantas. O local recebe em média 3 mil pessoas a cada mês que, além de contemplar a natureza, participam de atividades como a Trilha no Jardim, um passeio monitorado, que percorre 11 estações, cada uma com um tipo diferente de coleção de plantas.
Entre as espécies encontradas no Jardim estão plantas nativas da Amazônia, como a pupunha, açaí, mogno, seringueira, jenipapo, cajá-manga, entre outras. Na coleção de palmeiras, há 65 diferentes espécies entre elas a Imperial, usada na arborização da Av. Ana Costa. Quem visita o Jardim Botânico logo é alertado de que pode pisar na grama. O contato mais próximo com a terra é fundamental para conhecer as espécies e sentir seus diferentes aromas e texturas.
É a maior área de lazer da Zona Noroeste, com 90 mil metros quadrados. É uma opção até para caminhadas, já que o parque é circundado por uma alameda, de 1.120 metros. Quem curte natureza encontra mais de 300 espécies vegetais, incluindo espécies nativas da Mata Atlântica.

Aquário

Fundado em 1945, o Aquário Municipal de Santos está com 53 anos de existência e é o parque público da região que mais recebe visitante.
Situa-se nos jardins da orla, no bairro da Ponta da Praia.
O primeiro e maior aquário público do Brasil foi inaugurado, no governo do prefeito Antônio Gomide Ribeiro dos Santos, com a presença do então presidente da República, Getúlio Vargas.

Museu de Pesca

A edificação, cujo terreno fora anteriormente área do Forte Augusto, foi erguida em 1908, para instalação da Escola de Aprendizes de Marinheiro, inaugurada em 1909. Em 1931, a antiga escola cedeu lugar à Escola de Pesca, que só começou a tomar forma e denominação de museu em 1942, quando foi incorporado à coleção o esqueleto de uma baleia de 23 metros de comprimento, encalhada em Peruíbe naquele ano. O Instituto de Pesca "M. Nascimento Jr.", mais conhecido como Museu de Pesca, foi reaberto em 1998, após longo período de reformas.

Centro de Cultura

Inaugurado em 10/03/1979, é a principal obra de arquitetura contemporânea da Cidade. O Centro de Cultura abriga o Teatro Municipal Brás Cubas, o Teatro de Arena Rosinha Mastrângelo, a Hemeroteca Municipal Roldão Mendes Rosa, o Museu de Imagem e Som de Santos (Miss), cursos de música, dança - incluindo balé e dança de rua - e artes plásticas, além de auditórios para projeção de filmes, espaços para exposições e para atividades culturais diversas. O Teatro Municipal, cujos equipamentos o tornam um dos melhores do Brasil, tem capacidade para 544 espectadores e seu palco, de tipo italiano, tem 15 metros de profundidade, 18 metros de largura e 23 metros de boca.

A casa mais antiga

No Centro, à Rua Frei Gaspar, 6, fica a mais antiga construção residencial da Cidade, ocupada hoje pela empresa Hard Rand S/A Exportadora e Importadora. Construída em 1818, conserva ainda as linhas arquitetônicas originais, mesmo tendo passado por algumas reformas. Serviu de moradia para o coronel José Antonio Vieira de Carvalho, homem de posição na vila de Santos, onde foi Juiz de Direito, Vereador e Presidente da Câmara Municipal.

Associação Comercial

Fundada em 1870, é a mais antiga entidade de classe do Estado e uma das primeiras do País. O prédio atual, de 1924, tem telas de Benedicto Calixto, farta documentação e publicações sobre a evolução do ciclo cafeeiro em Santos e no Brasil. Rua XV de Novembro, 137, Centro.

Monte Serrat
A denominação Monte Serrat aconteceu em 1604, após a construção da Capela de Nossa Senhora do Monte Serrat, em 1603, pelo então Governador de São Paulo, Dom Francisco de Souza, devoto daquela Santa. No princípio deste século, foi construído no alto do Morro, um grande edifício, com terraços, mirante e um Cassino. Ambos podem ser visitados.
É um marco no coração da cidade, pois no topo está à capela de Nossa Senhora do Monte Serrat, padroeira de Santos festejada no dia 8 de setembro o seu topo pode ser atingido pelo Bondinho, que funciona sobre trilhos no sistema funicular, ou pela escadaria, com 415 degraus, intercalados por nichos, com representação da Via Sacra. Do alto, podem-se avistar toda a cidade, desde as praias até o porto, e também os municípios: Guarujá, Cubatão e Praia Grande.

Mirante no Morro de São Bento

Um panorama privilegiado de várias partes de Santos, incluindo a Ilha Barnabé. Sobe-se pelo Morro do São Bento em direção à policlínica, seguindo para o alto tomando como referência as antenas de rádio e de TV. Dá para estacionar ao lado do Centro Esportivo Milton Ruiz. Como a região é alta e pouco urbanizada, a temperatura é mais amena, contando quase sempre com uma suave brisa. Para se ter a visão da Cidade, o visitante passa por trás do Centro. Em um ponto, se vê o Porto, o Centro e os bairros da orla. Andando em sentido contrário, a paisagem é da Serra do Mar. A Prefeitura poderia cuidar do local, capinando o mato e construindo bancos para melhor apreciação do visual.

Lagoa da Saudade e área de lazer

Pescaria é uma das opções da Lagoa da Saudade, além de ser um excelente local para descanso. Quem pesca encontrará tilápias, pacus, carpas e bagres. Com sorte, o visitante ainda pode ver o jacaré que habita a lagoa. Mas não é só isso. Até poucos santistas sabem que há uma área, ao lado da lagoa, com cinco pontos para se fazer churrasco, oferecendo churrasqueira, pia e grande mesa com bancos e tomada para uso de equipamento de som. Após o uso, a limpeza fica por conta dos funcionários da Prefeitura. Para curtir esse espaço, o interessado tem de se cadastrar no local (levando carteira de identidade e CIC) e fazer a reserva. Ao lado desses pontos para churrasco, uma bem cuidada área verde, um pequeno parque infantil e uma rampa de skate, atualmente em manutenção.

Pinacoteca Benedicto Calixto

Conta com acervo de 24 obras do artista, que nasceu em Itanhaém e retratou paisagens de Santos em diversos períodos do passado. As obras foram feitas entre 1882 e 1922. Até o carnaval, o imóvel — um belíssimo casarão em estilo neoclássico.
Inaugurada em 1992, a Pinacoteca é importante ponto de referência cultural da Cidade, ao manter uma exposição permanente de obras do pintor Benedicto Calixto, além de mostras temporárias de obras de artistas nacionais e estrangeiros. Está à disposição dos visitantes uma biblioteca composta por livros de arte e uma sala de leitura para consulta e pesquisa. Funciona num belo e imponente casarão branco - uma raridade arquitetônica - totalmente restaurado pela Prefeitura Municipal de Santos, em estilo neoclássico.

Museu de Arte Sacra de Santos

Apesar do nome, o museu, que fica no Mosteiro de São Bento (cuja construção demorou mais de 100 anos) conta também com outros acervos, tais como o de réplicas em miniatura de aviões (aeromodelismo) da Segunda Guerra e a galeria com 97 máscaras ritualistas das Américas, África, Ásia e algumas de origem desconhecida. Do acervo religioso, destacam-se as imagens de Santa Catarina (1540), que ficou quase 70 anos no mar e foi resgatada por escravos, e de Nossa Senhora da Conceição (1560), do mestre do barroco brasileiro João Gonçalo. Há também uma ala só de crucifixos, um salão de pratarias, entre outras peças sacras. Uma das curiosidades é um órgão antigo, Harmonium, do começo do século passado.
Construído em 1650 pela Ordem de São Bento, o prédio é um importante exemplar do barroco adotado pelos beneditinos. As paredes de alvenaria possuem cerca de 90 cm de largura, apresentando como argamassa cal de sambaqui. No mosteiro - que agora abriga o Museu de Arte Sacra - viveu Frei Gaspar da Madre de Deus, um dos mais notáveis historiadores de Santos. Inaugurado em 1981, o museu conta com valioso acervo de aproximadamente 400 peças, entre as quais a imagem de Nossa Senhora de Alexandria, primeira padroeira de Santos.

Bolsa do Café

O prédio foi inaugurado por Washington Luiz, no dia 7 de setembro de 1922, como parte das comemorações do centenário da Independência. Reaberto em 15 de setembro de 1998, após obras de restauro financiadas pelo Governo do Estado, estava fechado desde 1986, quando a Bolsa Oficial do Café foi extinta. Construído com mármores importados, madeiras nobres e vitrais, conta com torre de 40 metros, dotada de relógio, e quatro estátuas externas representando a Indústria, o Comércio, a Lavoura e a Navegação. Considerado um dos mais belos projetos arquitetônicos da Cidade, a Bolsa revela a importância da atividade do comércio cafeeiro no desenvolvimento de Santos. Entre as atrações de seu interior, além da bela arquitetura, há quadros de Benedicto Calixto, um mobiliário antigo decorando o salão do pregão, sala de classificação de café, sala de jogos e o antigo restaurante.

Casa de Câmara e Cadeia

Monumento arquitetônico em estilo colonial, com mais de 2.000 m² de área construída, foi projeto em 1836, mas concluído cerca de 30 anos depois. Abrigou a Casa de Câmara, o Fórum, a 1ª sede da Intendência (Prefeitura), a Cadeia e delegacias de polícia. Construída em alvenaria, pedra e cal, foi palco da proclamação, em 15 de novembro de 1894, da primeira e única Constituição Municipal do país. O imóvel e a área arborizada da Praça dos Andradas foram tombados pelo IBPC em 1959 e pelo CONDEPHAAT em 1973, que restaurou o prédio em 1981. O local foi tombado pelo Condepasa em maio de 1990. Atualmente, no local funciona a Delegacia Regional de Cultura, do Governo do Estado.

Engenho dos Erasmos

Foi o terceiro engenho de cana-de-açúcar do Brasil e a primeira sociedade anônima brasileira, iniciativa de Martim Afonso de Souza, fundador da Vila de São Vicente. Construídas em 1533, suas ruínas são as únicas do mundo em estilo açoriano, com um moinho movido a água dotado de plataforma para vencer o desnivelamento do terreno. No século XVII, o engenho foi quase totalmente destruído por um incêndio. Atualmente vem sendo desenvolvido um projeto arqueológico através de convênio firmado entre a Prefeitura de Santos e a Universidade de São Paulo (USP).

Fortaleza de Santo Amaro

O mais importante monumento histórico-militar do Estado de São Paulo lembra edificações medievais, acomodando-se à topografia da paisagem. O prédio principal, também chamado quartel, tem cerca de 800 m2, sendo resguardado por 300 metros de muralhas. Foi construído em 1584, e protegeu o estuário de Santos na época da Colônia, do Império e da República. A fortaleza foi desativada em 1905 e tombada em 1967, ficando no abandono até 1993, quando se organizou uma comissão de restauração, liderada pela Universidade Católica de Santos (UniSantos). Hoje o monumento, que está situado no Guarujá, embora tenha sido erguido quando o município ainda fazia parte de Santos, acha-se em fase final de recuperação. Desde agosto de 99 pode-se admirar, em sua capela, o painel 'O Vento Vermelho'. última obra de Manabu Mabe. A partir da Ponte Edgard Perdigão, acesso por barco para a Praia do Góes, com solicitação prévia de escala na fortaleza.

Panteão dos Andradas

Construído ao lado do Conjunto do Carmo, é o jazigo das cinzas de José Bonifácio de Andrada e Silva, o Patriarca da Independência, e de seus irmãos Antônio Carlos, Martim Francisco e Padre Patrício Manuel. O prédio foi inaugurado em 07 de setembro de 1923. O Monumento projetado pelo escultor brasileiro Rodolpho Bernadelli, foi feito na Itália. Além da urna em jacarandá, o templo cívico, em mármore, tem quadros de bronze com cenas da História do Brasil e inscrições de frases dos Irmãos Andrada. Tombado pelo Condepasa em junho de 1993.

Outeiro de Santa Catarina

O local é o marco inicial da povoação da cidade. No século XVI, Luiz de Góes e sua esposa, Catarina de Aguillar, ergueram, na base do morro, a capela de Santa Catarina de Alexandria, a primeira de Santos. Quando o corsário inglês Thomas Cavendish saqueou a vila, em 1591, a capela foi destruída e a imagem de Santa Catarina, jogada no mar. Resgatada por escravos em meados do século XVII, hoje a peça está exposta no Museu de Arte Sacra. Em 1663, iniciou-se a reconstrução da capela, agora no alto do outeiro. Entre os séculos XVIII e XIX, com o desbaste do morro para a obtenção de aterro, a igreja foi demolida. Entre 1880 e 1884, o médico italiano João Éboli mandou construir, sobre o bloco de rocha restante, uma casa com feitio de castelo. Atualmente, ela abriga a Fundação Arquivo e Memória de Santos, que mantém acervos fotográfico e de documentos, serviço educativo, biblioteca de apoio, laboratórios fotográfico e de restauro de papéis. Mantém ainda exposição permanente de fotos e gravuras históricas.

Casa de Frontaria Azulejada

O imóvel, de estilo neoclássico com fachada revestida de azulejos coloridos, foi erguido em 1865 pelo comerciante português Comendador Joaquim Manoel Ferreira Neto. Construída com mistura de pedras, saibro, cal e óleo de baleia, a casa tem dois pavimentos em forma de "U", com os fundos voltados para o porto. De lá chegavam as mercadorias adquiridas pelo comerciante e que eram transportadas em canoas, por um canal, até os cômodos térreos. A porta principal permitia o acesso de carruagens ao pátio interno. Com os anos, o prédio teve diversas utilizações. Na época em que foi desapropriado pela Prefeitura, em 1986, servia como depósito de adubo. A fachada de azulejos foi restaurada pela Administração Municipal, em 1994. O interior está sendo reconstruído para abrigar parte do acervo da Fundação Arquivo e Memória de Santos.

Casa do Trem Bélico

Construída entre 1734 e 1738, é uma das mais antigas edificações militares do município e um dos poucos exemplares do gênero no País. As paredes, feitas com mistura de pedra, cal de sambaqui e óleo de baleia, têm cerca de 90 cm de espessura. O imóvel abrigava o material bélico de que a vila dispunha para sua proteção: lanças, arcabuzes, mosquetes e munição.

Estação Santos - Jundiaí

De arquitetura eclética com maior influência vitoriana, o prédio foi construído no local onde funcionou o Convento de Santo Antonio do Valongo, vizinho da Igreja do Valongo, até hoje em atividade. A Estrada de Ferro São Paulo Railway Co., criada em 1856, por decreto imperial que concedia privilégios para exploração da linha entre Santos e Jundiaí por 90 anos, adquiriu o terreno em 1859. A estação foi erguida graças ao empenho de Irineu Evangelista de Souza, Barão de Mauá, junto a empresários e banqueiros ingleses. As obras começaram em 24 de novembro de 1860 e a inauguração ocorreu em 16 de fevereiro de 1867, com a chegada a Santos do primeiro trem, com locomotiva a vapor, da linha que ligava o planalto à cidade.

Hospedaria dos Imigrantes

O Sindicato do Comércio Varejista da Baixada Santista leva adiante o projeto do Centro de Convenções de Santos que vai funcionar na Hospedaria dos Imigrantes, cujas obras devem ser concluídas em 2001. O projeto da Hospedaria vai consumir aproximadamente R$ 15 milhões em investimentos, 1200 empregos diretos e terá capacidade para realizar os mais variados gêneros de eventos, tais como congressos, exposições, temáticas, reuniões técnico-científicas, formaturas, banquetes, cinema, dança, teatro, concertos musicais, shows de música popular entre outros. Terá entre seus ambientes salões de exposições com 3.500 m2, auditório para 1000 pessoas, auditório para 300 espectadores, cozinha específica, salas de uso múltiplo, restaurante, salas de apoio e acesso para deficientes físicos. O financiamento está sendo buscado por meio de empréstimos, captação junto a empresas mediante descontos fiscais da Lei Rouanet, parceiras de investidores institucionais, venda antecipada da agenda do centro e recursos do sindicato.

Palácio José Bonifácio

Inaugurado em janeiro de 1939, pelo então Presidente Getúlio Vargas, como parte das comemorações do aniversário da cidade, o prédio de linhas clássicas tem lustres em cristal da Bohêmia, acabamento em mármore italiano e jacarandá-da-baía. O Gabinete do Prefeito e o Salão Nobre Esmeraldo Tarquínio - ele é a terceira sede do poder executivo municipal - seguem o estilo Luiz XVI. Além da Prefeitura, até o final de 1999 o palácio estará abrigando ainda o plenário, a presidência e a mesa diretora da Câmara, já que o poder legislativo municipal está de mudança para um prédio da Rua XV de Novembro.

Santos Futebol Clube

No bairro de Vila Belmiro está localizado o Estádio Urbano Caldeira, onde se fez a história do clube, que projetou o nome da Cidade em todo o mundo, através de seus craques como Edson Arantes do Nascimento, o Pelé. A sala de troféus, com vários marcos da passagem de Pelé pela Cidade.

De Vaney

Reconhecidamente uma das cidades onde o esporte e lazer são marcas muito fortes no seu dia-a-dia, Santos registra longa, intensa e destacada história no esporte, que pode ser conferida no Centro de Memória Esportiva De Vaney. Como atração para as pessoas que gostam de esporte, o museu possui um acervo específico de conquistas da Cidade, incluindo troféus e outros objetos relacionados com as práticas esportivas (fotos, desenhos, ilustrações, quadros etc). Além dos arquivos da Cidade, o museu conta, ainda, com uma biblioteca em processo de informatização. Nos computadores encontram-se todas as atividades, regras e leis de cada modalidade do esporte para consultas escolares ou avulsas. Para o turista que chega a Santos, o Centro de Memória é uma boa opção para permanente avaliação do que se fez e se faz na área esportiva. "Trabalhamos para atender ao público em geral, para registrar, organizar e disponibilizar todo o nosso material para consulta", acrescenta. Adriano Neyva da Motta e Silva, o De Vaney, era jornalista esportivo e acumulou, durante a sua carreira, todo o material do esporte santista e brasileiro. Trabalhou nos jornais Diário, A Tribuna e Cidade de Santos, ganhou prêmios e foi um dos principais responsáveis pelo título que Santos ostenta, o de 'O município mais esportista do País'. Com sua morte, a família doou todo esse material para a Prefeitura Municipal de Santos.

Concha Acústica Vicente de Carvalho

Trata-se de um mini-centro de cultura ao ar livre, onde são promovidos espetáculos artísticos e culturais, em geral nos fins de semana. É uma obra simples, porém moderna e funcional. Está situada nos jardins da praia, junto ao Canal 3.

Casarões do Valongo

O primeiro bloco é de 1867 e o segundo de 1872. O conjunto em estilo neoclássico foi utilizado como residência até 1895 e abrigou a Câmara Municipal, Intendência (Segunda sede do Poder Executivo Municipal), escritórios de café, bares e hotéis. Em 1985, um incêndio deixou um dos blocos em ruínas; em 1986, uma das paredes desabou com uma ventania e, em 1992, um novo incêndio também deixou em ruínas o edifício remanescente. É tombado como patrimônio histórico e está incluído no projeto de revitalização do Centro de Santos.

Porto

O porto de Santos é considerado o maior da América Latina. Suas instalações ocupam quase 13 km de extensão(12.735 metros), de ambos os lados, indo até Cubatão, onde se encontram os terminais privativos da Cosipa e Ultrafértil. Sua origem, que data de 1545, está vinculada ao tráfico de escravos e ao comércio do sal. No século XIX, o investimento no sistema sanitário a partir do porto abrangeu toda a cidade. O porto desempenhou papel preponderante no desenvolvimento do Estado e do País, principalmente por causa da exportação de café. O primeiro registro de escoamento do produto por Santos é de 1845, quando foram embarcadas duas sacas com destino à Europa. Em 1886, um grupo liderado pelos brasileiros Cândido Gaffrée e Eduardo Palassin Guinle obteve a concessão para construção do porto como o conhecemos hoje e para sua exploração por 90 anos. Em 2 de fevereiro de 1892, o navio Nasmith atracava no cais, então com apenas 260 metros, marcando oficialmente o início de funcionamento do porto de Santos. A partir de 1980, a administração passou a ser exercida pela Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), sociedade de economia mista, sob controle acionário da Empresa de Portos do Brasil S/A(Portobrás). Recentemente, em função da modernização nacional do sistema portuário, os terminais foram arrendados e a Codesp transformou-se em autoridade portuária. Com a mudança da lei de cabotagem, em 1994, que permitiu a escala de navios estrangeiros exclusivamente em portos brasileiros - antes eles precisavam atracar também em outro país - houve o incremento dos cruzeiros marítimos. Atualmente a cidade recebe grande número de visitantes em seu terminal de passageiros, inaugurado em 1998, pelo Consórcio Concais.

Cine Arte

Inaugurado em 1991, possui 48 lugares para a exibição de filmes de arte, que estão fora do circuito comercial. Também são realizados debates com cineastas e mostras temáticas de filmes especiais. Posto 4 - jardim da praia do Gonzaga (próximo a Av. Washington Luiz).

Emissário Submarino
Construído na década de 70 para conduzir os resíduos de esgoto tratados na Estação de Tratamento de Água da Sabesp, sua plataforma encontra-se totalmente urbanizada. Ocupa uma área de aproximadamente 48 mil m2 com local para a prática de skate e bicicross, além de espaço reservado para a montagem de circo, parque de diversões e realização de eventos.
O Emissário possui um deck para realização de campeonatos de surf e iluminação noturna no mar, para a prática deste esporte a qualquer horário do dia, ou da noite. Para os visitantes, o deck serve como 'mirante', de onde pode ser apreciada toda a orla da praia.

Morro do José Menino

É o acesso ao Morro dos Vôos, o Morro do Voturuá, que é utilizado pelos praticantes de asa delta e paraglider (um pára-quedas modificado), atraindo pilotos da Cidade, da Baixada Santista, interior do Estado e Capital, além de turistas interessados em saltar ou curtir a vista privilegiada do lugar. Localiza-se a 180 metros de altitude e de lá é possível ver um conjunto de mar, céu, verde e prédios da orla de Santos, São Vicente e até Guarujá. O sonho de voar pode ser realizado pelos visitantes no vôo duplo, no qual se vai pendurado ao piloto.

Morro da Nova Cintra

Nova Cintra é um bairro situado num vale alto, assim denominado pelo português Luiz Matos, que o transformou em vila, residindo num sítio junto à Lagoa da Saudade, no final do século XIX. A Lagoa está situada a 118 metros de altura e tem 9.800 m2 e conta com vários equipamentos de lazer, como brinquedos, quiosques próprios para piqueniques e churrascadas. Os mergulhos são proibidos por causa de uma densa camada de areia além de um inusitado morador, um jacaré que está lá desde 1996. O Morro Nova Cintra tem ainda como atrações os Rústicos Alambiques que produzem cachaça de alta qualidade disputada por apreciadores e colecionadores. Também vale a pena visitar as Chácaras do morro para apreciar belas espécies de plantas e flores.

Morro do São Bento

Chamava-se Morro do Desterro ou Nossa Senhora do Desterro até que os frades de São Bento chegaram no local, em 1650, passando, então, para Morro do São Bento. É sede do Mosteiro de São Bento, onde está instalado o Museu de Arte Sacra. Além da Igreja de Nossa Senhora da Assunção, padroeira do morro, o Largo do São Bento congrega a União das Bordadeiras, cuja arte típica da Ilha da Madeira, pode ser apreciada e adquirida na Unidade Regional de Produção.

Brás Cubas

Apresenta a estátua de Brás Cubas, fundador de Santos e idealizador da primeira Santa Casa de Misericórdia do País e cujos restos mortais se encontram sob o monumento. O conjunto reúne ainda peças representando o comércio, a indústria e a navegação. Uma coroa de bronze ostenta o brasão da cidade em 1908, época em que foi inaugurado o monumento e em que nascia a república, simbolizada por uma criança, ao lado de um menino e de um jovem, respectivamente o império e a colônia. Do outro lado da praça, em frente à sede da Secretaria da Fazenda do Estado, acha-se um pequeno poste de ferro que servia para deixar os animais amarrados, último remanescente do transporte de tração animal da cidade. Praça da República, Centro.

Monumento ao Trabalhador Portuário

Inaugurado em setembro de 1996, a obra tem como símbolo o estivador, figura marcante na história do desenvolvimento econômico e das lutas sindicais do Porto de Santos, que se alastraram pelo País inteiro e obtiveram grandes conquistas trabalhistas para o setor. A escultura, de autoria de Vito D'Alessio e Juvenal Irene, tem 12 metros de altura, pesa duas toneladas e foi confeccionada em armação de metal, com lâminas de poliestireno. As utilizações de técnicas especiais garantem a conservação do monumento por um período mínimo de 50 anos. Praça Silvério de Souza, próximo ao Armazém 4 - Externo.

Igreja da Catedral

Em estilo gótico, lembrando templos europeus, a catedral começou a ser construída em 1909, mas só foi concluída em 1967. O projeto é de autoria do engenheiro prussiano Maximiliano Hell, responsável também pelo da Catedral da Sé, em São Paulo. Daí a semelhança entre ambas. Na fachada, sobre o ádrio de entrada, duas imagens em granito representam os pilares da Igreja de Cristo: São Pedro, o primeiro papa, e São Paulo, o apóstolo dos gentios. Mais acima, ladeando os quatro ângulos da torre, estão as figuras dos quatro maiores profetas – Isaías, Jeremias, Ezequiel e Daniel – tendo ao lado os quatro evangelistas – Mateus, Marcos, Lucas e João. Internamente, robustas colunas separam as três naves da igreja, que tem dois altares laterais e duas capelas,
uma em cada lado do altar-mor: a do Santíssimo Sacramento, com afrescos de Benedicto Calixto, e a de Nossa Senhora de Fátima. No altar-mor, nas capelas e no pára-vento (entrada), destaque para o trabalho de serralheria. A imponente cúpula segue o estilo renascentista. A catedral é a única igreja de Santos que possui cripta (galeria subterrânea) com ossuários e capela.

Igreja da Ordem Terceira do Carmo

Estabelecidos em Santos no final do século XVI, os padres carmelitas iniciaram a construção da igreja e do convento por volta de 1599. A igreja atual, do século XVIII e em estilo barroco, possui cadeirado em jacarandá e obras de Benedicto Calixto. Todo segundo domingo do mês, às 11h00, a missa é acompanhada de canto gregoriano. No pátio, há lápides funerárias do século XIX e o Marco dos Evangelistas. A igreja erguida a partir de 1752 pela Venerável Ordem Terceira de Nossa Senhora do Carmo - associação religiosa leiga – fica ao lado da igreja do convento. Tem imagens seculares, altar de madeira trabalhada e pia de água benta em pedra, de 1710.

Igreja do Rosário

É uma das mais antigas de Santos, com nave em mármore colorido e uma coleção de imagens sacras que merece destaque. Foi construída em 1822 pela Irmandade de Nossa Senhora dos Homens Pretos, a partir da capela erguida em 1651. Na capela escondiam-se os escravos foragidos que, de madrugada, eram encaminhados do Beco do Rosário, hoje Rua Vasconcelos Tavares, ao Quilombo do Jabaquara, subindo pelas matas dos morros até chegar às várzeas inundadas do Marapé. Como acontecia em todo o Brasil, a Igreja do Rosário era a única em que se permitia a presença de escravos. Funcionou como Igreja Matriz provisória de 1906 até 1924.

Igreja do Valongo

A pedra fundamental da igreja, erguida simultaneamente com o convento, foi lançada em 1º de julho de 1640, data da celebração da primeira missa. Junto a essas edificações, teve início a Ordem Terceira de São Francisco da Penitência, que construiu uma capela perpendicular à igreja, em 1691. O barroco do conjunto apresenta, na fachada, um dos mais expressivos trabalhos desse estilo no século XVIII. Em 1859, o prédio foi vendido para a construção da estação da estrada de ferro Santos-Jundiaí. Mas não houve força capaz de retirar a imagem de Santo Antônio do altar, fato que foi considerado milagre e que impediu a demolição da igreja. Conserva valiosas obras de arte, como o Cristo Místico de Seis Asas.

Rua XV de Novembro

Localizada no Centro da Cidade foi e ainda é uma das mais tradicionais de Santos. Na época áurea do café, na década de 20, chegou a ser chamada de Wall Street Santista. Uma placa colocada em sua esquina com a Rua do Comércio marca bem esta fase: "Esta quadra da Rua XV é o termômetro da economia do café. Aqui se ajuda a construir a grandeza do País". Hoje, com os movimentos e projetos de revitalização do Centro, a Rua XV voltou a ser mais valorizada e freqüentada, tanto durante o dia, por motivos de trabalho, quanto à noite, para lazer nos bares e restaurantes. Algumas restaurações, como as da Bolsa do Café, Câmara Municipal de Vereadores e o prédio da Construtora Phoenix o antigo Palácio da Banca Italiana Di Sconto, ma construção de 1920, voltaram a dar brilho à via e torná-la uma atração turística. No Centro da Cidade, com início na Rua Augusto Severo e fim na Praça dos Andradas.

Passeio de Escuna

Passear pela baía de Santos e conhecer o encanto de suas ilhas e praias, passar bem próximo dos navios de várias partes do mundo atracados no Porto de Santos, o maior da América Latina, e dar um mergulho e se refrescar em águas cristalinas. Tudo isso é possível em Santos. É só embarcar nas escunas, barcos que partem da Ponta da Praia, da Ponte Edgard Perdigão, e levam para uma rota de aproximadamente duas horas pela baía santista, percorrendo lugares como a Fortaleza de Santo Amaro da Barra, Enseada do Goes, Praia do Cheira Limão, Praia do Sangava, Ilha das Palmas, Ilha Porchat e Ilha Urubuqueçaba, além das seis praias santistas, José Menino, Gonzaga, Boqueirão, Embaré, Aparecida e Ponta da Praia.

Canais

Sete canais principais drenam a área da Cidade voltada para a baía de Santos. Projetados no início do século pelo engenheiro Saturnino de Brito, com exceção do Canal 7, construído pela Prefeitura, integram o Projeto de Saneamento da Cidade de Santos. Em 1912, foram inaugurados os primeiros canais para drenagem dos terrenos alagados, próximos ao centro da Cidade. A abertura dos canais de mar a mar evitava a estagnação das águas, diminuindo o surgimento de epidemias. Os canais de Santos caracterizam peculiarmente a Cidade e servem como pontos de referência para moradores e turistas

Entreposto de Pesca

Localizado no final do cais, no bairro da Ponta da Praia. Inaugurado em janeiro de 1958, dispõe de um pier para descarga de pescado. Durante o ano atracam no pier centenas de embarcações, algumas com até 20 metros de comprimento. Em Santos, há quase uma centena de empresas de pesca e quatro cooperativas, além de uma das mais afamadas indústrias de pescado enlatado.

Baía de Santos

O trajeto deste roteiro, feito em escuna, tem início na Ponta da Praia em direção à Fortaleza da Barra Grande - forte construído em 1584, após a invasão do pirata inglês Edward Fenton - do outro lado do canal. Nesse percurso, a Baía de Santos pode ser observada num ângulo de visão diferenciado. Os bairros da orla, e seus edifícios mais característicos, as praias, o costão rochoso e o mar de águas profundas compõem o cenário do passeio. Destacam-se principalmente as configurações geográficas da região. As ilhas da Viúva, da Moela (que abriga um farol, construído em 1832, com óleo de baleia e argamassa feita de conchas trituradas), das Palmas e as praias do Saco do Major, Sangava, Cheira Limão e do Góis são alguns dos pontos mais pitorescos do litoral paulista. A escuna sai de hora em hora, da Ponte dos Práticos, na Ponta da Praia.

Caminhos de Itatinga

Localizada a 60 km da sede do município, a Vila de Itatinga ocupa uma das regiões naturais mais belas da costa brasileira, onde se pode observar três ecossistemas: mata de encosta, manguezal e restinga. Na área de propriedade da CODESP (Companhia Docas do Estado de São Paulo), além da vila, com 70 casas, escola, posto médico, auditório, clube, padaria e a Capela de Nossa Senhora da Conceição, está a usina hidrelétrica que produz a energia que abastece o porto de Santos. A história da construção da usina começa em 1903, quando a Companhia Docas de Santos, antiga concessionária dos serviços portuários, adquiriu a fazenda Pelaes, no então distrito de Bertioga. Projetada pelo eng. Guilherme Benjamin Weinschenck, foi inaugurada em 10 de outubro de 1910.

Estuário e Canal da Bertioga

É dele que se pode observar o Porto de Santos, o maior da América Latina. O roteiro náutico dá uma visão privilegiada de armazéns, construções antigas da Codesp, a Ilha Barnabé, a Base Aérea de Santos, mangues, a Ilha Diana, onde vive uma comunidade de pescadores composta de aproximadamente 200 pessoas, os sítios arqueológicos e as vilas da área continental de Santos.

Fazenda Cabuçu

Córregos, cachoeiras, mata exuberante e muitas espécies de pássaros compõem o cenário das trilhas do roteiro ecológico da Fazenda Cabuçu. Hoje sem utilização econômica definida, a fazenda é uma referência histórica para a Baixada Santista. No período de colonização, o lugar serviu de abrigo à Companhia de Jesus, que montou um posto de catequese para os índios. Na primeira metade deste século, a região foi ocupada por grandes plantações de banana, cuja produção era transportada por meio de barcos até o Mercado Municipal, no Centro da Cidade. A queda no preço da banana e as pragas que atingiram as plantações fizeram com que a fazenda passasse a servir como lenheiro, principalmente devido à necessidade de substituição do combustível durante a Segunda Guerra Mundial.

Laje de Santos

O Parque Marinho da Laje de Santos está localizado a 45 km da costa e é considerado um dos melhores pontos de mergulho do litoral brasileiro, com profundidade variando de 18 a 40 metros e visibilidade que pode chegar a 40 metros. O parque inclui rochedos, parcéis (rochas submersas) e a laje (definição para rochedo marinho sem vegetação) que tem formato semelhante ao de uma baleia. Ela possui 550 metros de comprimento, 33 metros de altura e 185 metros de largura, e abriga milhares de aves, entre as quais o atobá, e um farol de sinalização da Marinha. Há ainda no parque um parcel de âncoras e um conjunto dessas peças que ficou preso nos corais em volta da rocha; a Ilha de Calhaus, a um quilômetro da laje, com grutas que formam labirintos submersos; e pesqueiros naufragados.

Mirante do Caetê

Situa-se a apenas dois quilômetros da Fazenda Cabuçu. O acesso se dá por um trilha só de subidas de 1.200 metros de extensão, uma boa opção para os visitantes que gostam de esporte e aventura. Do alto é possível observar manguezais, o canal de Bertioga e a área urbana de Santos. Do Mirante também se pode ouvir os sons emitidos por diversas aves, como o tangará e o macuco, e mamíferos como cotias e tatus (hoje raros em nossa região).

Vale do Rio Diana

Localizado a 27 km do centro de Santos e a 80 km de São Paulo, o Vale do Rio Diana tem, em seus 82 hectares, uma diversificada fauna, corredeiras, cachoeiras e várias espécies de vegetação, muitas histórias sobre a antiga ocupação econômica das terras, com cultivo da banana, além de uma atração bastante especial: a criação de búfalos da raça Murrah, de propriedade do agrônomo Jaime Vasquez. Única na Cidade, a criação tem 150 cabeças e produz boa quantidade de queijo frescal, feito ali mesmo com os 40 litros de leite conseguidos diariamente do rebanho.

Vale do Quilombo

Localiza-se na Zona Rural do Município, vizinha à Piaçaguera, cortado pelo Rio Quilombo. É praticamente a última reserva de área verde de Santos. O nome do rio originava-se do grande quilombo de escravos fugidos existentes naquela região, desde 1780. Entre 1830 e 1840, foram armadas expedições para apreensão dos negros ali refugiados e destruição do esconderijo.

Pontos Culturais, Turísticos e Históricos de São Paulo

Negócios, cultura e festas.

Segunda maior cidade do mundo e centro econômico da América Latina, São Paulo é conhecida como capital do turismo de negócios do continente. Quem chega à cidade por terra logo percebe os espigões que dominam a paisagem e cobrem toda a área urbana. Quem chega por cima não pode deixar de notar a extensão da cidade, um mar de prédios e concreto que não parece ter fim.

Mas todo esse concreto é pontilhado por uma cultura rica e variada, museus de reconhecimento internacional e muito entretenimento. Áreas verdes como o Parque do Ibirapuera, um dos maiores parques urbanos do mundo, e o Parque do Trianon, um oásis verde em meio ao movimento da Avenida Paulista completam a paisagem, cheia de contrastes e surpresas.

A cidade foi colonizada por habitantes do mundo todo, como japoneses, chineses, italianos, libaneses. Cada um trouxe consigo sua cultura, que São Paulo soube incorporar de forma inigualável. A culinária é o que há de mais visível nessa mistura: na cidade podem ser encontrados restaurantes das mais variadas influências, das cantinas italianas do Bixiga até os tradicionais restaurantes japoneses da Liberdade.

Festas agitam o calendário da cidade, não apenas no carnaval - que rivaliza com os desfiles das escolas de samba do Rio de Janeiro e com as festas de Salvador, mas também em tradicionais festas paulistanas, como a de Nossa Senhora da Archiropita. A vida noturna também é comparável à das principais metrópoles do mundo, havendo opções de bares, restaurantes e danceterias para todos os gostos - e todos os dias da semana.

MASP

O mais importante dos museus de arte ocidental da América Latina, localizado na avenida que é o símbolo da cidade, teve seu prédio, de arquitetura moderna, projetada pela arquiteta italiana Lina Bo Bardi.

O museu possui um acervo de 3.487 obras, cobrindo um período artístico que vai da Idade Média até as primeiras décadas do século XX. Dentre elas, destacam-se obras de Bosch, Rembrant, Poussin, Van Gogh, Renoir e Degas, entre outros grandes nomes.

O MASP recebe exposições temporárias de toda a Europa e Estados Unidos e também promove algumas turnês mundiais, participando assim do circuito internacional das artes. Em seus auditórios, o museu também realiza apresentações de música, conferências e palestras.

Depois de uma inesquecível visita, você pode aproveitar o restaurante do museu, com serviço self-service.

Museu de Arte Moderna

Um dos museus de arte mais antigos do país, o MAM possui um acervo de cerca de 3,5 mil obras, quase todas nacionais, produzidas a partir da década de 20. Pinturas e esculturas de Tarsila do Amaral, Di Cavalcanti, Alfredo Volpi, Brecheret, Amilcar de Castro, Tomie Othake, Bavarelli e outros fazem parte da coleção, que também inclui gravuras e objetos. A sede do MAM fica dentro do Parque do Ibirapuera, a maior área de lazer da cidade.

O museu realiza cerca de 20 exposições ao longo do ano, entre mostras do acervo, retrospectivas e coletivas. O restaurante é uma ótima opção para depois da visita, tem vista para as 22 obras do Jardim das Esculturas. Há também no espaço uma biblioteca, uma loja especializada em design brasileiro e livros sobre artes e um auditório onde acontecem apresentações de filmes, palestras e debates.

Pinacoteca

O prédio onde hoje se encontra a Pinacoteca foi projetado pelo arquiteto Ramos de Azevedo, inicialmente, para receber as atividades do Liceu de Artes e Ofícios. A bela construção neoclássica fica no recém restaurado Jardim da Luz, e tem à sua volta outros belos edifícios dos séculos XVIII e XIX.

Em novembro de 1905, o prédio recebeu a primeira coleção de 26 quadros, depois de ter passado por uma obra de adaptação. Há pouco tempo, a Pinacoteca passou por uma grande reforma em suas instalações. O acervo do museu, que possui mais de 5 mil peças entre esculturas, pinturas, gravuras e desenhos, fica no segundo andar.

São obras de extrema importância para a arte paulista, já que o acervo reúne trabalhos de artistas do estado como Almeida Júnior, Pedro Alexandrino e Oscar Pereira da Silva, além de obras de Cândido Portinari, Tarsila do Amaral e Victor Brecheret. No primeiro andar, o visitante pode apreciar as exposições temporárias do museu, pelo qual já passaram mostras de Rodin e Miró. Além das salas de exposição, o museu tem também cafeteria, biblioteca, restaurante e um auditório para 150 pessoas.

Museu do Ipiranga

Conhecido como Museu do Ipiranga, o edifício foi construído às margens do riacho do Ipiranga, onde D. Pedro I declarou a independência do país em 1822. A majestosa construção, em estilo neoclássico renascentista, está situada ao fundo do Parque da Independência, conferindo ao local um ar de palácio europeu.

Inaugurado em 1895, ele conta com um acervo histórico, a maior parte referente ao século XIX, que reúne armas, peças religiosas, mobiliário, objetos e jóias pessoais de grandes personagens da história paulista, além de utensílios de bandeirantes e índios.

Seu vasto jardim abriga uma réplica em tamanho reduzido dos jardins do Palácio de Versailles, obra do paisagista Arsênio Puttemans. O museu ainda possui biblioteca com 100 mil volumes e documentação histórica de 40 mil manuscritos, entre livros e periódicos.

Parque do Ibirapuera

A maior área de lazer da cidade de São Paulo, com 1,6 milhão de m2, é resultado de um dos primeiros grande projetos do paisagista Burle Marx e do arquiteto brasileiro Oscar Niemeyer, também responsável pela construção de Brasília. Dentro do Ibirapuera, além de muito verde, estão instalados os edifícios da Bienal, do Planetário, o Obelisco, os museus do Folclore, da Aeronáutica e de Arte Moderna.

Ruas pavimentadas cruzam toda a extensão do parque, que tem quatro lagos, pistas de cooper, quadras poliesportivas, campo de adestramento de cães, lanchonetes e áreas de recreação infantis. Também podem ser visitados no parque o viveiro de plantas e um pavilhão japonês, com uma réplica do Palácio Imperial de Kyoto, no Japão.

Nos finais de semana, o parque é o refúgio de um grande número de paulistanos, que buscam tranqüilidade e áreas verdes. Nos finais de semana, também acontecem no parque shows de artistas conhecidos no país, geralmente aos domingos pela manhã.

Memorial da América Latina

O Memorial da América Latina, projetado por Oscar Niemeyer, é um dos mais modernos centros culturais da cidade. O conjunto de edifícios instalado em uma área de 78 mil m2 abriga um rico complexo de informações sobre a cultura do continente latino-americano.

No Pavilhão da Criatividade, a rica produção artesanal dos povos da região está em exposição permanente. Já a história está reunida na Biblioteca das Américas, uma área especializada que conta com sala de leitura, hemeroteca e sonoteca. No acervo, também há documentação de música erudita, música popular brasileira e hispano-americana, com cerca de mil horas de gravação. Na filmoteca, 1,2 mil filmes estão à disposição, sobre temas de ficção ou documentários.

O auditório do Memorial, destinado os espetáculos musicais, apresentações de dança, teatro, congressos e convenções, possui capacidade para 1.679 pessoas.

Museu de Arte Contemporânea

O Museu de Arte Contemporânea, MAC, tem sua sede dentro da Cidade Universitária, complexo de faculdades pertencentes à Universidade de São Paulo, a maior do país. Sua criação aconteceu em 1963, a partir de doações feitas pelo Museu de Arte Moderna e coleções particulares. Em seu acervo, estão quase cinco mil obras das mais variadas tendências artísticas contemporâneas.

Trabalhos de Picasso, Chagall, Matisse e Miró estão entre as obras do acervo, que possui também o auto-retrato de Modigliani. Entre os autores nacionais, destacam-se obras de Tarsila do Amaral, Di Cavalcanti, Anita Malfatti, João Câmara e Wesley Duke Lee. O Museu também organiza exposições sistemáticas e oferecem disciplinas optativas aos cursos de graduação e especialização da universidade, atividades de ateliês e visitas orientadas.

Memorial do Imigrante

O Memorial do Imigrante, criado em 1998, é composto pelo Museu da Imigração, um Centro de Pesquisa e Documentação e os núcleo dos Transportes e de Estudos e Tradições. O Museu da Imigração, peça chave do complexo, foi fundado em 1993, com o propósito de preservar e divulgar a importância da imigração nas origens históricas da cidade e do país.

No memorial, instalado em um dos poucos edifícios centenários da cidade, parte da antiga Hospedaria dos Imigrantes, estão guardados praticamente todos os registros das pessoas que passaram pela Hospedaria. São listas de bordo dos navios que atracavam em Santos trazendo a mão-de-obra que iria trabalhar para ajudar a construir o país, além de documentos pessoas e cerca de cinco mil fotografias, livros e revistas.

A exposição permanente do memorial mostra todo o processo imigratório, desde a viagem, chegada na Hospedaria, ida para as fazendas e núcleos coloniais, finalizando com a integração do imigrante na sociedade. O Memorial possui também jardins, pátio interno, auditório (cerca de 100 lugares) e uma "fazenda de café", onde o público tem contato com um pequeno cafezal e objetos usados nas plantações.

Mosteiro de São Bento

A atual abadia é a quinta reconstrução dessa edificação que substituiu a morada do primeiro casal a habitar as terras paulistanas: os índios Tibiriçá e Bartira. No lugar da taba indígena, em 1598, foi construída uma capela em homenagem a Nossa Senhora de Montserrat.

A construção atual é de 1922, mas as últimas transformações no largo onde fica o mosteiro aconteceram na década de 80, com a construção do metrô, que incluiu um calçadão, bancos e jardins na paisagem de quem chega ao local.

Apesar de conhecido com o Mosteiro de São Bento, a padroira da igreja é Nossa Senhora de Assumpção. A construção tem estilo eclético, com elementos do neogótico. Entre os muitos recursos decorativos (pinturas, esculturas, vitrais), destacam-se o impressionante crucifixo barroco de 1777 e o ícone da Virgem de Kasperovo, de 1893, trazido por russos foragidos da revolução socialista.

Aos domingos, na igreja onde estão os restos mortais de vários personagens importantes da história brasileira, são realizadas cerimônias acompanhadas de belos cantos gregorianos.

Zoológico de São Paulo

O Zoológico de São Paulo ocupa uma área de mais de 820 m2 de mata atlântica original, alojando as nascentes do histórico Riacho do Ipiranga. As águas formam um lago, no qual várias espécies de aves exóticas podem ser encontradas. Além dos quase 2 mil animais exibidos em recintos semelhantes ao habitat natural, também podem ser vistos no local animais livres, nativos da região.

O bugio, o tucano-de-bico-verde e o teiú são alguns dos exemplos de animais que podem ser vistos livres. Mais de 65 milhões de visitantes já passaram pelo zoológico desde sua abertura, em 1958. Em 1996, o parque atingiu um recorde de 1,5 milhão de visitantes.
Instituto Butantã

No Instituto Butantan podem ser encontradas mais de 60 espécies de serpentes brasileiras e do exterior, além de várias espécies de aranhas e escorpiões. Entre as serpentes, destacam-se as najas da Índia, as jibóias e as sucuris. Além do museu, há também no instituto uma estação multimídia com informações sobre as serpentes brasileiras.

Para quem não gosta só de ver os animais através dos vidros, há também um serpentário ao ar livre, e um alambrado com macacos usados para experiências do instituto, que desenvolve várias pesquisas e é responsável pelo desenvolvimento e produção de vacinas antiofídicas. O Butantan também produz vacinas contra coqueluche, tétano e várias outras doenças e realiza pesquisas sobre a biologia e distribuição geográfica de serpentes, aranhas e escorpiões.

Solar da Marquesa de Santos

O Solar foi residência de D. Maria Domitilia de Castro Canto e Melo a Marquesa de Santos, a partir de 1834. A marquesa é apontada como uma das amantes do primeiro imperador brasileiro, D. Pedro I. As origens do Solar são desconhecidas embora, pelas características arquitetônicas, supõe-se que seja da segunda metade do século XVIII.

A sua atual feição data provavelmente da segunda metade do século XIX, já que ele passou por várias mudanças desde sua construção. No edifício, que desde 1975 passou a abrigar atividades da Secretaria Municipal de Cultura, são realizadas exposições permanentes e temporárias, projetos para a terceira idade, serviços educativos, atividades para a preservação do patrimônio histórico e cultural, projeção de vídeos e apresentações musicais. Há também em suas instalações um acervo de negativos, disponível para pesquisa.

Museu de Arte Sacra

O Museu de Arte Sacra funciona no Mosteiro da Luz, fundado e construído pelo frei Antonio de Sant'Anna Galvão, em 1774. O edifício caracteriza-se por ser o mais importante monumento arquitetônico colonial do século XVIII em São Paulo. O museu tem o objetivo de divulgar e preservar um dos mais importantes acervos museológicos do patrimônio sacro brasileiro.

Sua coleção reúne mais de quatro mil peças, das quais 800, provenientes das principais igrejas e capelas de todo o país, estão em exposição. Também no Mosteiro se acolhem as Irmãs Concepcionistas que, ainda hoje, se dedicam à oração e ao trabalho, vivendo em clausura.

Bairros típicos

Através dos séculos, a cidade de São Paulo foi colonizada por diferentes grupos de imigrantes. Cada um desses grupos se concentrou em bairros distintos, antes separados, que com o crescimento da cidade tornaram-se próximos. Os mais conhecidos são o Bixiga (hoje chamado Bela Vista) e a Liberdade, que começaram a ser povoados no início do século XIX. Mais recente, o Bom Retiro, bairro que concentra imigrantes coreanos e judeus, transformou-se em uma região conhecida pelas lojas de roupas a preços atrativos.

Brás, Bixiga e Barra Funda

Estes três bairros, de povoação bastante parecida, surgiram a partir da imigração de italianos, que vieram para trabalhar na lavoura. Com o tempo, os imigrantes começaram a se mudar para a cidade, fazendo surgir esses bairros. É no Bixiga (hoje conhecido como Bela Vista), onde acontece a mais tradicional celebração do aniversário de São Paulo.

Em 25 de janeiro, os "bixiguenses" preparam o Bolo de São Paulo, um pão-de-ló de mais de 400 metros, que é apreciado pelas mais de 5 mil pessoas que comparecem à festa todos os anos. Também é do Bixiga a mais conhecida das festas paulistanas, a dedicada a Nossa Senhora Achiropita, que acontece em agosto. O Museu do Bixiga, um delicioso apanhado de momentos da colônia italiana no Brasil, conta a história do bairro e de sua população. A nova Bela Vista é hoje também conhecida como o distrito dos teatros. Um sem-número de teatros se espalham pelos quarteirões da Avenida Brigadeiro Luis Antônio e pelas rias próximas, com espetáculos de qualidade. Na saída, aproveite para apreciar a saborosa comida italiana de uma das centenas de cantinas do bairro. Com direito a música ao vivo e atendimento com sotaque.

Liberdade

São Paulo que se concentra a maior colônia japonesa fora do Japão. E grande parte desses imigrantes adotou como casa o bairro da Liberdade, conhecido pela inusitada decoração encontrada nas principais ruas do bairro. Hoje, no bairro vivem também comunidades de coreanos e chineses. Da arquitetura das casas aos jornais impressos em línguas orientais, a Liberdade mantém acesa a tradição.

Na Praça da Liberdade, porta de entrada do bairro, comida e artesanato típicos podem ser aprecidos aos domingos, quando acontece a feira do bairro. A maior parte dos restaurantes típicos se concentra na Rua Tomás Antônio Gonzaga, enquanto nas ruas Galvão Bueno, Conselheiro Furtado e Rua da Glória são encontrados produtos de todos os tipos, de cosméticos a eletrônicos. O Museu da Imigração Japonesa documenta e celebra os 70 anos da imigração japonesa no Brasil. E completando a sensação de estar do outro lado do mundo, um templo budista de impressionante arquitetura é aberto ao público, na Rua São Joaquim.

Luz

O bairro da Luz, ainda que de povoamento mais antigo, também tem suas características singulares. A região foi durante muito tempo um local de passagem, fazendo com que pelo bairro estejam as duas primeiras e mais belas estações de trem da cidade. A Estação Júlio Prestes hoje funciona como sala de espetáculos e é sede da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo. A Estação da Luz, de arquitetura ainda mais impressionante, continua servindo como estação de trens regionais. Ela foi construída nos moldes das estaçõs britânicas, com material trazido da Europa. Também no bairro fica o Parque da Luz, o primeiro da cidade, a Pinacoteca e o Mercado Municipal.

Festas típicas

Festa do Morro do Querosene

Três vezes por ano, no bairro do Butantã, na zona oeste da cidade, acontece a festa do Morro do Querosene. Versão paulistana das toadas do Bumba-meu-boi, ela existe há dez anos. no Sábado de Aleluia (véspera da Páscoa), acontece o Renascer do Boi. No dia 24 de junho se comemora o Batizado do Boi e em 23 de outubro a Morte do Boi. Participam da festa, além dos paulistanos, imigrantes do Maranhão e de Minas Gerais.

Festa da Santa Achiropita

No mês de agosto, a colônia italiana em São Paulo comemora o dia de Nossa Senhora Achiropita com uma grande festa popular. A comemoração, organizada pela comunidade e pela Paróquia de Nossa Senhora Achiropita, acontece nas ruas 13 de maio e São Vicente, no bairro do Bixiga. O ponto alto da festa é a comida e a música típicas. A festa de Achiropita é a mais conhecida e tradicional da cidade e atrai todos os anos milhares de visitantes.

Festas de São Vito, São Genaro e santo Emídio.

As festas de São Vito, São Genaro e Santo Emídio completam o circuito italiano das festas. No dia 15 de junho, nas ruas do Brás, é comemorado com muita comida e música o dia de São Vito. No dia 19 de setembro, a festa nas ruas da Moóca é em homenagem a São Genaro. A Festa de Santo Emídio, que acontece no bairro da Vila Prudente, dira três semanas durante o mês de agosto.
Festa do Verde

Em janeiro, o Parque do Ibirapuera, o maior da cidade, sedia a Festa do Verde. Sob a marquise do parque, centenas de expositores e comerciantes de plantas e jardinagem montam uma exposição de encher os olhos. Uma das principais atrações da festa é o Pronto-Socorro de Plantas, onde um biólogo fica de plantão para esclarecer dúvidas e dar dicas de como manter as plantas sempre em perfeito estado.

Bienal
Todos os anos, São Paulo também é sede de eventos culturais de porte internacional. A Bienal do Livro, assim como a Bienal de Artes, reúne o que de melhor se produz em cultura no país.

Maratona de São Silvestre

No último dia de cada ano, a cidade recebe centenas de atletas de todo o mundo, que participam da Maratona de São Silvestre. Poucas horas antes do novo ano, os atletas percorrem ruas da região central de São Paulo, na mais importante maratona do país.

Lendas sobre cavernas

Lugar era sagrado para índios

Os índios respeitavam a caverna como um lugar sagrado. Acreditavam que quem ousasse colocar os pés lá dentro, seria, imediatamente, atingido por uma gota d'água e transformado em pedra. Para eles, as estranhas formações rochosas do interior da caverna eram homens e animais petrificados.

Já os escravos garantiam que os sons que ouviam da entrada da gruta eram gemidos de almas penadas castigadas pelo diabo.

Os caboclos foram mais longe. Eles diziam que a caverna era a morada do próprio satã, a porta de entrada para o inferno. O medo era tanto que sequer ousavam chegar lá perto. Crianças desobedientes eram advertidas com a possibilidade de serem deixadas nas redondezas da caverna, como castigo. Os moradores da região também alimentavam a crença de que, de tempos em tempos, quando o relógio marcava exatamente meia-noite, o diabo saía de sua caverna para atacar as plantações dos caboclos e levar comida para o inferno.

Cultura Negra

O negro não apenas povoou o Brasil e deu-lhe prosperidade econômica através do seu trabalho. Trouxe, também, as suas culturas que deram o ethos fundamental da cultura brasileira.

Vindos de várias partes da África, os negros escravos trouxeram as suas diversas matrizes culturais que aqui sobreviveram e serviram como patamares de resistência social ao regime que os oprimia e queria transformá-los apenas em máquina de trabalho.

Com a instalação de um governo despótico escravista, capaz de manter a ordem contra as manifestações da quilombagem, as suas diversas culturas foram consideradas primitivas, exóticas e somente consentidas enquanto estivessem sob o controle do aparelho dominador.

Durante a escravidão o negro transformou não apenas a sua religião, mas todos os padrões das suas culturas em uma cultura de resistência social.

Aquele que não pode atacar frontalmente procura formas simbólicas ou alternativas para oferecer resistência a essas forças mais poderosas. Dessa forma o sincretismo assim chamado não foi à incorporação do mundo religioso do negro à religião dominadora, mas, pelo contrário, uma forma sutil de camuflar internamente os seus deuses para preservá-los da imposição da religião católica.

Não havendo como fugir à religião oficial, num tempo em que existia o monopólio do poder político e o monopólio do poder religioso, pela classe senhorial e a igreja Católica respectivamente. Daí o mecanismo de defesa sincrético dos negros.

A mesma coisa aconteceu com as suas línguas. Não possuindo unidade lingüística, os africanos foram obrigados a criar uma que fosse comum para que pudessem entender. Os povos banto que chegaram em primeiro lugar e aqueles que habitavam a parte sudanesa da África, posteriormente, incorporaram ao nosso léxico milhares de vocábulos na estrutura do português. No entanto, ninguém, ou quase ninguém, viu essa incorporação como um fator de enriquecimento, mas, criou-se a palavra chula para designar esses vocábulos.

Após a escravidão, os grupos negros que se organizaram como específicos, na sociedade de capitalismo dependente que a substituiu, também aproveitaram os valores culturais afro-brasileiros como instrumentos de resistência.

Isto não quer dizer que se conservassem puros, pois sofrem a influência aculturativa (isto é, branqueadora) do aparelho ideológico dominante. É uma luta ideológico-cultural que se trava em todos os níveis, ainda diante dos nossos olhos. O exemplo das escolas de samba, especialmente no Rio de Janeiro – que perderam a sua especificidade de protesto simbólico espontâneo de antigamente para se institucionalizarem, assumindo proporções de um colossalismo quantitativo e competitivo antipopular e subordinando-se a instituições ou grupos financiadores que as despersonalizaram inteira ou parcialmente do seu papel inicial

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